Dubai Telegraph - O ano 2024 em 12 acontecimentos marcantes no mundo

EUR -
AED 4.211393
AFN 72.244796
ALL 95.982096
AMD 432.319357
ANG 2.052753
AOA 1051.557417
ARS 1603.424201
AUD 1.641243
AWG 2.064125
AZN 1.954004
BAM 1.955435
BBD 2.309469
BDT 140.703754
BGN 1.960126
BHD 0.435819
BIF 3404.065016
BMD 1.146736
BND 1.467326
BOB 7.923522
BRL 6.112796
BSD 1.146686
BTN 105.842257
BWP 15.625085
BYN 3.392867
BYR 22476.027392
BZD 2.30607
CAD 1.583471
CDF 2588.183773
CHF 0.912745
CLF 0.026638
CLP 1051.798264
CNY 7.908585
CNH 7.921286
COP 4222.512346
CRC 539.499363
CUC 1.146736
CUP 30.388506
CVE 110.244435
CZK 24.575006
DJF 204.191911
DKK 7.505507
DOP 70.446859
DZD 153.116438
EGP 59.873831
ERN 17.201041
ETB 178.984913
FJD 2.555735
FKP 0.866182
GBP 0.866311
GEL 3.131037
GGP 0.866182
GHS 12.452677
GIP 0.866182
GMD 84.289519
GNF 10052.124908
GTQ 8.79336
GYD 239.895251
HKD 8.97946
HNL 30.352338
HRK 7.568004
HTG 150.351954
HUF 394.179508
IDR 19448.701448
ILS 3.605729
IMP 0.866182
INR 106.170389
IQD 1502.119799
IRR 1515669.760861
ISK 144.837141
JEP 0.866182
JMD 179.916439
JOD 0.813081
JPY 183.185402
KES 148.312334
KGS 100.281732
KHR 4598.142277
KMF 494.243657
KPW 1032.019272
KRW 1723.258101
KWD 0.352542
KYD 0.955522
KZT 561.355287
LAK 24570.416711
LBP 102681.246162
LKR 356.863432
LRD 209.830859
LSL 19.258608
LTL 3.386014
LVL 0.69365
LYD 7.316635
MAD 10.799685
MDL 20.003269
MGA 4761.111877
MKD 61.628504
MMK 2408.293814
MNT 4109.908675
MOP 9.243576
MRU 45.877442
MUR 53.33513
MVR 17.717506
MWK 1988.229122
MXN 20.584147
MYR 4.516425
MZN 73.288336
NAD 19.258608
NGN 1588.807126
NIO 42.19213
NOK 11.176343
NPR 169.34741
NZD 1.985003
OMR 0.440925
PAB 1.146586
PEN 3.954262
PGK 5.014065
PHP 68.334433
PKR 320.169477
PLN 4.298483
PYG 7397.620071
QAR 4.168222
RON 5.117429
RSD 117.34811
RUB 91.632507
RWF 1673.28787
SAR 4.303626
SBD 9.233195
SCR 17.507734
SDG 689.18878
SEK 10.871865
SGD 1.469547
SHP 0.860349
SLE 28.152796
SLL 24046.494883
SOS 654.177972
SRD 43.05769
STD 23735.121842
STN 24.495431
SVC 10.033128
SYP 126.777699
SZL 19.252409
THB 37.071728
TJS 10.99055
TMT 4.013576
TND 3.391067
TOP 2.761065
TRY 50.645643
TTD 7.776549
TWD 36.918714
TZS 2986.942825
UAH 50.565468
UGX 4311.195803
USD 1.146736
UYU 46.061408
UZS 13845.417319
VES 507.665371
VND 30152.278788
VUV 137.132233
WST 3.13652
XAF 655.834663
XAG 0.014239
XAU 0.000228
XCD 3.099112
XCG 2.066515
XDR 0.815648
XOF 655.834663
XPF 119.331742
YER 273.554311
ZAR 19.360243
ZMK 10322.005017
ZMW 22.318837
ZWL 369.248554
O ano 2024 em 12 acontecimentos marcantes no mundo
O ano 2024 em 12 acontecimentos marcantes no mundo / foto: Peter Zay - AFP/Arquivos

O ano 2024 em 12 acontecimentos marcantes no mundo

Vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos, a guerra no Oriente Médio ou os Jogos Olímpicos de Paris: estes são os 12 acontecimentos que marcaram o ano de 2024.

