Dubai Telegraph - Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas

EUR -
AED 4.397733
AFN 77.835597
ALL 96.757965
AMD 453.90648
ANG 2.143578
AOA 1098.08556
ARS 1729.718292
AUD 1.697621
AWG 2.156954
AZN 2.035406
BAM 1.957977
BBD 2.413193
BDT 146.41276
BGN 2.011006
BHD 0.451397
BIF 3549.189914
BMD 1.197476
BND 1.5119
BOB 8.279204
BRL 6.2252
BSD 1.198137
BTN 110.054802
BWP 15.677428
BYN 3.406701
BYR 23470.533006
BZD 2.409689
CAD 1.62082
CDF 2682.346551
CHF 0.91756
CLF 0.02617
CLP 1033.350264
CNY 8.328028
CNH 8.316191
COP 4395.168649
CRC 594.670998
CUC 1.197476
CUP 31.733119
CVE 110.388174
CZK 24.299159
DJF 213.356287
DKK 7.466647
DOP 75.385061
DZD 154.67909
EGP 56.072896
ERN 17.962143
ETB 186.305506
FJD 2.625527
FKP 0.868923
GBP 0.866542
GEL 3.227194
GGP 0.868923
GHS 13.095558
GIP 0.868923
GMD 87.415407
GNF 10513.819382
GTQ 9.192257
GYD 250.668656
HKD 9.343009
HNL 31.619149
HRK 7.535236
HTG 156.904423
HUF 380.416024
IDR 20110.175367
ILS 3.709632
IMP 0.868923
INR 110.259115
IQD 1569.551345
IRR 50443.68401
ISK 144.798317
JEP 0.868923
JMD 187.818789
JOD 0.849014
JPY 183.295885
KES 154.49848
KGS 104.719618
KHR 4816.414497
KMF 493.359953
KPW 1077.65892
KRW 1708.906127
KWD 0.367003
KYD 0.998514
KZT 603.683605
LAK 25812.802569
LBP 107293.120341
LKR 371.003975
LRD 221.657331
LSL 19.051158
LTL 3.535836
LVL 0.724341
LYD 7.524333
MAD 10.833143
MDL 20.09242
MGA 5345.942815
MKD 61.691988
MMK 2514.677582
MNT 4278.153191
MOP 9.628944
MRU 47.829969
MUR 53.994324
MVR 18.513564
MWK 2077.609574
MXN 20.544547
MYR 4.70968
MZN 76.351282
NAD 19.051158
NGN 1672.850271
NIO 44.089564
NOK 11.458877
NPR 176.087483
NZD 1.973417
OMR 0.460425
PAB 1.198132
PEN 4.008957
PGK 5.128766
PHP 70.457091
PKR 335.178801
PLN 4.206321
PYG 8045.910637
QAR 4.356361
RON 5.096099
RSD 117.399135
RUB 91.668755
RWF 1748.043211
SAR 4.491067
SBD 9.672825
SCR 16.470637
SDG 720.281738
SEK 10.556537
SGD 1.511808
SHP 0.898417
SLE 29.09489
SLL 25110.475749
SOS 683.559879
SRD 45.614209
STD 24785.339103
STN 24.527573
SVC 10.483698
SYP 13243.577429
SZL 19.043249
THB 37.272043
TJS 11.196593
TMT 4.191167
TND 3.426523
TOP 2.883235
TRY 51.9896
TTD 8.132074
TWD 37.47982
TZS 3065.53864
UAH 51.215634
UGX 4289.768719
USD 1.197476
UYU 45.340592
UZS 14496.175194
VES 429.266648
VND 31217.006375
VUV 143.303392
WST 3.263552
XAF 656.687006
XAG 0.010186
XAU 0.000217
XCD 3.23624
XCG 2.159309
XDR 0.816708
XOF 656.684261
XPF 119.331742
YER 285.475503
ZAR 18.81055
ZMK 10778.71862
ZMW 23.812571
ZWL 385.586839
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas
Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas / foto: Mukesh GUPTA - AFP

Mundo não está preparado para o aumento do calor extremo, dizem cientistas

Quase 3,8 bilhões de pessoas podem enfrentar calor extremo até 2050 e países como o Brasil estarão entre os mais afetados por um aumento "drástico" na demanda por refrigeração, enquanto regiões mais frias também terão de se adaptar, disseram cientistas na segunda-feira (26).

