Dubai Telegraph - Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional

EUR -
AED 4.391885
AFN 77.73245
ALL 96.680737
AMD 453.362804
ANG 2.140727
AOA 1096.625236
ARS 1729.226144
AUD 1.698812
AWG 2.154085
AZN 2.028889
BAM 1.957435
BBD 2.408311
BDT 146.112017
BGN 2.008331
BHD 0.450835
BIF 3542.258106
BMD 1.195884
BND 1.512663
BOB 8.261899
BRL 6.222752
BSD 1.195699
BTN 110.012871
BWP 15.593022
BYN 3.377721
BYR 23439.31995
BZD 2.404808
CAD 1.616404
CDF 2678.779488
CHF 0.916645
CLF 0.02601
CLP 1027.371699
CNY 8.316952
CNH 8.30659
COP 4383.248501
CRC 591.594034
CUC 1.195884
CUP 31.690917
CVE 110.357158
CZK 24.337307
DJF 212.927814
DKK 7.465781
DOP 75.122734
DZD 154.53088
EGP 55.993597
ERN 17.938255
ETB 186.006132
FJD 2.620901
FKP 0.867735
GBP 0.86622
GEL 3.22287
GGP 0.867735
GHS 13.062909
GIP 0.867735
GMD 87.299208
GNF 10492.762405
GTQ 9.174662
GYD 250.158905
HKD 9.333932
HNL 31.555352
HRK 7.530596
HTG 156.730884
HUF 381.486376
IDR 20081.278602
ILS 3.694441
IMP 0.867735
INR 110.038016
IQD 1566.408092
IRR 50376.599827
ISK 145.000561
JEP 0.867735
JMD 187.616677
JOD 0.847875
JPY 183.172901
KES 154.269291
KGS 104.579962
KHR 4809.015963
KMF 492.703782
KPW 1076.375603
KRW 1714.681599
KWD 0.366466
KYD 0.996432
KZT 600.661607
LAK 25720.478924
LBP 107075.918068
LKR 369.948941
LRD 221.204726
LSL 18.865955
LTL 3.531133
LVL 0.723378
LYD 7.511273
MAD 10.828142
MDL 20.111795
MGA 5344.46311
MKD 61.626944
MMK 2511.849432
MNT 4265.588281
MOP 9.613128
MRU 47.696831
MUR 53.99394
MVR 18.48828
MWK 2073.331419
MXN 20.609949
MYR 4.696829
MZN 76.249441
NAD 18.865955
NGN 1660.173487
NIO 44.00675
NOK 11.406572
NPR 176.020993
NZD 1.972706
OMR 0.459806
PAB 1.195699
PEN 3.998739
PGK 5.196339
PHP 70.554756
PKR 334.470313
PLN 4.210192
PYG 8023.700515
QAR 4.35884
RON 5.096258
RSD 117.415452
RUB 89.975943
RWF 1744.556863
SAR 4.485257
SBD 9.659961
SCR 16.576912
SDG 719.323943
SEK 10.557477
SGD 1.512865
SHP 0.897222
SLE 29.059164
SLL 25077.081761
SOS 682.169673
SRD 45.447765
STD 24752.377509
STN 24.520477
SVC 10.462737
SYP 13225.965024
SZL 18.85975
THB 37.468206
TJS 11.167926
TMT 4.185593
TND 3.42426
TOP 2.879401
TRY 51.931491
TTD 8.115777
TWD 37.562108
TZS 3067.441821
UAH 51.173434
UGX 4253.5521
USD 1.195884
UYU 45.247786
UZS 14550.150691
VES 428.695774
VND 31092.975444
VUV 142.990644
WST 3.24899
XAF 656.505241
XAG 0.010167
XAU 0.00022
XCD 3.231936
XCG 2.155
XDR 0.815622
XOF 656.505241
XPF 119.331742
YER 285.109995
ZAR 18.86427
ZMK 10764.390235
ZMW 23.644745
ZWL 385.074054
Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional
Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional / foto: Said KHATIB - AFP

Israel bombardeia o sul de Gaza apesar da pressão internacional

Israel executou um intenso bombardeio noturno no sul da Faixa de Gaza, apesar da pressão internacional por uma trégua imediata no território palestino, que enfrenta o risco de fome.

Tamanho do texto:

Diante das necessidades urgentes em Gaza, o governo dos Estados Unidos anunciou que continuará enviando ajuda de paraquedas a Gaza, apesar de o grupo islamista Hamas ter solicitado a suspensão dos lançamentos após a morte de 18 pessoas que tentavam recuperar os pacotes de alimentos.

Uma bola de fogo iluminou a noite de terça-feira no céu da cidade de Rafah, no sul do território, o único centro urbano de Gaza que ainda não enfrentou uma ação das forças terrestres israelenses.