Tamanho do texto:

- Guerra no Oriente Médio -

Israel prossegue sua ofensiva militar contra o Hamas na Faixa de Gaza, em represália ao ataque sem precedentes do movimento islamista palestino de 7 de outubro de 2023 em território israelense, que deixou 1.207 mortos do lado israelense, a maioria civis, e 251 reféns levados à Gaza.

Vários dirigentes do Hamas morreram, sobretudo seu líder Ismail Haniyeh, em 31 de julho, em Teerã, em uma explosão atribuída a Israel, e seu sucessor Yahya Sinwar, morto em Gaza em 16 de outubro por soldados israelenses.

A ofensiva de Israel ultrapassou os 44.000 mortos em Gaza até o final de novembro, a maioria civis, de acordo com dados do Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas, que a ONU considera confiáveis.

As negociações de cessar-fogo não tiveram êxito e o território — onde quase 100 reféns permanecem cativos, 34 deles declarados mortos pelo Exército israelense — está assolado em uma grave crise humanitária.

No Líbano, por outro lado, Israel concordou no final de novembro, com a mediação de Estados Unidos e França, com uma trégua com o movimento pró-iraniano Hezbollah, que em 8 de outubro de 2023 começou a disparar projéteis contra o norte do território israelense em solidariedade ao Hamas.

O cessar-fogo chega após dois meses de guerra, nos quais Israel realizou uma campanha maciça de bombardeios aéreos contra o sul do Líbano e o sul de Beirute, redutos do Hezbollah, bem como contra alvos no leste e no norte do país. Paralelamente, o Exército israelense lançou uma ofensiva terrestre no sul do Líbano desde 30 de setembro contra o Hezbollah, um aliado do Irã.

Em represália às mortes do chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um bombardeio em Beirute, em 27 de setembro, e de Ismail Haniyeh, o Irã lançou em 1º de outubro 200 mísseis contra Israel, que em resposta atacou instalações militares iranianas em 26 de outubro, suscitando a ameaça de um conflito regional.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 3.700 pessoas foram mortas no Líbano desde outubro de 2023. Do lado israelense, 82 soldados e 47 civis morreram na guerra contra o Hezbollah, segundo dados oficiais.

- O retorno de Donald Trump -

Apesar de ser retratado por seus opositores como um perigo para a democracia, Donald Trump obteve uma vitória contundente em 5 de novembro sobre a democrata Kamala Harris, que entrou na disputa após a desistência do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.

Embora as pesquisas previssem um resultado apertado, Trump venceu nos sete estados considerados os mais disputados e é, de acordo com resultados quase definitivos, o primeiro republicano a ganhar o voto popular em 20 anos. Ele também controla as duas câmaras do Congresso.

O magnata de 78 anos, cuja campanha foi marcada por duas tentativas de assassinato contra ele, quatro acusações judiciais, uma condenação criminal e o apoio do bilionário Elon Musk, tomará posse em 20 de janeiro.

- Escalada internacional da guerra na Ucrânia -

Após sua contraofensiva mal-sucedida em 2023, a Ucrânia — invadida pela Rússia de Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022 — lançou um ataque surpresa na região da fronteira russa de Kursk.

Mas essa aposta ousada, que buscava forçar Moscou a desviar suas tropas do leste ucraniano, parece ter fracassado.

A Rússia respondeu com ataques mortais, colocando as forças ucranianas, em menor número e com menos armas que os russos, sob pressão, especialmente na frente oriental no Donbass. A Coreia do Sul, juntamente à Ucrânia e ao Ocidente, revelou a presença de soldados norte-coreanos apoiando as forças russas.

Kiev utilizou mísseis de longo alcance americanos e britânicos contra o território russo pela primeira vez em novembro, após obter o aval de Washington e Londres.

A Rússia respondeu atacando a Ucrânia com um míssil balístico hipersônico de médio alcance de última geração, sem ogiva nuclear, e prometeu intensificar esses ataques se Kiev continuar atacando a Rússia com mísseis ocidentais.

Putin também ameaçou bombardear os países que fornecem este armamento à Ucrânia, citando o possível uso de armas nucleares.

- Repressão na Rússia -

Vladimir Putin iniciou seu quinto mandato na Rússia em maio, após vencer uma eleição presidencial que o Ocidente denunciou como uma paródia da democracia.

