Dubai Telegraph - Hacktivistas reciclam aparelhos obsoletos na Argentina: 'O velho funciona'

EUR -
AED 4.299352
AFN 73.753055
ALL 95.660061
AMD 432.747364
ANG 2.095397
AOA 1074.691924
ARS 1644.545257
AUD 1.634446
AWG 2.108702
AZN 2.001372
BAM 1.956014
BBD 2.358658
BDT 143.685726
BGN 1.952827
BHD 0.441831
BIF 3484.066451
BMD 1.170688
BND 1.495357
BOB 8.091886
BRL 5.837515
BSD 1.171028
BTN 111.01315
BWP 15.828665
BYN 3.297461
BYR 22945.487384
BZD 2.355258
CAD 1.600846
CDF 2718.92081
CHF 0.923521
CLF 0.026502
CLP 1043.04829
CNY 8.004521
CNH 8.002789
COP 4227.436792
CRC 532.558289
CUC 1.170688
CUP 31.023235
CVE 110.27707
CZK 24.382977
DJF 208.531933
DKK 7.47451
DOP 69.187573
DZD 155.167019
EGP 62.047678
ERN 17.560322
ETB 182.852413
FJD 2.576444
FKP 0.866451
GBP 0.866491
GEL 3.155027
GGP 0.866451
GHS 13.104434
GIP 0.866451
GMD 86.046709
GNF 10276.124722
GTQ 8.946941
GYD 245.005769
HKD 9.174162
HNL 31.128407
HRK 7.536069
HTG 153.376787
HUF 363.870355
IDR 20312.960982
ILS 3.465179
IMP 0.866451
INR 110.898877
IQD 1534.167915
IRR 1540625.581816
ISK 143.607979
JEP 0.866451
JMD 183.630098
JOD 0.830009
JPY 187.125719
KES 151.186547
KGS 102.352442
KHR 4690.493342
KMF 492.859786
KPW 1053.580295
KRW 1730.499869
KWD 0.36035
KYD 0.975903
KZT 542.409367
LAK 25708.81383
LBP 104927.484316
LKR 374.150951
LRD 214.89352
LSL 19.419826
LTL 3.456738
LVL 0.708138
LYD 7.434814
MAD 10.835486
MDL 20.16012
MGA 4867.532752
MKD 61.667297
MMK 2458.42118
MNT 4189.759565
MOP 9.453335
MRU 46.678109
MUR 54.82358
MVR 18.087029
MWK 2030.622252
MXN 20.365409
MYR 4.627144
MZN 74.818927
NAD 19.419826
NGN 1614.285623
NIO 43.094717
NOK 10.86264
NPR 177.620682
NZD 1.998084
OMR 0.450142
PAB 1.171028
PEN 4.11455
PGK 5.087557
PHP 72.151261
PKR 326.405325
PLN 4.252115
PYG 7285.797431
QAR 4.268967
RON 5.098466
RSD 117.429391
RUB 87.801985
RWF 1716.180506
SAR 4.390862
SBD 9.395867
SCR 15.839951
SDG 702.995979
SEK 10.838992
SGD 1.495349
SHP 0.874037
SLE 28.828172
SLL 24548.740292
SOS 669.270393
SRD 43.859778
STD 24230.880719
STN 24.502682
SVC 10.247122
SYP 129.636266
SZL 19.413042
THB 38.223364
TJS 10.978655
TMT 4.103262
TND 3.416374
TOP 2.818736
TRY 52.762331
TTD 7.962872
TWD 36.984964
TZS 3046.859814
UAH 51.615649
UGX 4362.477473
USD 1.170688
UYU 46.605101
UZS 14026.535205
VES 567.337203
VND 30854.656403
VUV 138.576893
WST 3.179443
XAF 656.026
XAG 0.016107
XAU 0.000256
XCD 3.163843
XCG 2.110531
XDR 0.81681
XOF 656.028802
XPF 119.331742
YER 279.384771
ZAR 19.427923
ZMK 10537.593458
ZMW 22.103419
ZWL 376.961101
Hacktivistas reciclam aparelhos obsoletos na Argentina: 'O velho funciona'
Hacktivistas reciclam aparelhos obsoletos na Argentina: 'O velho funciona' / foto: Luis ROBAYO - AFP

Hacktivistas reciclam aparelhos obsoletos na Argentina: 'O velho funciona'

Um console de jogos feito com um ventilador ou uma máquina de cartão transformada em uma câmera fotográfica são algumas das invenções dos "cybercirujas", um coletivo de hacktivistas argentinos que reciclam dispositivos eletrônicos para desafiar a obsolescência e o lixo eletrônico gerado.

