Dubai Telegraph - Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional

EUR -
AED 4.251414
AFN 74.088646
ALL 95.026994
AMD 426.531394
ANG 2.072633
AOA 1062.709062
ARS 1653.556927
AUD 1.643668
AWG 2.085509
AZN 1.979337
BAM 1.955944
BBD 2.331272
BDT 142.370479
BGN 1.957423
BHD 0.436232
BIF 3438.353075
BMD 1.157635
BND 1.486109
BOB 7.998589
BRL 5.859372
BSD 1.157485
BTN 110.036099
BWP 15.582147
BYN 3.202536
BYR 22689.650041
BZD 2.327971
CAD 1.619821
CDF 2656.772889
CHF 0.922126
CLF 0.026528
CLP 1047.547103
CNY 7.838927
CNH 7.828265
COP 4043.497616
CRC 526.538755
CUC 1.157635
CUP 30.677333
CVE 110.273117
CZK 24.139001
DJF 206.125172
DKK 7.4747
DOP 67.965002
DZD 154.105343
EGP 60.02201
ERN 17.364528
ETB 182.392825
FJD 2.565199
FKP 0.863463
GBP 0.863585
GEL 3.073522
GGP 0.863463
GHS 12.847946
GIP 0.863463
GMD 84.50781
GNF 10139.746322
GTQ 8.823649
GYD 242.167824
HKD 9.070656
HNL 30.951278
HRK 7.540604
HTG 151.341139
HUF 352.573434
IDR 20581.943621
ILS 3.381244
IMP 0.863463
INR 110.103268
IQD 1516.311606
IRR 1592764.232717
ISK 144.299122
JEP 0.863463
JMD 183.473504
JOD 0.820785
JPY 185.381395
KES 149.891033
KGS 101.234862
KHR 4650.342282
KMF 493.152399
KPW 1041.872091
KRW 1757.313026
KWD 0.357107
KYD 0.964671
KZT 566.011661
LAK 25487.876001
LBP 103658.729662
LKR 388.048562
LRD 210.665506
LSL 18.853788
LTL 3.418196
LVL 0.700242
LYD 7.377543
MAD 10.720589
MDL 20.215488
MGA 4830.355532
MKD 61.649538
MMK 2429.813096
MNT 4141.891345
MOP 9.342188
MRU 45.907379
MUR 54.698502
MVR 17.897579
MWK 2007.147733
MXN 19.929268
MYR 4.697217
MZN 73.965579
NAD 18.853788
NGN 1574.962017
NIO 42.593135
NOK 11.033664
NPR 176.057959
NZD 1.985315
OMR 0.444823
PAB 1.157485
PEN 3.93649
PGK 5.068373
PHP 70.350654
PKR 322.044804
PLN 4.245604
PYG 7087.521668
QAR 4.231411
RON 5.239574
RSD 117.368639
RUB 83.884597
RWF 1699.825113
SAR 4.345525
SBD 9.313839
SCR 16.282398
SDG 695.164432
SEK 10.919853
SGD 1.486438
SHP 0.864292
SLE 28.535684
SLL 24275.035698
SOS 661.548692
SRD 43.422315
STD 23960.711512
STN 24.501803
SVC 10.127745
SYP 127.955848
SZL 18.838387
THB 38.054946
TJS 10.787894
TMT 4.0633
TND 3.39585
TOP 2.787308
TRY 53.552008
TTD 7.862579
TWD 36.606161
TZS 3038.423639
UAH 51.866118
UGX 4340.319463
USD 1.157635
UYU 46.753441
UZS 13863.020369
VES 673.694884
VND 30457.382275
VUV 136.802146
WST 3.175961
XAF 656.005284
XAG 0.017016
XAU 0.000275
XCD 3.128567
XCG 2.086054
XDR 0.81586
XOF 656.005284
XPF 119.331742
YER 276.230362
ZAR 18.868354
ZMK 10420.122858
ZMW 20.221488
ZWL 372.758064
Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional
Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional / foto: Said KHATIB - AFP

Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional

Israel executou um intenso bombardeio noturno no sul da Faixa de Gaza, apesar da pressão internacional por uma trégua imediata no território palestino, que enfrenta o risco de fome.

Tamanho do texto:

Diante das necessidades urgentes em Gaza, o governo dos Estados Unidos anunciou que continuará enviando ajuda de paraquedas a Gaza, apesar de o grupo islamista Hamas ter solicitado a suspensão dos lançamentos após a morte de 18 pessoas que tentavam recuperar os pacotes de alimentos.

Uma bola de fogo iluminou a noite de terça-feira no céu da cidade de Rafah, no sul do território, o único centro urbano de Gaza que ainda não enfrentou uma ação das forças terrestres israelenses.

