Dubai Telegraph - 2023 provavelmente será o ano mais quente da história

EUR -
AED 4.297021
AFN 73.701381
ALL 95.402513
AMD 434.241071
ANG 2.093917
AOA 1073.932683
ARS 1632.563026
AUD 1.638657
AWG 2.108676
AZN 1.988026
BAM 1.954633
BBD 2.356993
BDT 143.584292
BGN 1.951449
BHD 0.44167
BIF 3481.508397
BMD 1.169862
BND 1.494302
BOB 8.086173
BRL 5.872007
BSD 1.170201
BTN 110.934781
BWP 15.817491
BYN 3.295133
BYR 22929.289176
BZD 2.353595
CAD 1.600383
CDF 2714.078892
CHF 0.924021
CLF 0.02671
CLP 1051.23342
CNY 7.99887
CNH 8.003187
COP 4240.046719
CRC 532.182333
CUC 1.169862
CUP 31.001335
CVE 110.433944
CZK 24.392772
DJF 208.384722
DKK 7.474697
DOP 69.314082
DZD 155.145875
EGP 62.008399
ERN 17.547925
ETB 184.106986
FJD 2.57972
FKP 0.865839
GBP 0.866944
GEL 3.152727
GGP 0.865839
GHS 13.032313
GIP 0.865839
GMD 85.987077
GNF 10268.479608
GTQ 8.940625
GYD 244.832809
HKD 9.168148
HNL 31.141585
HRK 7.538
HTG 153.268512
HUF 365.220878
IDR 20312.30857
ILS 3.477356
IMP 0.865839
INR 110.83182
IQD 1532.518817
IRR 1539537.987924
ISK 143.600486
JEP 0.865839
JMD 183.500466
JOD 0.829426
JPY 187.352137
KES 150.970964
KGS 102.280191
KHR 4691.14572
KMF 492.511719
KPW 1052.836528
KRW 1736.800314
KWD 0.359965
KYD 0.975214
KZT 542.026457
LAK 25672.615598
LBP 104819.608215
LKR 373.886822
LRD 214.96177
LSL 19.343637
LTL 3.454298
LVL 0.707637
LYD 7.42271
MAD 10.828533
MDL 20.145889
MGA 4853.75659
MKD 61.710764
MMK 2456.685675
MNT 4186.801833
MOP 9.446661
MRU 46.794504
MUR 54.726535
MVR 18.074627
MWK 2036.729175
MXN 20.434466
MYR 4.623879
MZN 74.765619
NAD 19.36168
NGN 1606.2429
NIO 42.951484
NOK 10.871256
NPR 177.495292
NZD 2.002113
OMR 0.449836
PAB 1.170201
PEN 4.11324
PGK 5.082756
PHP 72.096258
PKR 326.069677
PLN 4.256746
PYG 7280.654072
QAR 4.262098
RON 5.100714
RSD 117.42374
RUB 87.726178
RWF 1708.583002
SAR 4.3879
SBD 9.389234
SCR 17.208205
SDG 702.499104
SEK 10.872303
SGD 1.497183
SHP 0.87342
SLE 28.807824
SLL 24531.410279
SOS 668.581498
SRD 43.824202
STD 24213.775097
STN 24.859561
SVC 10.239888
SYP 129.54475
SZL 19.361372
THB 38.296561
TJS 10.970904
TMT 4.100365
TND 3.373589
TOP 2.816746
TRY 52.72538
TTD 7.95725
TWD 36.992232
TZS 3035.791158
UAH 51.579212
UGX 4359.397812
USD 1.169862
UYU 46.5722
UZS 14120.230776
VES 566.936695
VND 30832.874772
VUV 138.479066
WST 3.177199
XAF 655.562883
XAG 0.01628
XAU 0.000257
XCD 3.16161
XCG 2.109041
XDR 0.816234
XOF 654.540519
XPF 119.331742
YER 279.186955
ZAR 19.57512
ZMK 10530.159935
ZMW 22.087815
ZWL 376.694988
2023 provavelmente será o ano mais quente da história
2023 provavelmente será o ano mais quente da história / foto: Patrick T. Fallon - AFP/Arquivos

2023 provavelmente será o ano mais quente da história

As temperaturas médias mundiais durante os três meses do verão no hemisfério norte (junho-julho-agosto) foram as mais elevadas já registradas, anunciou nesta quarta-feira (6) o observatório europeu Copernicus, para o qual 2023 provavelmente será o ano mais quente da história.

