Dubai Telegraph - Indignação aumenta contra Israel após morte de voluntários em Gaza

EUR -
AED 4.307418
AFN 74.465276
ALL 95.514371
AMD 434.805158
ANG 2.098956
AOA 1076.517252
ARS 1632.924699
AUD 1.63146
AWG 2.110818
AZN 2.000339
BAM 1.958015
BBD 2.362405
BDT 143.916949
BGN 1.956145
BHD 0.442832
BIF 3488.713569
BMD 1.172677
BND 1.496214
BOB 8.104758
BRL 5.8438
BSD 1.172942
BTN 111.265701
BWP 15.940191
BYN 3.309913
BYR 22984.465868
BZD 2.35899
CAD 1.595761
CDF 2720.610358
CHF 0.917467
CLF 0.026841
CLP 1056.41748
CNY 8.007214
CNH 8.012421
COP 4283.120034
CRC 533.257925
CUC 1.172677
CUP 31.075936
CVE 110.820711
CZK 24.387515
DJF 208.407834
DKK 7.473288
DOP 69.653797
DZD 155.317785
EGP 62.885146
ERN 17.590152
ETB 184.051848
FJD 2.573438
FKP 0.8693
GBP 0.86326
GEL 3.148634
GGP 0.8693
GHS 13.128074
GIP 0.8693
GMD 86.193962
GNF 10293.173047
GTQ 8.961018
GYD 245.385429
HKD 9.186381
HNL 31.216422
HRK 7.532223
HTG 153.64957
HUF 364.477323
IDR 20314.456628
ILS 3.462293
IMP 0.8693
INR 111.253144
IQD 1536.206647
IRR 1542070.031306
ISK 143.805737
JEP 0.8693
JMD 183.787948
JOD 0.831447
JPY 183.454755
KES 151.48057
KGS 102.515989
KHR 4705.363607
KMF 494.869371
KPW 1055.234051
KRW 1731.099679
KWD 0.360387
KYD 0.977477
KZT 543.287248
LAK 25757.669579
LBP 105091.824025
LKR 374.870911
LRD 215.229122
LSL 19.663076
LTL 3.462609
LVL 0.709341
LYD 7.452334
MAD 10.834021
MDL 20.209331
MGA 4878.335336
MKD 61.632468
MMK 2462.24902
MNT 4195.95468
MOP 9.464495
MRU 46.51419
MUR 55.150846
MVR 18.123687
MWK 2033.883357
MXN 20.513495
MYR 4.656045
MZN 74.939893
NAD 19.663244
NGN 1612.934762
NIO 43.060753
NOK 10.885912
NPR 178.016562
NZD 1.989159
OMR 0.450895
PAB 1.172912
PEN 4.133783
PGK 5.089176
PHP 71.879818
PKR 326.866189
PLN 4.256265
PYG 7213.869599
QAR 4.289774
RON 5.194842
RSD 117.365045
RUB 87.891789
RWF 1714.76447
SAR 4.397808
SBD 9.438387
SCR 16.104338
SDG 704.192833
SEK 10.831019
SGD 1.493486
SHP 0.875522
SLE 28.846643
SLL 24590.442291
SOS 670.304147
SRD 43.926094
STD 24272.042756
STN 24.53016
SVC 10.263619
SYP 129.749748
SZL 19.668182
THB 38.145993
TJS 11.001846
TMT 4.110232
TND 3.423574
TOP 2.823525
TRY 52.987285
TTD 7.961755
TWD 37.058963
TZS 3054.823151
UAH 51.538367
UGX 4410.422704
USD 1.172677
UYU 46.777514
UZS 13998.837394
VES 569.437509
VND 30907.070532
VUV 138.969615
WST 3.180521
XAF 656.747683
XAG 0.015894
XAU 0.000254
XCD 3.169217
XCG 2.113926
XDR 0.818198
XOF 656.11183
XPF 119.331742
YER 279.830029
ZAR 19.572504
ZMK 10555.499773
ZMW 21.904372
ZWL 377.601461
Indignação aumenta contra Israel após morte de voluntários em Gaza
Indignação aumenta contra Israel após morte de voluntários em Gaza / foto: - - AFP

Indignação aumenta contra Israel após morte de voluntários em Gaza

Os corpos dos seis voluntários estrangeiros mortos em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza serão repatriados nesta quarta-feira (3) através do Egito, em um momento de duras críticas ao governo de Israel.

