Dubai Telegraph - O possível impacto do acordo UE-Mercosul na agricultura europeia

EUR -
AED 4.309172
AFN 74.508992
ALL 95.553473
AMD 434.982689
ANG 2.099811
AOA 1076.95592
ARS 1633.548421
AUD 1.629482
AWG 2.111678
AZN 1.970815
BAM 1.958813
BBD 2.363367
BDT 143.97555
BGN 1.956941
BHD 0.443012
BIF 3490.134126
BMD 1.173154
BND 1.496823
BOB 8.108058
BRL 5.834562
BSD 1.17342
BTN 111.311007
BWP 15.946682
BYN 3.311261
BYR 22993.82483
BZD 2.359951
CAD 1.593789
CDF 2721.71822
CHF 0.917171
CLF 0.026852
CLP 1056.812439
CNY 8.010474
CNH 8.014979
COP 4291.586237
CRC 533.475061
CUC 1.173154
CUP 31.08859
CVE 110.805934
CZK 24.386944
DJF 208.49287
DKK 7.473223
DOP 69.682827
DZD 155.352575
EGP 62.888093
ERN 17.597315
ETB 184.126516
FJD 2.571088
FKP 0.869654
GBP 0.862327
GEL 3.149941
GGP 0.869654
GHS 13.133411
GIP 0.869654
GMD 86.216184
GNF 10297.347033
GTQ 8.964667
GYD 245.485346
HKD 9.189376
HNL 31.229434
HRK 7.53306
HTG 153.712134
HUF 364.569737
IDR 20315.865445
ILS 3.463703
IMP 0.869654
INR 111.166051
IQD 1536.83217
IRR 1542697.941643
ISK 143.816901
JEP 0.869654
JMD 183.862784
JOD 0.831752
JPY 183.665491
KES 151.542214
KGS 102.557739
KHR 4707.2828
KMF 495.070852
KPW 1055.663728
KRW 1728.753074
KWD 0.360512
KYD 0.977875
KZT 543.508468
LAK 25768.157751
LBP 105134.615983
LKR 375.023554
LRD 215.316761
LSL 19.671083
LTL 3.46402
LVL 0.70963
LYD 7.455399
MAD 10.838432
MDL 20.21756
MGA 4880.322216
MKD 61.630255
MMK 2463.251614
MNT 4197.663216
MOP 9.468348
MRU 46.53313
MUR 55.173251
MVR 18.131128
MWK 2034.711527
MXN 20.486558
MYR 4.657095
MZN 74.970452
NAD 19.671251
NGN 1613.697114
NIO 43.078456
NOK 10.875489
NPR 178.089048
NZD 1.987857
OMR 0.451083
PAB 1.17339
PEN 4.135466
PGK 5.091065
PHP 71.885037
PKR 326.999284
PLN 4.256245
PYG 7216.806989
QAR 4.291521
RON 5.195554
RSD 117.431554
RUB 87.898239
RWF 1715.462699
SAR 4.399598
SBD 9.44223
SCR 16.115607
SDG 704.477983
SEK 10.84171
SGD 1.49461
SHP 0.875878
SLE 28.859894
SLL 24600.455184
SOS 670.577085
SRD 43.944043
STD 24281.926001
STN 24.540149
SVC 10.267799
SYP 129.80258
SZL 19.676191
THB 38.127402
TJS 11.006325
TMT 4.111906
TND 3.424968
TOP 2.824674
TRY 52.979295
TTD 7.964997
TWD 37.049978
TZS 3056.067077
UAH 51.559353
UGX 4412.218568
USD 1.173154
UYU 46.796561
UZS 14004.530982
VES 569.669376
VND 30919.65547
VUV 139.026202
WST 3.181816
XAF 657.015102
XAG 0.015905
XAU 0.000254
XCD 3.170508
XCG 2.114787
XDR 0.818531
XOF 656.371909
XPF 119.331742
YER 279.943974
ZAR 19.606341
ZMK 10559.79398
ZMW 21.913291
ZWL 377.755215
O possível impacto do acordo UE-Mercosul na agricultura europeia
O possível impacto do acordo UE-Mercosul na agricultura europeia / foto: Simon Wohlfahrt - AFP

O possível impacto do acordo UE-Mercosul na agricultura europeia

O acordo para um tratado de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que ainda precisa ser ratificado pelos países, preocupa o setor agrícola europeu, temeroso de uma invasão de produtos latino-americanos em seu mercado.