Quase 1,5 milhão de pessoas estão aglomeradas na região, muitas delas para fugir dos bombardeios israelenses.

Na Cidade de Gaza (norte), testemunhas também ouviram explosões e observaram nuvens de fumaça devido aos ataques israelenses de mais de uma semana contra o principal hospital da localidade.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo Hamas, anunciou na manhã de quarta-feira que 66 pessoas morreram durante a noite, três delas em bombardeios israelenses perto de Rafah.

Os combates prosseguiram por dois dias sem interrupção desde que o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que pede um "cessar-fogo imediato" e a libertação de 130 reféns israelenses que permanecem em Gaza, incluindo 34 que as autoridades de Israel acreditam que foram mortos.

As forças israelenses também cercaram dois hospitais em Khan Yunis, onde morreram 12 pessoas, incluindo crianças, em um bombardeio contra um campo de deslocados, segundo o Ministério da Saúde.

O Crescente Vermelho Palestino alertou que milhares de pessoas estão bloqueadas no hospital Nasser de Khan Yunis e que "suas vidas correm perigo".

- Fome -

O Hamas pediu aos países doadores que interrompam o lançamento aéreo de ajuda, depois que 12 pessoas morreram afogadas tentando recuperar os alimentos na costa de Gaza no Mediterrâneo.

O movimento islamista palestino e a Euro-Med Human Rights Monitor, da Suíça, informaram que outras seis pessoas morreram em tumultos registrados quando tentavam alcançar a ajuda lançada com paraquedas.

"As pessoas morrem tentando conseguir uma lata de atum", disse à AFP Mohamad Al Sabaawi, morador de Gaza, mostrando a única lata que conseguiu pegar após uma confusão na área de lançamento de ajuda.

O Hamas também exigiu que Israel permita a entrada de mais caminhões de ajuda no território, que segundo a ONU está à beira de uma "fome criada pelo homem".

A guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro, destruiu a infraestrutura de Gaza e as agências de ajuda afirmam que os 2,4 milhões de habitantes do território precisam de ajuda humanitária.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou que são necessárias grandes quantidades de assistência em Gaza, por via terrestre ou aérea, para evitar uma "fome iminente".

O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos indicou que tentará levar ajuda por estrada, mas que também prosseguirá com os lançamentos aéreos.

Imagens da AFPTV mostraram multidões correndo na terça-feira em direção aos pacotes lançados com paraquedas de aviões enviados pela Jordânia, Egito, Emirados Árabes Unidos e Alemanha.

- Isolamento político -

Os ataques de 7 de outubro deixaram 1.160 mortos em Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

A campanha israelense de represália deixou mais 32.400 mortos em Gaza, a maioria mulheres e menores de idade, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

O Exército israelense, longe de reduzir a intensidade dos combates, afirmou que seus aviões bombardearam mais de 60 alvos nos últimos dias, incluindo túneis e edifícios "onde terroristas armados foram identificados".

Os combates prosseguiram, apesar do apelo do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, quando os Estados Unidos provocaram a ira de Israel com a abstenção em um projeto de resolução - Washington não utilizou o poder de veto ao texto.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que Israel enfrenta um "isolamento político sem precedentes" e a perda da "proteção" americana no Conselho de Segurança.

Washington criticou a determinação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de iniciar um ataque terrestre contra Rafah.

O secretário da Defesa americano, Lloyd Austin, disse antes de uma reunião com seu homólogo israelense que "o número de mortes de civis é muito alto e a quantidade de ajuda humanitária (em Gaza) é muito baixa".

- Negociações -

Representantes de Israel e do Hamas participam em conversações indiretas mediadas pelo Qatar, que visam um cessar-fogo e a libertação de reféns.

Porém, tanto o Hamas como Netanyahu afirmam que as negociações não avançam e atribuem a culpa ao outro lado.

Israel trava intensos combates há nove dias no complexo médico Al Shifa, na cidade de Gaza, onde afirma que matou 170 combatentes palestinos.

O Exército alega que efetuou "atividades operacionais de precisão" e que teve o cuidado de evitar danos aos civis, embora as agências de ajuda humanitária expressem preocupação com os não-combatentes bloqueados pelos confrontos.

Palestinos que buscaram abrigo no hospital Al Shifa relataram corpos nas ruas, bombardeios constantes e a detenção de homens que são forçados a ficar nus para os interrogatórios.

O grupo Jamaa Islamiya, ligado ao Hamas, afirmou nesta quarta-feira que "sete socorristas" morreram no Líbano durante um ataque contra um centro de emergência em Habariyeh, perto da fronteira israelense.

burs-pbt/cwl/mas/zm/fp

A.El-Ahbaby--DT