Dubai Telegraph - Reino Unido reluta em pagar compensações financeiras a ex-colônias

EUR -
AED 4.230163
AFN 74.869924
ALL 94.163774
AMD 419.604558
AOA 1057.396177
ARS 1715.05003
AUD 1.636147
AWG 2.074765
AZN 1.959774
BAM 1.95577
BBD 2.310565
BDT 141.667849
BHD 0.432575
BIF 3406.496896
BMD 1.151848
BND 1.477869
BOB 13.50856
BRL 5.836758
BSD 1.147233
BTN 109.713192
BWP 15.676082
BYN 3.357003
BYR 22576.211211
BZD 2.307265
CAD 1.613456
CDF 2620.453223
CHF 0.928907
CLF 0.027087
CLP 1066.081169
CNY 7.781018
CNH 7.77
COP 3598.003032
CRC 521.56944
CUC 1.151848
CUP 30.523959
CVE 110.266198
CZK 24.205845
DJF 204.28803
DKK 7.475041
DOP 66.766088
DZD 153.020642
EGP 58.915387
ERN 17.277713
ETB 185.165351
FJD 2.550708
FKP 0.866914
GBP 0.855621
GEL 3.012129
GGP 0.866914
GHS 13.405564
GIP 0.866914
GMD 85.237231
GNF 10070.103981
GTQ 8.754095
GYD 240.022188
HKD 9.033232
HNL 30.927264
HRK 7.538958
HTG 149.996003
HUF 363.346866
IDR 20763.088044
ILS 3.512617
IMP 0.866914
INR 109.841964
IQD 1508.920239
IRR 1583790.327513
ISK 142.58771
JEP 0.866914
JMD 181.439369
JOD 0.816676
JPY 183.258362
KES 148.991386
KGS 100.729338
KHR 4653.464038
KMF 495.867821
KRW 1647.567861
KWD 0.356428
KYD 0.956027
KZT 544.199216
LAK 26123.901678
LBP 102730.69703
LKR 385.335714
LRD 207.662256
LSL 19.132798
LTL 3.401107
LVL 0.696741
LYD 7.34257
MAD 10.809515
MDL 20.20229
MGA 4955.805601
MKD 61.524066
MMK 2418.699258
MNT 4142.301378
MOP 9.269257
MRU 46.20079
MUR 54.136978
MVR 17.807972
MWK 1999.607005
MXN 19.950692
MYR 4.702423
MZN 73.614423
NAD 19.132317
NGN 1566.444055
NIO 42.216244
NOK 10.97038
NPR 175.528715
NZD 1.957605
OMR 0.442933
PAB 1.147283
PEN 3.903705
PGK 5.06155
PHP 70.535634
PKR 318.608332
PLN 4.313427
PYG 6856.598257
QAR 4.197561
RON 5.246206
RSD 117.385954
RUB 91.487908
RWF 1688.701055
SAR 4.29831
SBD 9.308201
SCR 16.082665
SDG 691.108683
SEK 10.964021
SGD 1.476478
SLE 28.44258
SOS 655.661583
SRD 43.476446
STD 23840.917902
STN 24.49782
SVC 10.038238
SZL 19.027885
THB 38.418147
TJS 10.595215
TMT 4.042985
TND 3.397378
TRY 54.741785
TTD 7.786273
TWD 37.154684
TZS 3051.834967
UAH 51.181801
UGX 4296.86015
USD 1.151848
UYU 46.150501
UZS 13772.67131
VES 858.928544
VND 30286.678448
VUV 137.681807
WST 3.170487
XAF 655.918568
XAG 0.019831
XAU 0.000284
XCD 3.112925
XCG 2.067543
XDR 0.815752
XOF 660.008488
XPF 119.331742
YER 274.474351
ZAR 19.006755
ZMK 10368.006288
ZMW 21.423745
ZWL 370.894429
Reino Unido reluta em pagar compensações financeiras a ex-colônias
Reino Unido reluta em pagar compensações financeiras a ex-colônias / foto: MANAUI FAULALO - POOL/AFP

Reino Unido reluta em pagar compensações financeiras a ex-colônias

Pressionado por suas ex-colônias a refletir sobre possíveis reparações pela escravidão, o Reino Unido começou a fazer um exame de consciência sobre seu comportamento em relação aos países de seu antigo império, mas ainda reluta em falar sobre possíveis compensações financeiras.