Quase 1,5 milhão de pessoas estão aglomeradas na região, muitas delas para fugir dos bombardeios israelenses.

Na Cidade de Gaza (norte), testemunhas também ouviram explosões e observaram nuvens de fumaça devido aos ataques israelenses de mais de uma semana contra o principal hospital da localidade.

O Ministério da Saúde de Gaza, controlada pelo Hamas, anunciou na manhã de quarta-feira que 66 pessoas morreram durante a noite, três delas em bombardeios israelenses perto de Rafah.

Os combates prosseguiram por dois dias sem interrupção desde que o Conselho de Segurança da ONU aprovou uma resolução que pede um "cessar-fogo imediato" e a libertação de 130 reféns israelenses que permanecem em Gaza, incluindo 34 que as autoridades de Israel acreditam que foram mortos.

As forças israelenses também cercaram dois hospitais em Khan Yunis, onde morreram 12 pessoas, incluindo crianças, em um bombardeio contra um campo de deslocados, segundo o Ministério da Saúde.

O Crescente Vermelho Palestino alertou que milhares de pessoas estão bloqueadas no hospital Nasser de Khan Yunis e que "suas vidas correm perigo".

- Fome -

O Hamas pediu aos países doadores que interrompam o lançamento aéreo de ajuda, depois que 12 pessoas morreram afogadas tentando recuperar os alimentos na costa de Gaza no Mediterrâneo.

O movimento islamista palestino e a Euro-Med Human Rights Monitor, da Suíça, informaram que outras seis pessoas morreram em tumultos registrados quando tentavam alcançar a ajuda lançada com paraquedas.

"As pessoas morrem tentando conseguir uma lata de atum", disse à AFP Mohamad Al Sabaawi, morador de Gaza, mostrando a única lata que conseguiu pegar após uma confusão na área de lançamento de ajuda.

O Hamas também exigiu que Israel permita a entrada de mais caminhões de ajuda no território, que segundo a ONU está à beira de uma "fome criada pelo homem".

A guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro, destruiu a infraestrutura de Gaza e as agências de ajuda afirmam que os 2,4 milhões de habitantes do território precisam de ajuda humanitária.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou que são necessárias grandes quantidades de assistência em Gaza, por via terrestre ou aérea, para evitar uma "fome iminente".

O Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos indicou que tentará levar ajuda por estrada, mas que também prosseguirá com os lançamentos aéreos.

Imagens da AFPTV mostraram multidões correndo na terça-feira em direção aos pacotes lançados com paraquedas de aviões enviados pela Jordânia, Egito, Emirados Árabes Unidos e Alemanha.

- Isolamento político -

Os ataques de 7 de outubro deixaram 1.160 mortos em Israel, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em dados oficiais israelenses.

A campanha israelense de represália deixou mais 32.400 mortos em Gaza, a maioria mulheres e menores de idade, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

O Exército israelense, longe de reduzir a intensidade dos combates, afirmou que seus aviões bombardearam mais de 60 alvos nos últimos dias, incluindo túneis e edifícios "onde terroristas armados foram identificados".

Os combates prosseguiram, apesar do apelo do Conselho de Segurança da ONU na segunda-feira, quando os Estados Unidos provocaram a ira de Israel com a abstenção em um projeto de resolução - Washington não utilizou o poder de veto ao texto.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que Israel enfrenta um "isolamento político sem precedentes" e a perda da "proteção" americana no Conselho de Segurança.

Washington criticou a determinação do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de iniciar um ataque terrestre contra Rafah.

O secretário da Defesa americano, Lloyd Austin, disse antes de uma reunião com seu homólogo israelense que "o número de mortes de civis é muito alto e a quantidade de ajuda humanitária (em Gaza) é muito baixa".

- Negociações -

Representantes de Israel e do Hamas participam em conversações indiretas mediadas pelo Qatar, que visam um cessar-fogo e a libertação de reféns.

Porém, tanto o Hamas como Netanyahu afirmam que as negociações não avançam e atribuem a culpa ao outro lado.

Israel trava intensos combates há nove dias no complexo médico Al Shifa, na cidade de Gaza, onde afirma que matou 170 combatentes palestinos.

O Exército alega que efetuou "atividades operacionais de precisão" e que teve o cuidado de evitar danos aos civis, embora as agências de ajuda humanitária expressem preocupação com os não-combatentes bloqueados pelos confrontos.

Palestinos que buscaram abrigo no hospital Al Shifa relataram corpos nas ruas, bombardeios constantes e a detenção de homens que são forçados a ficar nus para os interrogatórios.

O grupo Jamaa Islamiya, ligado ao Hamas, afirmou nesta quarta-feira que "sete socorristas" morreram no Líbano durante um ataque contra um centro de emergência em Habariyeh, perto da fronteira israelense.

burs-pbt/cwl/mas/zm/fp

A.El-Ahbaby--DT