Dubai Telegraph - Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias

EUR -
AED 4.381992
AFN 78.750894
ALL 96.772834
AMD 453.127673
ANG 2.135904
AOA 1094.155023
ARS 1723.006224
AUD 1.703048
AWG 2.147741
AZN 2.027312
BAM 1.958039
BBD 2.409237
BDT 146.15714
BGN 2.003807
BHD 0.449939
BIF 3543.827792
BMD 1.193189
BND 1.513334
BOB 8.264659
BRL 6.197065
BSD 1.196143
BTN 110.049154
BWP 15.598819
BYN 3.379033
BYR 23386.513916
BZD 2.405733
CAD 1.613288
CDF 2693.62495
CHF 0.916376
CLF 0.025958
CLP 1024.95004
CNY 8.290757
CNH 8.289248
COP 4358.721191
CRC 591.863639
CUC 1.193189
CUP 31.619521
CVE 110.393555
CZK 24.34441
DJF 213.004295
DKK 7.467153
DOP 75.15697
DZD 154.308073
EGP 56.001272
ERN 17.897842
ETB 185.122907
FJD 2.620781
FKP 0.864978
GBP 0.867162
GEL 3.215635
GGP 0.864978
GHS 13.067272
GIP 0.864978
GMD 87.697079
GNF 10497.500171
GTQ 9.177688
GYD 250.242459
HKD 9.315768
HNL 31.595737
HRK 7.533438
HTG 156.800337
HUF 381.275947
IDR 20028.222449
ILS 3.690338
IMP 0.864978
INR 109.703873
IQD 1563.674821
IRR 50263.107265
ISK 144.99605
JEP 0.864978
JMD 187.688003
JOD 0.845975
JPY 183.732053
KES 154.243589
KGS 104.344067
KHR 4800.801608
KMF 491.594467
KPW 1073.96939
KRW 1718.932363
KWD 0.365955
KYD 0.996727
KZT 600.839544
LAK 25677.437566
LBP 107117.524012
LKR 370.074058
LRD 221.3444
LSL 18.780413
LTL 3.523179
LVL 0.721749
LYD 7.487269
MAD 10.834074
MDL 20.11961
MGA 5321.625216
MKD 61.62671
MMK 2505.752956
MNT 4256.95142
MOP 9.615976
MRU 47.572579
MUR 54.20683
MVR 18.434798
MWK 2072.570214
MXN 20.625111
MYR 4.698727
MZN 76.065949
NAD 18.864464
NGN 1658.366152
NIO 43.187477
NOK 11.432366
NPR 176.101211
NZD 1.969586
OMR 0.458787
PAB 1.196098
PEN 3.989425
PGK 5.083586
PHP 70.333154
PKR 333.88428
PLN 4.210294
PYG 8026.784566
QAR 4.344522
RON 5.097187
RSD 117.389486
RUB 90.086234
RWF 1733.107728
SAR 4.475517
SBD 9.614842
SCR 16.593195
SDG 717.661496
SEK 10.535953
SGD 1.512051
SHP 0.895201
SLE 29.08404
SLL 25020.586042
SOS 681.867426
SRD 45.34538
STD 24696.61331
STN 24.609533
SVC 10.465837
SYP 13196.168479
SZL 18.855865
THB 37.48407
TJS 11.171609
TMT 4.188095
TND 3.373445
TOP 2.872914
TRY 51.903862
TTD 8.118318
TWD 37.534758
TZS 3072.463155
UAH 51.192889
UGX 4254.972804
USD 1.193189
UYU 45.262709
UZS 14550.945781
VES 437.717685
VND 30924.48849
VUV 142.715687
WST 3.23879
XAF 656.694211
XAG 0.011511
XAU 0.000235
XCD 3.224654
XCG 2.155638
XDR 0.816792
XOF 653.27021
XPF 119.331742
YER 284.461217
ZAR 19.03704
ZMK 10740.145808
ZMW 23.653834
ZWL 384.206528
Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias
Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias / foto: MARTIN BERNETTI - AFP/Arquivos

Panamá anula concessão a uma empresa de Hong Kong em seu canal; China promete proteger suas companhias

A Suprema Corte do Panamá anulou, na quinta-feira (29), a concessão à CK Hutchison, com sede em Hong Kong, para operar dois portos no Canal do Panamá. A decisão foi rejeitada tanto pela companhia quanto pelo governo chinês, que prometeu "proteger" os interesses de suas empresas.