Tamanho do texto:

Bruxelas assegura que serão apenas "volumes pequenos", mas isto já eleva o risco de desestabilização em alguns setores.

- Volumes agrícolas -

A Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia, fala de "volumes pequenos", comparando as cotas de importações previstas às produzidas anualmente pelo bloco.

O tratado reduzirá ou eximirá de tarifas alfandegárias até 99 mil toneladas de carne bovina, o que representa 1,6% da produção da UE.

O limite será de 25 mil toneladas para a carne suína (0,1% da produção do bloco), de 180 mil toneladas para as aves de criação (1,4%) e de 190 mil toneladas para o açúcar (1,2%).

Em troca, Bruxelas assegura que o acordo representará uma oportunidade de mercado para produtos europeus até agora com acesso restrito na América Latina, como o vinho (taxado atualmente em até 35%) e os queijos, que podem se beneficiar do "auge de uma classe média" no subcontinente.

O governo espanhol, que apoia o acordo, também destaca o caso do azeite de oliva, mas os sindicatos agrícolas do país, especialmente os pecuaristas, estão preocupados.

- Setores expostos -

Embora os volumes previstos sejam baixos em relação à produção europeia, já afetam alguns setores.

Patrick Bénézit, vice-presidente da associação interprofissional de carne bovina da França, ressalta que os países do Mercosul já fornecem a maior parte das importações de contrafilé, um corte nobre.

A produção de contrafilé na Europa "é de 400 mil toneladas em raças bovinas, portanto a entrada de 99 mil toneladas já tem um impacto".

Os produtores de frango também temem que seus similares no Brasil concentrem sua produção nos cortes mais rentáveis, os filés.

Para o setor açucareiro, já afetado pelas facilidades alfandegárias acordadas com a Ucrânia, o teto de 190 mil toneladas representa metade das exportações da França, um dos países mais avessos ao tratado, para outros membros da UE.

E os produtores de etanol, de mel ou suínos também estão em risco, afirma Stefan Ambec, economista do instituto de pesquisas INRAE, que antecipa uma queda nos preços pagos aos agricultores europeus.

"Os custos de produção diferem e o problema é que as normas sanitárias e ambientais não são as mesmas", explica.

- As normas -

A Comissão argumenta que "todo produto do Mercosul terá que respeitar as estritas normas da UE no tema da segurança alimentar".

Em seis anos, o acordo de livre-comércio CETA, assinado com o Canadá, por exemplo, não alcança as cotas de exportação de carne porque não há produção suficiente que cumpra as normas comunitárias, ressalta um funcionário europeu.

Mas Bruxelas admite que "as condições de produção" no Mercosul não serão necessariamente as mesmas que na Europa.

Por isso, os contrários ao acordo pedem "cláusulas espelho", isto é, que as regras impostas aos agricultores europeus no tema social, ambiental ou de bem-estar animal sejam aplicadas também aos produtores do Mercosul para evitar distorções de concorrência.

"Vende-se como um acordo de nova geração, que leva em conta os aspectos ambientais e climáticos, mas os compromissos são frágeis: não há nenhuma condicionalidade", adverte Ambec.

- Os controles -

Outra questão é como garantir o cumprimento das normas sanitárias.

"Teoricamente, a carne tratada com antibióticos ou hormônios de crescimento não pode entrar, mas na prática sua rastreabilidade é imperfeita", diz Ambec.

De fato, uma auditoria da UE acaba de revelar falhas nos controles da carne bovina no Brasil, incapazes de garantir a ausência do hormônio estradiol, proibido na Europa. À espera de revisar estes processos, o Brasil suspendeu suas exportações.

- 'Freio de emergência' -

O acordo inclui "uma cláusula de salvaguarda", uma espécie de "freio de emergência" em caso de aumento repentino das importações ou de efeitos nocivos no mercado, ressalta a Comissão Europeia.

Mas esta cláusula "não define" as condições precisas, aponta Ambec, o que complica sua ativação e o restabelecimento de tarifas alfandegárias sem medidas de represália.

F.El-Yamahy--DT