Tamanho do texto:

Um bombardeio israelense matou na segunda-feira sete trabalhadores humanitários, incluindo seis estrangeiros, da ONG americana World Central Kitchen (WCK) em Deir al Balah, no centro de Gaza. O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, disse que o ataque é o "resultado inevitável da forma como a guerra é conduzida atualmente".

Os corpos dos seis voluntários estrangeiros, que morreram ao lado do motorista palestino, foram levados nesta quarta-feira até Rafah, no extremo sul do território, na fronteira com o Egito, para o processo de repatriação.

O comandante do Estado-Maior israelense, general Herzi Halevi, admitiu um "grave erro", que aconteceu "após uma identificação equivocada durante a noite, durante uma guerra, em condições muito complexas".

"Isto não deveria ter acontecido", reconheceu.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que foi um "trágico incidente", que será investigado "até o fim".

As mortes dos sete voluntários aumentam a pressão contra Israel, cuja guerra desde o ataque do movimento islamista palestino Hamas, em 7 de outubro, devastou a Faixa de Gaza e deixou a população de 2,4 milhões de pessoas à beira da fome, segundo a ONU.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que Israel "não fez o suficiente para proteger aqueles que tentam distribuir a ajuda que os civis precisam desesperadamente" e exigiu uma investigação "rápida".

- "Ira e preocupação" -

O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, ligou para Netanyahu e expressou sua "ira e preocupação" com o ataque, que matou uma australiana.

Para o primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, o incidente, que também matou um polonês, submete a solidariedade com Israel a um "duro teste".

O papa Francisco expressou sua "profunda tristeza" com as mortes dos trabalhadores humanitários e fez um apelo para que a "população civil, exausta e sofredora, possa ter acesso à ajuda humanitária e para que os reféns sejam libertados imediatamente".

A organização WCK, fundada pelo chef espanhol José Andrés, que também tem cidadania americana, afirmou que está de luto com as mortes de sete "heróis", em um "ataque direcionado", executado apesar de o grupo ter coordenado os seus movimentos com o forças israelenses.

A WCK divulgou as identidades dos sete trabalhadores: o palestino Saifeddine Issam Ayad Abutaha, de 25 anos; a australiana Lalzawmi (Zomi) Frankcom, 43; o polonês Damian Sobol, 35; o americano-canadense Jacob Flickinger, 33; e os britânicos John Chapman, 57, James (Jim) Henderson, 33, e James Kirby, 47.

A organização suspendeu as operações de entrega de alimentos e um navio procedente de Chipre, que já estava perto da costa de Gaza com quase 240 toneladas de mantimentos, retornou para o continente europeu sem descarregar os suprimentos.

- Escassez de remédios -

A guerra em Gaza começou em 7 de outubro, quando milicianos islamistas procedentes de Gaza mataram 1.160 pessoas, a maioria delas civis, no sul de Israel, segundo uma contagem baseada em dados divulgados pelas autoridades israelenses.

Os comandos islamistas também fizeram cerca de 250 reféns. Quase 130 permanecem em Gaza, incluindo 34 que teriam sido mortos, segundo Israel.

Em retaliação, Israel prometeu "aniquilar" o Hamas e iniciou uma ofensiva que até agora causou 32.975 mortes, a grande maioria de civis, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde do território, governado pelo Hamas desde 2007.

Os bombardeios israelenses das últimas 24 horas mataram pelo menos 60 pessoas, segundo o ministério.

O Exército prosseguiu com as operações na área do hospital de Al Amal, em Khan Yunis, no sul do território, e afirmou que suas tropas "mataram e capturaram um número considerável de terroristas" e encontraram "muitas armas".

Um representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Dominic Allen, fez uma alerta para a escassez de remédios e as dificuldades na distribuição de ajuda no território.

"As pessoas que encontramos estão muito magras, dizem que procuram algo para comer. Estamos muito preocupados com as mulheres grávidas e que estão amamentando", declarou à AFP após uma missão de uma semana na Faixa de Gaza.

Allen relatou que os pacientes que precisam de cirurgia "precisam carregar seu recipiente de combustível" para garantir o funcionamento do bloco operatório. As mulheres menstruadas são obrigadas a confeccionar absorventes com pedaços da barraca em que dormem.

burs-jm/fz/kir/es/zm/fp/aa

A.Padmanabhan--DT