Seu principal opositor, Alexei Navalny, morreu em fevereiro sob circunstâncias obscuras na prisão no Ártico, onde cumpria uma longa pena por "extremismo".

Em 1º de agosto, os países ocidentais e a Rússia realizaram a maior troca de prisioneiros desde o fim da Guerra Fria, incluindo o jornalista americano Evan Gershkovich e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan, ambos libertados por Moscou.

Desde então, a repressão dos opositores à guerra na Ucrânia não cessou, com inúmeros processos por "sabotagem", "traição" ou "terrorismo" que terminaram com penas severas.

- Paris, uma festa olímpica -

Os Jogos Olímpicos de Paris foram uma pausa agradável nas celebrações durante o verão no hemisfério norte, com sua espetacular cerimônia de abertura no rio Sena e o retorno de Céline Dion interpretando entre lágrimas a canção Hymne à l'amour, os cartões-postais (como a quadra do vôlei de praia sob a Torre Eiffel, os passeios a cavalo no Palácio de Versalhes) ou o seu famoso caldeirão iluminado.

Os eventos esportivos emocionaram o público e coroaram atletas como o francês Léon Marchand, a americana Katie Ledecky ou o brasileiro Gabriel dos Santos Araújo (atleta paralímpico) na natação, a ginasta americana Simone Biles ou o sueco do salto com vara Armand Duplantis.

- Seca e incêndios na América do Sul -

Uma seca histórica que os especialistas associam à mudança climática gerou um recorde de mais de 400.000 incêndios na América do Sul em 2024.

No Brasil, ecossistemas como a Amazônia, o Pantanal e o Cerrado foram os mais atingidos, tendo mais de 234.000 focos até outubro, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As chamas devastaram mais de 22 milhões de hectares entre janeiro e setembro, 150% a mais que no mesmo período do ano passado, segundo o órgão de monitoramento MapBiomas.

A fumaça dos incêndios atingiu as principais cidades brasileiras, chegando até Buenos Aires e Montevidéu com o fenômeno conhecido como "chuva negra".

A Bolívia também foi muito afetada, com 7,2 milhões de hectares destruídos apenas na província de Santa Cruz, quase o dobro do ano anterior, segundo o governo.

Além dos incêndios que atingiram Bogotá e Quito, a Colômbia e o Equador sofreram uma seca que levou a longos períodos de cortes de energia e racionamento de água.

Segundo as autoridades, alguns dos incêndios deste ano também foram criminosos. O pior deles foi o de fevereiro, em Viña del Mar, no Chile, que causou a morte de 137 pessoas e destruiu milhares de casas.

- Inundações mortais -

As ondas de calor causadas pela mudança climática continuaram, com o seu rastro de altas temperaturas, secas e inundações mortais.

O sul e o leste da Espanha sofreram enchentes devastadoras, sobretudo a região de Valência, onde 219 pessoas morreram.

No Brasil, pelo menos oito pessoas foram mortas nas tempestades que atingiram partes do centro e sudeste do país em outubro.

Em meados de novembro, a tempestade tropical Sara deixou dois mortos em Honduras e outros dois na Nicarágua, e uma onda de destruição em outras partes da América Central.

Um setembro anormalmente quente coincidiu com chuvas extremas e inundações em todo o mundo: a tempestade Boris atingiu a Europa Central, o furacão Helena alcançou o sudeste dos Estados Unidos e os supertufões Yagi (Vietnã, Laos, Tailândia, Mianmar) e Bebinca causaram estragos na Ásia.

- Desaceleração da China -

A China lançou uma série de medidas nas últimas semanas do ano para apoiar o crescimento, incluindo a redução das taxas de juros oficiais e o aumento do limite de endividamento das autoridades locais.

A segunda maior economia do mundo viu o seu crescimento ser prejudicado por uma crise imobiliária e pelo fraco consumo interno.

Também enfrenta disputas comerciais acirradas com EUA e União Europeia, depois de acentuados aumentos nas tarifas americanas sobre veículos elétricos, baterias e painéis solares chineses no final de setembro, enquanto Bruxelas impôs tributos aos automóveis elétricos chineses.

Pequim respondeu com "medidas antidumping temporárias" contra bebidas alcoólicas europeias, incluindo o conhaque francês.