Tamanho do texto:

Os pesquisadores, que publicaram as suas descobertas na revista Nature Sustainability, estudaram as consequências de diferentes cenários de aquecimento no número de pessoas que poderão vir a experimentar temperaturas consideradas extremamente altas ou baixas no futuro.

A demanda por refrigeração aumentará "drasticamente" em países gigantes como Brasil, Indonésia e Nigéria, onde centenas de milhões de pessoas não têm ar-condicionado ou outros meios de enfrentar o calor.

Mas até mesmo um aumento moderado no número de dias mais quentes pode ter um "impacto severo" em países não acostumados a essas condições, como Canadá, Rússia e Finlândia, disseram cientistas da Universidade de Oxford.

Segundo o estudo, "a população que enfrenta condições de calor extremo deve quase dobrar" até 2050 se a temperatura média global subir 2°C acima dos níveis pré-industriais.

A maior parte do impacto será sentida ainda nesta década, à medida que o mundo se aproxima rapidamente da marca de 1,5°C, disse à AFP o principal autor do estudo, Jesus Lizana.

"A principal conclusão é que a necessidade de adaptação ao calor extremo é mais urgente do que se sabia anteriormente", disse Lizana, cientista ambiental.

"Nova infraestrutura, como ar-condicionado sustentável ou resfriamento passivo, precisa ser construída nos próximos anos para garantir que as pessoas consigam lidar com o calor perigoso."

A exposição prolongada ao calor extremo, muitas vezes chamado de "assassino silencioso", pode sobrecarregar os sistemas naturais de resfriamento do corpo, causando sintomas que vão de tontura e dores de cabeça a falência de órgãos e morte.

A maioria das mortes por calor ocorre de forma gradual, à medida que altas temperaturas e outros fatores ambientais atuam em conjunto para desestabilizar o termostato interno do corpo.

As mudanças climáticas estão tornando as ondas de calor mais longas e intensas, e o acesso à refrigeração - especialmente ao ar-condicionado - será vital no futuro.

- Todos 'perigosamente despreparados' -

O estudo, publicado na revista Nature Sustainability, projeta que 3,79 bilhões de pessoas em todo o mundo podem ficar expostas a calor extremo até meados do século.

Além do Brasil, a República Centro-Africana, Nigéria, Sudão do Sul e Laos registraram o maior aumento de temperaturas perigosamente altas.

Isso aumentaria "drasticamente" a demanda de energia para refrigeração em países em desenvolvimento, onde as consequências mais graves para a saúde seriam sentidas. As estimativas mostram que Índia, Filipinas e Bangladesh teriam as populações mais impactadas.

O estudo também mostra que países tropicais ou equatoriais, especialmente na África, registrarão o maior aumento nos "dias de grau de refrigeração", indicador usado para calcular quantos dias exigem algum tipo de resfriamento, como ar-condicionado ou ventiladores.

"Em termos simples, as pessoas mais desfavorecidas são as que arcarão com o maior peso dessa tendência de dias cada vez mais quentes, como mostra nosso estudo", disse à AFP a cientista do clima urbano e coautora da pesquisa, Radhika Khosla.

Por outro lado, nações mais ricas com climas tradicionalmente mais frios também "enfrentam um grande problema - mesmo que muitos ainda não percebam", acrescentou.

Em um cenário de aquecimento global de 2°C, países como Canadá, Rússia e Finlândia podem ter forte queda nos "dias de grau de aquecimento", usados para calcular a necessidade de aquecimento interno.

Mesmo um aumento moderado nas temperaturas mais quentes seria sentido de forma mais aguda nos países que não foram projetados para suportar o calor, disseram os autores.

Nesses países, casas e edifícios geralmente são construídos para maximizar a incidência de sol e reduzir a ventilação, e o transporte público opera sem ar-condicionado.

Alguns países de clima frio podem registrar queda nas contas de calefação, disse Lizana, mas, com o tempo, essas economias provavelmente seriam substituídas por custos de refrigeração, inclusive na Europa, onde o ar-condicionado ainda é raro.

"Países mais ricos não podem cruzar os braços e presumir que ficarão bem - em muitos casos, eles estão perigosamente despreparados para o calor que chegará nos próximos anos", afirmou.

H.Sasidharan--DT