Dubai Telegraph - COP29 começa com tensão sobre as finanças do clima após eleição de Trump

EUR -
AED 4.400314
AFN 77.881147
ALL 96.814682
AMD 454.172547
ANG 2.144834
AOA 1098.729057
ARS 1730.745379
AUD 1.690809
AWG 2.158218
AZN 2.042821
BAM 1.959124
BBD 2.414607
BDT 146.498583
BGN 2.012185
BHD 0.451686
BIF 3551.270346
BMD 1.198178
BND 1.512786
BOB 8.284057
BRL 6.227767
BSD 1.198839
BTN 110.119313
BWP 15.686617
BYN 3.408698
BYR 23484.290754
BZD 2.411101
CAD 1.620506
CDF 2683.918435
CHF 0.917625
CLF 0.026186
CLP 1033.955485
CNY 8.33291
CNH 8.319544
COP 4397.74497
CRC 595.019577
CUC 1.198178
CUP 31.75172
CVE 110.45288
CZK 24.298095
DJF 213.48135
DKK 7.46704
DOP 75.429249
DZD 154.714803
EGP 56.109364
ERN 17.972671
ETB 186.414713
FJD 2.618439
FKP 0.869432
GBP 0.866031
GEL 3.229063
GGP 0.869432
GHS 13.103234
GIP 0.869432
GMD 87.466656
GNF 10519.982279
GTQ 9.197645
GYD 250.81559
HKD 9.348245
HNL 31.637684
HRK 7.534031
HTG 156.996396
HUF 379.901498
IDR 20117.410294
ILS 3.70231
IMP 0.869432
INR 110.191403
IQD 1570.47137
IRR 50473.252638
ISK 144.787493
JEP 0.869432
JMD 187.928883
JOD 0.849516
JPY 183.431525
KES 154.589225
KGS 104.78044
KHR 4819.23774
KMF 493.649685
KPW 1078.290613
KRW 1708.440222
KWD 0.367097
KYD 0.999099
KZT 604.037467
LAK 25827.933287
LBP 107356.012463
LKR 371.221447
LRD 221.78726
LSL 19.062325
LTL 3.537908
LVL 0.724766
LYD 7.528744
MAD 10.839493
MDL 20.104197
MGA 5349.076452
MKD 61.600431
MMK 2516.151613
MNT 4280.660921
MOP 9.634588
MRU 47.858006
MUR 54.097074
MVR 18.523892
MWK 2078.827408
MXN 20.521616
MYR 4.695675
MZN 76.395464
NAD 19.062325
NGN 1673.830778
NIO 44.115408
NOK 11.440744
NPR 176.1907
NZD 1.969217
OMR 0.460694
PAB 1.198834
PEN 4.011306
PGK 5.131772
PHP 70.569096
PKR 335.375273
PLN 4.204707
PYG 8050.626917
QAR 4.358915
RON 5.095247
RSD 117.400304
RUB 91.721686
RWF 1749.067864
SAR 4.49358
SBD 9.678495
SCR 17.176644
SDG 720.702641
SEK 10.541367
SGD 1.511975
SHP 0.898944
SLE 29.118971
SLL 25125.194783
SOS 683.960562
SRD 45.640962
STD 24799.867551
STN 24.541951
SVC 10.489843
SYP 13251.340431
SZL 19.054412
THB 37.190847
TJS 11.203157
TMT 4.193623
TND 3.428532
TOP 2.884925
TRY 52.020807
TTD 8.136841
TWD 37.52634
TZS 3043.372756
UAH 51.245655
UGX 4292.283258
USD 1.198178
UYU 45.36717
UZS 14504.672432
VES 429.518272
VND 31224.521278
VUV 143.387393
WST 3.265465
XAF 657.071937
XAG 0.010054
XAU 0.000214
XCD 3.238136
XCG 2.160575
XDR 0.817187
XOF 657.06919
XPF 119.331742
YER 285.649307
ZAR 18.761325
ZMK 10785.036009
ZMW 23.826529
ZWL 385.812859
COP29 começa com tensão sobre as finanças do clima após eleição de Trump
COP29 começa com tensão sobre as finanças do clima após eleição de Trump / foto: Alexander Nemenov - AFP

COP29 começa com tensão sobre as finanças do clima após eleição de Trump

A conferência anual sobre mudanças climáticas (COP29) começou nesta segunda-feira (11) em Baku em um cenário de tensão para a negociação da agenda, enquanto os participantes digerem a vitória eleitoral de Donald Trump nos Estados Unidos.

