Dubai Telegraph - Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro

EUR -
AED 4.100836
AFN 72.581059
ALL 90.772202
AMD 403.672763
ANG 1.998533
AOA 1025.069254
ARS 1720.459037
AUD 1.590034
AWG 2.009939
AZN 1.896945
BAM 1.955184
BBD 2.25391
BDT 138.656917
BGN 1.951686
BHD 0.422267
BIF 3348.564611
BMD 1.116633
BND 1.432771
BOB 13.266818
BRL 5.999112
BSD 1.119057
BTN 106.460444
BWP 15.437272
BYN 3.291792
BYR 21886.007578
BZD 2.250711
CAD 1.565866
CDF 2585.005478
CHF 0.924606
CLF 0.027996
CLP 1105.433602
CNY 7.446099
CNH 7.444425
COP 3519.046692
CRC 509.439426
CUC 1.116633
CUP 26.857895
CVE 110.230256
CZK 24.351088
DJF 199.278972
DKK 7.474685
DOP 68.488413
DZD 150.94665
EGP 62.815189
ERN 16.749496
ETB 183.294764
FJD 2.515555
FKP 0.836607
GBP 0.837754
GEL 2.895463
GGP 0.836607
GHS 13.009307
GIP 0.836607
GMD 82.631193
GNF 9903.789654
GTQ 8.554304
GYD 234.503435
HKD 8.759762
HNL 30.044127
HRK 7.534255
HTG 146.568552
HUF 367.281265
IDR 20259.073239
ILS 3.432475
IMP 0.836607
INR 106.248188
IQD 1695.358035
IRR 2028930.607136
ISK 136.374529
JEP 0.836607
JMD 177.661615
JOD 0.791685
JPY 176.142721
KES 144.905666
KGS 97.649292
KHR 4562.398508
KMF 492.435757
KPW 1004.969692
KRW 1478.226732
KWD 0.346983
KYD 0.932602
KZT 504.638679
LAK 25185.948668
LBP 100212.710627
LKR 371.837793
LRD 190.240037
LSL 18.610551
LTL 3.297127
LVL 0.67544
LYD 7.175802
MAD 10.991935
MDL 20.109571
MGA 5082.443541
MKD 61.555598
MMK 2344.674489
MNT 4019.217093
MOP 9.043109
MRU 44.999413
MUR 52.838902
MVR 17.252251
MWK 1940.505735
MXN 20.726082
MYR 4.563461
MZN 71.364249
NAD 18.610551
NGN 1496.210438
NIO 41.177021
NOK 10.406356
NPR 170.33631
NZD 1.961433
OMR 0.429349
PAB 1.119047
PEN 3.857901
PGK 5.09035
PHP 71.488522
PKR 309.674565
PLN 4.404425
PYG 6451.024423
QAR 4.090711
RON 5.345651
RSD 117.499895
RUB 90.224382
RWF 1654.556261
SAR 4.181959
SBD 9.005252
SCR 15.531903
SDG 671.655189
SEK 11.11673
SGD 1.430513
SHP 0.836743
SLE 25.62717
SLL 23415.241437
SOS 639.489844
SRD 42.08815
STD 23112.049449
STN 24.492061
SVC 9.79187
SYP 14518.46243
SZL 18.604303
THB 37.677987
TJS 10.323346
TMT 3.908216
TND 3.342846
TOP 2.688584
TRY 55.5938
TTD 7.605705
TWD 36.319598
TZS 2953.494355
UAH 51.091454
UGX 5013.576878
USD 1.116633
UYU 44.875855
UZS 13392.898528
VES 960.231858
VND 28842.073099
VUV 132.59261
WST 3.087188
XAF 655.957
XAG 0.020999
XAU 0.000278692495
XCD 3.017757
XCG 2.016855
XDR 0.789517
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 263.692886
ZAR 18.582253
ZMK 10051.016163
ZMW 22.5321
ZWL 359.555383
SSP 6415.840613
MXV 2.337735
Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro
Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro / foto: Carlos Fabal - AFP

Sobre a mesa da COP30: menos emissões, mais florestas e dinheiro

A conferência climática da ONU que vai acontecer em novembro, em Belém, será a primeira na Amazônia, e vai marcar uma década do Acordo de Paris. Mas, além do seu simbolismo, o que estará em pauta?