- Auge da extrema direita europeia -

As eleições europeias de junho confirmaram um avanço da direita nacionalista e radical na França, Alemanha, Bélgica, Áustria, Países Baixos e Itália.

Na Áustria, o Parlamento elegeu uma figura da extrema direita como líder pela primeira vez em outubro, após a vitória histórica do Partido da Liberdade (FPÖ) nas eleições legislativas de setembro. Esta legenda ficou de fora das negociações para formar um governo por falta de aliados.

Na França, uma frente republicana formada para as eleições legislativas impediu que o partido de extrema direita Reagrupamento Nacional chegasse ao poder, mas desencadeou uma crise política.

A Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema direita, venceu uma votação regional pela primeira vez em setembro e obteve votações históricas em outras duas.

Dezenas de cidades na Inglaterra e na Irlanda do Norte foram abaladas por atos contra a imigração alimentados por agitadores de extrema direita.

- A polêmica reeleição de Maduro na Venezuela -

O esquerdista Nicolás Maduro foi proclamado presidente reeleito da Venezuela para um terceiro mandato consecutivo (2025-2031) nas eleições de 28 de julho, um resultado avaliado pelo Tribunal Supremo de Justiça, embora a contagem detalhada dos votos ainda não tenha sido publicada, como estabelecido por lei.

Sua reeleição é contestada pela oposição liderada por María Corina Machado, que afirma ter uma cópia de mais de 80% dos registros de votação que publicou em um site para demonstrar o triunfo do seu candidato, Edmundo González Urrutia.

A proclamação de Maduro gerou protestos nos quais 27 pessoas morreram, incluindo dois militares, e outras 200 ficaram feridas. Foram cerca de 2.400 detidos, sendo 164 menores.

Em novembro, a Justiça concordou com a libertação de 225 presos, a maioria com medidas cautelares.

González Urrutia pediu asilo na Espanha em 8 de setembro, depois que um mandado de prisão foi emitido contra ele. Machado, a quem o Ministério Público iniciou uma investigação por "traição à pátria", continua na clandestinidade.

EUA, União Europeia e a maioria dos países latino-americanos não reconheceram a reeleição de Maduro. Washington acatou González Urrutia como "presidente eleito" da Venezuela em novembro, um passo seguido por Equador e Itália.

Maduro anunciou que assumirá seu novo mandato em 10 de janeiro. González Urrutia também declarou que tomará posse no mesmo dia na Venezuela.

Herdeiro político do líder socialista Hugo Chávez, Maduro assumiu a presidência pela primeira vez em 2013.

- Redes sociais monitoradas -

As práticas nas redes sociais foram monitoradas de perto em 2024.

Preso no final de agosto na França, o fundador e diretor-executivo do Telegram, Pavel Durov, foi acusado de rejeitar qualquer tipo de moderação em seu aplicativo de mensagens. A Justiça o censura pela passividade diante da divulgação de conteúdos criminosos.

O X, antigo Twitter, foi suspenso no Brasil por 40 dias em agosto, depois que seu proprietário, Elon Musk, se recusou a suprimir dezenas de contas da extrema direita acusadas de espalhar desinformação. O serviço foi reativado em outubro, após a plataforma atender às exigências do Supremo Tribunal Federal relacionadas ao combate à desinformação.

Nos Estados Unidos, uma lei votada em abril obriga o proprietário chinês do TikTok a ceder esta rede social antes de 19 de janeiro. Segundo Washington, a plataforma permite às autoridades chinesas recolher indevidamente dados de usuários americanos. Caso a empresa não cumpra tal medida, o aplicativo será banido nos EUA.

- Taylor Swift mania -

A cantora americana Taylor Swift continuou sua gigantesca turnê mundial Eras, que já ultrapassou a barreira simbólica de um bilhão de dólares (R$ 5,5 bilhões na cotação atual) em receitas no final de 2023.

Este valor, que já representa um recorde, pode duplicar para 2 bilhões de dólares (R$ 11 bilhões) ao fim da turnê em dezembro no Canadá, segundo a revista profissional americana Pollstar.

Depois de percorrer os Estados Unidos e a América Latina em 2023, "Taylormania" conquistou Tóquio, Sydney, Paris, Madri e Londres este ano.

Na etapa final de sua passagem pela Europa, a cantora teve que cancelar três shows em Viena após o anúncio de um projeto de ataque suicida.

O.Mehta--DT