Tamanho do texto:

A grande reunião anual do clima, sob a liderança da ONU, acontece no momento em que o mundo segue em uma trajetória para bater outro recorde de temperatura.

"Estamos nos encaminhando para a ruína. E não se trata de problemas futuros. A mudança climática já está aqui", alertou na cerimônia de abertura o presidente da COP29, o ministro da Ecologia do Azerbaijão, Mukhtar Babaiev.

"Chegou o momento da verdade", acrescentou.

Mas o governo dos Estados Unidos, o segundo maior emissor mundial de gases do efeito estufa, pode abandonar novamente o Acordo de Paris, assinado em 2015, que é a base de todas as negociações, como Trump fez durante seu primeiro mandato presidencial (2017-2021).

O republicano, um declarado cético do fenômeno da mudança climática, pode anunciar a saída do Acordo de Paris ao assumir o poder em janeiro, decisão que seria formalizada um ano depois.

A COP29 deve demonstrar que a cooperação mundial "não está em ponto morto", declarou o secretário executivo da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas, Simon Stiell.

As tensões durante as negociações surgiram de maneira imediata, a respeito da aprovação da agenda, instrumento essencial para a conferência, que deve terminar em 22 de novembro.

A COP29 de Baku é chamada informalmente de "COP do financiamento", porque precisa debater o tema essencial das ajudas que os países que mais contribuem para o problema devem conceder às nações mais afetadas.

- Meses de negociações -

Durante meses, quase 200 países do Acordo de Paris negociaram um rascunho de acordo para estabelecer uma nova quantia de ajuda.

Em 2009, na COP15 de Copenhague, um acordo estabeleceu que as nações industrializadas concederiam 100 bilhões de dólares (576 bilhões de reais na cotação atual) por ano, em ajuda direta ou empréstimos multilaterais.

O volume de ajuda foi alcançado com dois anos de atraso, em 2022, e agora os especialistas afirmam que é necessária uma quantia pelo menos 10 vezes superior.

A ajuda deve servir tanto para mitigar a emissão de gases do efeito estufa, principalmente por meio de uma gigantesca conversão energética mundial, assim como com a adaptação, ou seja, a construção de barragens, a adaptação das residências às temperaturas extremas, entre outras medidas.

Uma região como a América Latina emite menos de 10% de gases do efeito estufa, mas é uma das que mais sofre impacto com o aquecimento do planeta.

O financiamento da luta climática não é "caridade, e sim do interesse de todos, incluindo as nações mais ricas e maiores", insistiu Stiell, que pediu um acordo "ambicioso".

Além do valor da ajuda e do calendário, as nações devem chegar a um acordo sobre quem paga.

Em 2009, pouco mais de 30 países assumiram a missão dos 100 bilhões de dólares. E a China ficou de fora.

Agora, União Europeia e Estados Unidos, entre outros, querem que Pequim assuma parte da conta, o que promete ser difícil.

A China, principal emissora de gases do efeito estufa, tem sua própria agenda de ajuda climática. Além disso, o país domina grandes setores da conversão de energia, como os metais raros.

- Países petroleiros e anfitriões -

No ano passado, em Dubai, os países conseguiram um acordo com muitas dificuldades para uma declaração final da COP28. O texto assumia, pela primeira vez, que os países deveriam empreender uma "transição" para o fim das energias fósseis.

Mas a Agência Internacional de Energia (AIE) recordou em seu relatório anual mais recente que 80% da energia mundial ainda provém dessas fontes (carvão, petróleo, gás).

Após a abertura, a COP reúne todos os anos os líderes mundiais por dois dias.

Mas a COP29 não tem as presenças dos grandes protagonistas do diálogo climático: os presidentes dos Estados Unidos, Joe Biden, do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da França, Emmanuel Macron.

O ambiente de austeridade orçamentária nos países ricos, as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio e o resultado das eleições americanas ofuscam as perspectivas diplomáticas.

"As ambições do Acordo de Paris estão em grave perigo", alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). "De janeiro a setembro de 2024, a temperatura média do ar na superfície do globo foi superior em 1,54°C em relação à média pré-industrial".

"As chuvas e as inundações recordes, a intensificação rápida dos ciclones tropicais, o calor mortal, a seca implacável e os incêndios catastróficos que observamos em diferentes regiões do mundo este ano são, infelizmente, uma nova realidade e uma antecipação do futuro", insistiu a secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, em um comunicado.

O Acordo de Paris, adotado em 2015, pretende limitar o aquecimento global a 2°C e prosseguir com os esforços para contê-lo a 1,5°C na comparação com os níveis pré-industriais.

H.Sasidharan--DT