Dubai Telegraph - Galáxias expulsam matéria em forma de ventos

EUR -
AED 4.210959
AFN 75.100181
ALL 94.309395
AMD 419.89528
AOA 1052.595747
ARS 1714.75349
AUD 1.646872
AWG 2.065346
AZN 1.950849
BAM 1.969245
BBD 2.308884
BDT 141.516185
BHD 0.432392
BIF 3419.789389
BMD 1.146618
BND 1.481434
BOB 13.040258
BRL 5.880435
BSD 1.146336
BTN 109.589689
BWP 15.77088
BYN 3.345585
BYR 22473.720713
BZD 2.305561
CAD 1.609147
CDF 2620.023094
CHF 0.932946
CLF 0.027252
CLP 1072.558264
CNY 7.758363
CNH 7.751771
COP 3671.942242
CRC 521.666165
CUC 1.146618
CUP 30.385388
CVE 111.393827
CZK 24.173525
DJF 203.77701
DKK 7.475235
DOP 66.790868
DZD 152.517468
EGP 58.101219
ERN 17.199276
ETB 183.516253
FJD 2.556036
FKP 0.861584
GBP 0.857894
GEL 3.004444
GGP 0.861584
GHS 13.409698
GIP 0.861584
GMD 84.849954
GNF 10055.843512
GTQ 8.746679
GYD 239.800346
HKD 8.992527
HNL 30.803884
HRK 7.533625
HTG 149.883311
HUF 363.338166
IDR 20737.74045
ILS 3.528925
IMP 0.861584
INR 109.764575
IQD 1502.070109
IRR 1576886.959814
ISK 142.616553
JEP 0.861584
JMD 181.197102
JOD 0.812959
JPY 187.192904
KES 148.36131
KGS 100.271977
KHR 4634.631827
KMF 493.045944
KRW 1654.18015
KWD 0.355922
KYD 0.955335
KZT 546.946599
LAK 25985.242383
LBP 102679.677915
LKR 385.119358
LRD 207.967868
LSL 19.136851
LTL 3.385666
LVL 0.693578
LYD 7.355567
MAD 10.76273
MDL 20.284757
MGA 4953.391048
MKD 61.5582
MMK 2407.16898
MNT 4124.195324
MOP 9.26099
MRU 45.985144
MUR 54.326692
MVR 17.726827
MWK 1991.67676
MXN 19.996647
MYR 4.677168
MZN 73.280173
NAD 19.136626
NGN 1565.775763
NIO 42.023804
NOK 10.998591
NPR 175.345444
NZD 1.976059
OMR 0.44089
PAB 1.146331
PEN 3.901656
PGK 5.042251
PHP 70.482906
PKR 318.648016
PLN 4.32596
PYG 6885.006581
QAR 4.181729
RON 5.239127
RSD 117.398798
RUB 91.553863
RWF 1680.94258
SAR 4.315718
SBD 9.254989
SCR 15.430392
SDG 688.550779
SEK 11.057036
SGD 1.477567
SLE 27.662223
SOS 655.181748
SRD 43.281405
STD 23732.685944
STN 24.824288
SVC 10.030526
SZL 19.136961
THB 38.377728
TJS 10.58108
TMT 4.024631
TND 3.387681
TRY 54.361529
TTD 7.787234
TWD 37.109041
TZS 3021.337182
UAH 51.396629
UGX 4281.248394
USD 1.146618
UYU 46.104977
UZS 13808.150505
VES 852.276988
VND 30181.862933
VUV 136.700738
WST 3.157885
XAF 660.474956
XAG 0.019693
XAU 0.000281
XCD 3.098794
XCG 2.066014
XDR 0.821185
XOF 658.734988
XPF 119.331742
YER 273.267824
ZAR 19.083033
ZMK 10320.944356
ZMW 21.408538
ZWL 369.210658
Galáxias expulsam matéria em forma de ventos
Galáxias expulsam matéria em forma de ventos / foto: Martin BERNETTI - AFP

Galáxias expulsam matéria em forma de ventos

As galáxias expulsam matéria para o seu entorno mais próximo na forma de ventos galácticos, aponta um estudo publicado nesta quarta-feira (6) por pesquisadores, que observaram pela primeira vez esse fenômeno em uma grande amostra de agrupamentos de estrelas.

Tamanho do texto:

Há dois anos, esse fenômeno foi observado pela primeira vez em uma galáxia, vista de perfil, graças ao instrumento Muse do telescópio europeu VLT, localizado no Chile. Da região central do seu disco, emergiam perpendicularmente dois cones de gás carregado de matéria: os ventos galácticos.

“Podemos, agora, generalizar essa observação em um grande número de estruturas”, declarou Nicolas Bouché, especialista do Centro de Pesquisa Astrofísica de Lyon, França.

O cientista, que também participou das observações de dois anos atrás, é um dos principais autores do estudo, publicado na "Nature", o qual conclui que o fenômeno dos ventos galácticos parece “comum” em galáxias maciças.

Um conjunto de cientistas, principalmente de institutos europeus, estudou uma amostra de mais de 160 galáxias, vistas de perfil ou de frente, localizadas a mais de 7 bilhões de anos-luz.

O instrumento Muse, um espectrógrafo de campo integral, permite observar a marca de elementos químicos em nuvens de matéria extremamente difusas e de baixa densidade. Com um longo tempo de exposição do telescópio VLT na amostra de galáxias, o Muse permitiu desenhar a forma dos ventos que emergem, detectando o rastro de átomos de magnésio.

- Explosões de grandes estrelas -

Esses ventos “resultam das explosões de supernovas, estrelas maciças que colapsam no fim de sua vida, a um ritmo de entre uma e dez por século, segundo o tipo de galáxia”, explicou Bouché à AFP. “Ao longo de milhões de anos, isso vai se somando, formando ventos galácticos.”

Tais ventos escapam da galáxia principalmente por sua região central, onde existe uma concentração maior de estrelas. Ricos em metais procedentes das supernovas, como o magnésio, eles desempenhariam um papel-chave na formação das estrelas dentro das galáxias.

"Poderiam levar a uma diminuição da formação de estrelas”, ao perturbar o ambiente em que isso acontece, indicou Bouché. Também regulariam a quantidade de matéria disponível para criar essas estrelas, uma vez que, “quanto mais matéria os ventos galácticos carregam, menos resta para a formação estelar".

O fenômeno parece ocorrer nas galáxias mais comuns, da ordem de 10 bilhões de massas solares, inferior à da Via Láctea.

O próximo enigma a ser resolvido é determinar até onde vão esses ventos, que já foram detectados a distâncias de mais de 30.000 anos-luz. Eles teriam que ser comparados aos halos galácticos, compostos por uma galáxia e pela nuvem galáctica que a rodeia, conjuntos que podem atingir dez vezes essa distância.

Trata-se de “saber se esses ventos e a matéria que contêm voltarão a cair (na galáxia, pela atração gravitacional) ou se irão escapar para enriquecer o meio intergaláctico”, ressaltou Bouché. Isso em uma escala de tempo que poderia ser quantificada “em bilhões de anos”.

I.Mansoor--DT