Tamanho do texto:

"O colapso climático começou", lamentou o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.

"Nosso clima está implodindo mais rápido do que podemos enfrentar, com fenômenos meteorológicos extremos que afetam todos os cantos do planeta", afirmou em um comunicado. "Os cientistas alertam há muito tempo sobre as consequências de nossa dependência dos combustíveis fósseis", acrescentou.

Ondas de calor, secas, inundações e incêndios afetaram a Ásia, Europa e América do Norte durante o verão boreal, em proporções dramáticas e, em alguns casos, sem precedentes, com mortes e danos elevados para as economias e o meio ambiente.

O hemisfério sul, com recordes de calor em pleno inverno, também foi afetado.

- "120 mil anos" -

"A estação junho-julho-agosto 2023", que corresponde ao verão no hemisfério norte, "foi de longe a mais quente já registrada no mundo, com uma temperatura média mundial de 16,77 graus Celsius", anunciou o Copernicus.

O resultado ficou 0,66°C acima da média no período 1991-2020, que também registrou um aumento das temperaturas médias do planeta devido à mudança climática provocada pela atividade humana. E superior - quase dois décimos - ao recorde anterior de 2019.

Julho foi o mês mais quente já registrado na história, e agora agosto tornou-se o segundo, detalhou o Copernicus.

E nos oito primeiros meses do ano, a temperatura média do planeta está "apenas 0,01°C atrás de 2016, o ano mais quente já registrado".

Mas o recorde deve cair em breve, levando em consideração as previsões meteorológicas e o retorno do fenômeno climático 'El Niño' no Oceano Pacífico, que resultará em mais aquecimento.

"Dado o excesso de calor na superfície dos oceanos, 2023 provavelmente será o ano mais quente (...) que a humanidade já conheceu", declarou à AFP Samantha Burgess, vice-diretora do serviço de mudança climática (C3S) do Copernicus.

A base de dados de Copernicus remonta a 1940, mas pode ser comparada com o clima dos milênios anteriores, estabelecido graças aos anéis das árvores e aos núcleos de gelo, e sintetizado no relatório mais recentes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU.

A partir desta base de dados, "os três meses que acabamos de vivenciar foram os mais quentes em quase 120 mil anos, ou seja, desde o início da história da humanidade", afirmou Burgess.

- Superaquecimento dos oceanos -

Apesar de três anos consecutivos de 'La Niña', fenômeno inverso ao 'El Niño' que compensa parcialmente o aquecimento, o período 2015-2022 foi o mais quente já registrado.

O superaquecimento dos oceanos, que continuam absorvendo 90% do excesso de calor provocado pela atividade humana desde o início da era industrial, tem um papel crucial no processo.

Desde abril, a temperatura média de superfície dos oceanos registra níveis de calor inéditos.

"De 31 de julho a 31 de agosto, esta temperatura superou todos os dias o recorde anterior, de março 2016", destacou o Copernicus, atingindo a marca simbólica inédita de 21°C, muito acima de todos os números registrados até então.

"O aquecimento dos oceanos leva ao aquecimento da atmosfera e ao aumento da umidade, o que provoca chuvas mais intensas e um aumento da energia disponível para os ciclones tropicais", alerta Burgess.

O superaquecimento também afeta a biodiversidade: "Há menos nutrientes no oceano (...) e menos oxigênio, o que ameaça a sobrevivência da fauna e da flora".

"As temperaturas seguirão aumentando enquanto não fecharmos a torneira das emissões", procedentes em grande parte da combustão de carvão, petróleo e gás, conclui a cientista.

A.Ragab--DT