Tamanho do texto:

As negociações maratônicas reúnem quase todos os países do mundo para enfrentar o aquecimento global, mas, ao contrário de edições recentes, a COP30 não tem um tema ou objetivo específico, o que não significa que os grandes poluidores vão escapar da pressão das nações mais vulneráveis ao clima, decepcionadas com o nível de ambição e ajuda financeira prometida.

Seguem abaixo as principais questões que estarão sobre a mesa:

- Emissões -

O mundo não está reduzindo as emissões com rapidez suficiente para limitar o aquecimento do planeta a 1,5°C em relação à era pré-industrial, como estabelece o Acordo de Paris. A maioria dos cientistas estima que esse teto será alcançado em poucos anos se não houver uma mudança de rumo radical.

Os países que assinaram o acordo são obrigados, a cada cinco anos, a apresentar metas mais ambiciosas para a redução das suas emissões de gases do efeito estufa, e a última rodada de compromissos para 2035 deveria ter sido entregue em fevereiro.

O Brasil foi um dos primeiros a dar o exemplo, mas a maioria dos países descumpriu esse prazo. No começo de outubro, cerca de 60 países haviam apresentado seus planos revisados, sendo que poucos deles impressionaram. A meta da China, em particular, ficou muito aquém das expectativas.

A União Europeia ainda não definiu sua nova meta, tampouco a Índia, outro grande emissor. Já os Estados Unidos saíram do Acordo de Paris. Na COP30, no entanto, poderiam ser incluídos os compromissos dos países mais atrasados.

- Dinheiro -

O dinheiro será novamente um ponto de discórdia em Belém, mais especificamente quanto os países ricos oferecem aos mais pobres para se adaptar às mudanças climáticas e fazer a transição para um futuro com baixas emissões de carbono.

No ano passado, após 15 dias negociações, a COP29 terminou com um compromisso dos países desenvolvidos de oferecer US$ 300 bilhões (R$ 1,6 trilhão) anuais aos países em desenvolvimento até 2035, muito abaixo do valor necessário. Também estabeleceram uma meta, menos específica, de obter US$ 1,3 trilhão (R$ 7 trilhões) anual até 2035, de fontes públicas e privadas. As nações em desenvolvimento vão exigir detalhes concretos na COP30.

O financiamento para a adaptação - para construir, por exemplo, defesas costeiras que protejam contra o aumento do nível do mar - consta da pauta, e é possível que seja discutida uma nova meta financeira.

- Florestas -

O Brasil escolheu sediar a COP30 em Belém devido à localização da cidade, na Amazônia, um cenário ideal para chamar a atenção do mundo para o papel da floresta tropical no combate às mudanças climáticas.

O país lançará na COP30 um fundo mundial inovador, que propõe recompensar os países com alta cobertura florestal tropical que mantiverem as árvores de pé. O Fundo Tropical das Florestas (TFFF) tem como objetivo arrecadar até US$ 25 bilhões (R$ 136,5 bilhões) de países doadores e outros US$ 100 bilhões (R$ 546 bilhões) do setor privado. O Brasil já anunciou um aporte de US$ 1 bilhão (R$ 5,5 bilhões).

Clément Helary, do Greenpeace, disse à AFP que o TFFF "poderia ser um passo para proteger as florestas tropicais", se acompanhado de medidas mais claras na COP30 para acabar com o desmatamento até 2030.

A destruição das florestas tropicais nativas atingiu um recorde histórico em 2024, segundo o Global Forest Watch, órgão que monitora o desmatamento. Perdeu-se o equivalente a 18 campos de futebol por minuto, devido, principalmente, a incêndios devastadores.

H.El-Din--DT