Tamanho do texto:

Essa decisão ocorre em meio a repetidas ameaças do presidente americano, Donald Trump, de recuperar essa hidrovia construída pelos Estados Unidos e cedida ao Panamá, ao alegar que ela é controlada por Pequim. Ambas as potências são as principais usuárias dessa rota, por onde passa aproximadamente 5% do comércio marítimo global.

O plenário da Suprema Corte do Panamá declarou "inconstitucionais" as leis sob as quais a Panama Ports Company (PPC), subsidiária da CK Hutchison Holdings, controlava os portos de Balboa e Cristóbal, localizados em entradas opostas do canal, desde 1997, segundo um comunicado oficial.

A Controladoria-Geral do Panamá havia solicitado a anulação do contrato e entrou com duas ações judiciais no ano passado, alegando irregularidades e que a concessão era "inconstitucional".

O presidente panamenho, José Raúl Mulino, também afirmou repetidamente que a concessão, renovada por mais 25 anos em 2021, era resultado de um contrato "oneroso" e "contrário aos interesses nacionais".

A PPC declarou nesta sexta-feira (30) que a decisão "carece de fundamento jurídico e põe em risco" não apenas seu contrato, "mas também o bem-estar e a estabilidade de milhares de famílias panamenhas" que dependem de suas operações.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, advertiu que Pequim "tomará todas as medidas necessárias para proteger com determinação os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas" e ecoou os argumentos da PPC.

O governo de Hong Kong também rejeitou "firmemente" a decisão, denunciando em comunicado "qualquer governo estrangeiro que utilize métodos coercitivos, repressivos ou outros" para interferir nas relações comerciais.

- Venda no limbo -

A CK Hutchison Holdings, fundada por Li Ka-shing, o homem mais rico de Hong Kong, é um dos maiores conglomerados deste centro financeiro semiautônomo da China, abrangendo os setores de finanças, varejo, infraestrutura, telecomunicações e logística.

Após o anúncio do Panamá, as ações do conglomerado caíram 4,6% nas negociações desta sexta-feira na Bolsa de Hong Kong.

A decisão desfavorável ocorreu em meio a um demorado processo de venda dos portos que a Hutchison anunciou em março de 2025, com a intenção de transferir sua participação nesses terminais panamenhos para um conglomerado liderado pela empresa americana BlackRock. Tudo isso fazia parte de um pacote avaliado em US$ 22,8 bilhões (R$ 131,4 bilhões, na cotação da época).

O acordo foi inicialmente visto com bons olhos pelos Estados Unidos, mas perdeu força depois que a China alertou que poderia prejudicar seus interesses globais.

Pequim instou as partes a agirem com "cautela", sob pena de consequências legais caso prosseguissem sem sua autorização.

Em abril, a Controladoria-Geral do Panamá, responsável por fiscalizar os gastos públicos, denunciou a Hutchison por supostamente não pagar ao governo panamenho US$ 1,2 bilhão (R$ 6,8 bilhões, na cotação da época) por suas operações.

A PPC, por sua vez, afirmou ser "a única operadora portuária do país em que o Estado é acionista" e que pagou ao governo panamenho US$ 59 milhões (R$ 334 milhões, na mesma cotação) nos últimos três anos.

- Ameaças de Trump -

Desde que retornou à Casa Branca, Trump insiste que a China controla o Canal do Panamá, apesar de a hidrovia ser administrada por uma instituição pública panamenha independente do governo.

"Fomos terrivelmente prejudicados com este presente insensato que nunca deveria ter sido dado. A promessa que o Panamá nos fez não foi cumprida (...). A China opera o Canal do Panamá, e nós não o entregamos à China, nós o entregamos ao Panamá. E vamos retomá-lo", disse o magnata republicano durante sua posse, há um ano.

Os Estados Unidos inauguraram a hidrovia em 1914, mas a transferiram para o Panamá em 31 de dezembro de 1999, sob tratados bilaterais que estipulam que todos os navios, independentemente do país de origem, pagarão pedágios com base na capacidade e na carga da embarcação.

O Panamá rejeitou a alegação de que Pequim controla de fato o canal, que movimenta 40% do tráfego de contêineres dos Estados Unidos, e tomou diversas medidas para apaziguar Trump.

O canal planeja investir mais de US$ 8,5 bilhões (R$ 44,1 bilhões, na cotação atual) na próxima década para expandir e diversificar seus negócios.

Entre os projetos estão a construção, até 2029, de dois portos adicionais a um custo de US$ 2,6 bilhões (R$ 13,5 bilhões, na cotação atual), nos quais diversas empresas chinesas demonstraram interesse, além de um gasoduto e um novo reservatório.

T.Prasad--DT