Dubai Telegraph - Mundo se despede de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump

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Mundo se despede de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump
Mundo se despede de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump / foto: Saeed KHAN - AFP

Mundo se despede de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump

O mundo se despede gradualmente nesta quarta-feira (31) de 2025, um dos anos mais quentes da história, marcado por conflitos internacionais, como o de Gaza, e o retorno de Donald Trump à Casa Branca.

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O presidente russo, Vladimir Putin, aproveitou sua tradicional mensagem de Fim de Ano para dizer a seus compatriotas que seus "heróis" militares vão conquistar a vitória no conflito na Ucrânia, iniciado há quase quatro anos.

Por sua vez, seu homólogo ucraniano Volodimir Zelensky afirmou que "restam 10%" para que o seu país alcance um acordo para pôr fim aos combates.

Em Sydney, a autoproclamada "capital mundial do Ano Novo", os preparativos para o Ano Novo tiveram um gosto amargo.

Há apenas duas semanas, dois homens invadiram uma popular festa judaica na concorrida praia de Bondi e mataram 15 pessoas, o pior massacre registrado no país em três décadas.

Uma hora antes da meia-noite, os festejos pararam para um minuto de silêncio, enquanto a ponte de Sydney foi iluminada de branco como símbolo da paz.

"A alegria que costumamos sentir no começo de um ano novo é atenuada pela tristeza do velho", disse o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, em mensagem de vídeo.

Mesmo assim, centenas de milhares de espectadores lotaram o porto de Sydney para ver o show pirotécnico de nove toneladas de fogos acionados à meia-noite.

O evento contará com shows em três palcos, liderados pelo lendário Gilberto Gil, e um show com 1.200 drones, além do tradicional espetáculo pirotécnico.

- Labubus e roubos espetaculares -

O ano também foi marcado pela febre mundial dos bonecos Labubu, pelo roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris, e pelo falecimento do papa argentino Francisco.

O retorno de Donald Trump ao poder, em janeiro, marcou a agenda internacional, que começou por uma ofensiva tarifária que mergulhou os mercados globais no caos.

"Nosso país está mais 'quente' do que nunca. Não é ótimo ter uma FRONTEIRA FORTE, sem inflação, um exército poderoso e uma grande economia? Feliz Ano Novo!", disse o presidente dos Estados Unidos na terça-feira em sua plataforma Truth Social.

Após dois anos de guerra, a pressão americana ajudou a alcançar um cessar-fogo entre Israel e o grupo islamista palestino Hamas, embora os habitantes continuem tentando sobreviver neste território em ruínas.

"Esperamos que este pesadelo termine em 2026", disse Hanaa Abu Amra, deslocada na Cidade de Gaza. "O mínimo que podemos pedir é uma vida normal: que a eletricidade seja restabelecida, que as ruas voltem ao normal", adicionou.

Na Síria, apesar dos problemas internos persistentes, reinava o otimismo nas comemorações do primeiro ano completo desde a queda de Bashar al Assad.

"Não há medo, o povo está feliz, toda a Síria está unida e, se Deus quiser [...] será um bom ano para o povo e os sábios líderes", declarou em Damasco à AFP o diretor de marketing Sahar al Said, de 33 anos.

Pelas mãos de Trump, Washington aumentou sua presença militar no Caribe, realizou ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas naquela região e pediu o bloqueio de todos os petroleiros sancionados que entrarem ou saírem da Venezuela, em uma escalada sem precedentes com Caracas.

Além disso, as operações migratórias de Trump afetaram duramente a América Latina, onde milhões de pessoas dependem das remessas para driblar a pobreza.

"Este não é o fim, este é o começo", disse à AFP Pedro Gómez, indígena maia de 29 anos, ao chegar na terça-feira ao aeroporto da capital guatemalteca em um dos últimos voos do ano com deportados dos Estados Unidos.

- Copa do Mundo e missões espaciais -

No Equador, 2025 fecha com um novo recorde de homicídios, a maioria relacionados com a violência imposta pelo crime organizado.

Entre janeiro e novembro, mais de 8.300 pessoas foram assassinadas no Equador, segundo o Ministério do Interior.

"Espero que possa chegar um pouco de paz ao país. Por trás de cada vítima do crime organizado, da delinquência, há famílias inteiras que sofrem", declarou Rosa Ríos, uma dona de casa de 60 anos que vive na província de El Oro.

A Cidade do México organiza um evento popular tradicional que deve reunir centenas de milhares de pessoas para dançar e ouvir música eletrônica, em meio à preocupação com a situação da economia.

"Minha esperança é que as pessoas venham investir, que haja fontes de trabalho, para que os serviços de saúde e os serviços aos quais nós, aposentados, temos acesso possam estar em condições adequadas", disse Enrique Flores, de 61 anos.

Na Argentina, a economia também é fonte de preocupação, mas as atenções também estarão voltadas para a Copa do Mundo, que será disputada simultaneamente em Estados Unidos, México e Canadá.

"Tenho muita fé e muita esperança de que a Argentina repita esse grande feito. Fomos campeões mundiais, então acho que isso pode acontecer", disse a faxineira Celeste Meza, de 40 anos.

Além do esporte, os próximos 12 meses serão marcados por viagens espaciais. Mais de 50 anos após a última missão lunar Apollo, 2026 se anuncia como o ano em que a humanidade voltará a olhar para a Lua.

Z.W.Varughese--DT