Tamanho do texto:

"Experimentamos com tecnologia, tentando reciclá-la, redefinir elementos que outras pessoas jogariam fora", diz Esteban Palladino, conhecido pelo pseudônimo Uctumi.

O resultado são metamorfoses eletrônicas como consoles de videogame fabricados a partir de máquinas de cartões de crédito ou controlados por telefones fixos.

"É um movimento que tem um lado solidário, um lado tecnopolítico e também um lado lúdico", explica à AFP.

O termo "ciruja" refere-se na Argentina àquele que procura coisas no lixo para vender ou usar.

Diante da "imoralidade de um equipamento jogado no lixo, o cyberciruja se rebela contra a autoridade do mercado", proclama o manifesto do coletivo cyberciruja de 2021.

Estima-se que a Argentina produza 520.000 toneladas de lixo eletrônico por ano, sendo o quinto maior nas Américas depois dos Estados Unidos, Brasil, México e Canadá, segundo um relatório de 2024 do instituto da ONU para pesquisas (Unitar).

Em 2022, o mundo gerou um recorde de 62 milhões de toneladas, detalha o relatório.

Diante desse fenômeno, os cybercirujas argentinos brincam com a retórica revolucionária: chamam de "células" os grupos de províncias, seu manifesto adota a estrutura do de Karl Marx e exibem cartazes com a imagem de um Che Guevara ciborgue.

O movimento começou em 2019 com "cozinhas populares de hardware" onde as peças eram trocadas, mas seu trabalho se intensificou durante a pandemia, quando muitos precisaram de dispositivos para estudar ou trabalhar.

"Recebemos máquinas doadas por pessoas, as redefinimos com software livre e as doamos para pessoas ou organizações", conta Uctumi.

- Obsolescência -

O coletivo leva a idiossincrasia do software livre à prática: por exemplo, seu terceiro encontro anual em Buenos Aires no fim de semana passado incluiu um workshop para prolongar a vida útil de telefones.

Um dos expositores foi o engenheiro eletrônico Juan Carrique, que viajou 470 km da província central de Santa Fé para apresentar o "roboticlaje".

Essa iniciativa cria, a partir de resíduos eletrônicos, kits de robótica para educação primária.

"Com lixo eletrônico, faço com que montem sensores de temperatura ou controles de motores", diz. "Não é a mesma coisa comprar algo pronto que funciona do que ter que fazê-lo, até mesmo a partir do lixo".

Carrique é diabético e usa um aplicativo de software livre para que seu sensor de glicose seja compatível com seu telefone. Assim, ele consegue prolongar por vários dias a vida útil do dispositivo prevista pelo fabricante.

Trata-se de "reivindicar o direito de reconhecer quando as coisas funcionam ou não funcionam, em vez de deixarem me dizer se funcionam ou não", explica.

- "O velho funciona" -

Os visitantes do encontro faziam fila para brincar com o "Ventilastation", um console feito a partir de um ventilador industrial.

Na sua tela inicial, pode-se ler "o velho funciona", uma referência à popular série da Netflix "El Eternauta" e a uma declaração dos princípios dos cybercirujas.

"Uma das disputas bonitas que estamos promovendo é o tempo de lazer. Esse tempo que hoje está tão mediado por um consumo de rede social corporativa", disse Cristián Rojo, de Córdoba (centro).

Uma "atualização doutrinária" do manifesto cyberciruja inclui uma crítica aos aplicativos para celulares: "É esse ecossistema que está rompendo o tecido social, destruindo a psique dos jovens", leu Rojo.

"Não se trata de erradicar o telefone, assim como não se trata de erradicar os computadores. Podemos gerar ações para mudar a forma de habitar e usar os telefones celulares. A maneira como os usamos está completamente mediada, para não dizer determinada, pelos oligarcas da computação", prosseguiu.

No encontro, eles também ensinaram a executar localmente motores de IA em computadores antigos.

Para Carrique, que desenvolve uma IA latino-americana na Universidade Nacional do Litoral, o movimento chama a "habitar a tecnologia como um lugar de disputa, que não é apenas herdar o que vem".

R.Mehmood--DT