Tamanho do texto:

“Alguns segmentos da sociedade [britânica] podem ser a favor, mas outros, a maioria, se opõem fortemente”, disse à AFP o historiador Sascha Auerbach, diretor do Instituto para o Estudo da Escravidão da Universidade de Nottingham.

Reunidos em uma cúpula em Samoa, os países-membros da Commonwealth, a organização formada principalmente por ex-colônias britânicas, convocaram pela primeira vez no fim de semana passado a antiga potência imperial a refletir sobre possíveis reparações financeiras, argumentando que “chegou a hora”.

Esses países, principalmente africanos e caribenhos, querem que o Reino Unido e outras potências europeias paguem uma compensação financeira pela escravidão ou, pelo menos, façam gestos políticos.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, ex-advogado de direitos humanos, rejeitou ambas as solicitações, dizendo que prefere “olhar para o futuro”.

- Risco político -

Para Alan Lester, historiador da Universidade de Sussex, o primeiro-ministro poderia ver os pedidos de indenização como um risco político, pois Starmer “deve pensar que a sociedade não está pronta para iniciar esse debate”, poucos meses após os tumultos provocados por indivíduos de extrema direita no norte da Inglaterra.

A questão divide a sociedade britânica. Antes de chegar ao poder em julho, os trabalhistas sempre se declararam abertos ao debate, mas os conservadores o rejeitam totalmente.

Um dos candidatos a substituir Rishi Sunak como líder do Partido Conservador, Robert Jenrick, afirma que criticar o Império Britânico é uma forma de antipatriotismo.

“Os territórios colonizados não eram democracias avançadas. Muitos deles tinham sido potências cruéis envolvidas no comércio de escravos”, disse Jenrick ao Daily Mail.

“O Império Britânico quebrou a longa cadeia de tirania ao introduzir, de forma progressiva e imperfeita, os valores cristãos", acrescentou.

A própria questão do valor a ser calculado como compensação financeira é problemática.

Um relatório de 2023, de coautoria de um juiz da ONU, Patrick Robinson, concluiu que o Reino Unido deve mais de 18 bilhões de libras (cerca de US$ 23,38 bilhões) a 14 países em reparações.

Esse valor leva em conta os salários não pagos aos escravos, o trauma causado e os danos aos descendentes, de acordo com o historiador Alan Lester.

Os países da Commonwealth não forneceram nenhuma cifra. “É altamente improvável que eles exijam esse valor”, diz Lester.

Em vez de dinheiro, “eles querem que o Reino Unido assuma suas responsabilidades”, diz Sascha Auerbach.

- Capacidade -

Para muitos britânicos, um pedido público de desculpas poderia levar a uma ação legal contra o Reino Unido.

Mas já existe uma potência colonial, os Países Baixos, observa Sascha Auerbach, que estabeleceu um precedente, com o pedido oficial de desculpas pela escravidão feito em 2023 pelo ex-primeiro-ministro Mark Rutte e pelo rei Willem-Alexander.

A monarquia britânica está relutante em dar esse passo. Em sua viagem ao Quênia em 2023, o rei Charles III expressou, no entanto, sua “profunda tristeza” pelos “atos odiosos e injustificáveis” cometidos durante a colonização.

É “uma questão delicada”, diz Pauline MacLaran, professora da Royal Holloway University, em Londres, para quem a família real foi “habilidosa” ao lidar com o assunto.

“Há uma consciência real da questão no Reino Unido, ao contrário de outros países, como França e Espanha”, diz Sascha Auerbach.

A Igreja da Inglaterra emitiu um pedido oficial de desculpas em 2020 e o National Trust, uma instituição britânica criada para proteger o patrimônio monumental do Reino Unido, publicou um relatório em 2020 expondo as ligações entre as propriedades que administra e o colonialismo.

Y.Chaudhry--DT