Dubai Telegraph - Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge

EUR -
AED 4.288121
AFN 76.478312
ALL 92.453474
AMD 425.256012
ANG 2.089806
AOA 1070.717796
ARS 1752.153897
AUD 1.630322
AWG 2.103195
AZN 1.985799
BAM 1.95376
BBD 2.354442
BDT 142.850857
BGN 1.980729
BHD 0.44074
BIF 3478.867889
BMD 1.167631
BND 1.483351
BOB 13.501903
BRL 6.001037
BSD 1.16898
BTN 111.871201
BWP 15.663646
BYN 3.497049
BYR 22885.56633
BZD 2.351045
CAD 1.6132
CDF 2656.360383
CHF 0.935742
CLF 0.027145
CLP 1079.343112
CNY 7.84794
CNH 7.846988
COP 3590.950869
CRC 531.944623
CUC 1.167631
CUP 30.94222
CVE 110.149998
CZK 24.110422
DJF 208.162668
DKK 7.475413
DOP 68.488495
DZD 155.087103
EGP 59.451266
ERN 17.514464
ETB 189.057115
FJD 2.558981
FKP 0.85592
GBP 0.856481
GEL 3.04166
GGP 0.85592
GHS 13.004423
GIP 0.85592
GMD 85.824034
GNF 10271.276277
GTQ 8.920686
GYD 244.564662
HKD 9.154921
HNL 31.348271
HRK 7.534254
HTG 152.930333
HUF 362.746156
IDR 20608.45248
ILS 3.487945
IMP 0.85592
INR 111.742868
IQD 1531.401141
IRR 1605025.483693
ISK 141.575316
JEP 0.85592
JMD 185.526301
JOD 0.827828
JPY 185.662079
KES 151.38195
KGS 102.10932
KHR 4719.073053
KMF 492.739771
KPW 1050.868185
KRW 1618.850335
KWD 0.360133
KYD 0.974183
KZT 538.208084
LAK 26331.508595
LBP 104686.302292
LKR 384.82822
LRD 212.168486
LSL 18.745029
LTL 3.447711
LVL 0.706288
LYD 7.429244
MAD 10.796628
MDL 20.12399
MGA 4998.781024
MKD 61.460832
MMK 2451.804134
MNT 4198.542214
MOP 9.439844
MRU 46.581367
MUR 54.417527
MVR 18.039484
MWK 2026.983728
MXN 19.73479
MYR 4.715474
MZN 74.588688
NAD 18.745029
NGN 1571.0493
NIO 43.01509
NOK 10.822094
NPR 178.994121
NZD 1.954684
OMR 0.448821
PAB 1.16898
PEN 3.919108
PGK 5.180591
PHP 72.001933
PKR 324.362549
PLN 4.313054
PYG 7041.648169
QAR 4.249563
RON 5.252879
RSD 117.237598
RUB 96.63665
RWF 1722.501623
SAR 4.391959
SBD 9.378713
SCR 16.037156
SDG 702.337197
SEK 11.05872
SGD 1.481788
SHP 0.865058
SLE 28.72405
SLL 24484.635993
SOS 668.102468
SRD 44.101721
STD 24167.602921
STN 24.474447
SVC 10.228321
SYP 15181.53731
SZL 18.732442
THB 38.584341
TJS 10.783841
TMT 4.086708
TND 3.39995
TOP 2.811375
TRY 56.112168
TTD 7.928722
TWD 37.183209
TZS 3097.96557
UAH 52.234465
UGX 4348.459991
USD 1.167631
UYU 47.020908
UZS 13858.531004
VES 909.563773
VND 30504.358182
VUV 137.488756
WST 3.171178
XAF 655.272863
XAG 0.016924
XAU 0.000253
XCD 3.155581
XCG 2.1068
XDR 0.825576
XOF 655.272863
XPF 119.331742
YER 276.816097
ZAR 18.705039
ZMK 10510.117889
ZMW 22.181841
ZWL 375.976685
Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge
Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge / foto: Chris RADBURN - AFP

Imprensa britânica criticada após morte de professor negro de Cambridge

O caso das acusações de plágio e de mentiras contra Jason Arday, um professor negro de Cambridge, abriu um debate sobre o papel da imprensa e se a pressão exercida sobre o docente pode ter contribuído para um eventual suicídio.

Tamanho do texto:

As milhares de pessoas que na noite de segunda-feira homenagearam Jason Arday em Londres, falecido na sexta-feira, não escondiam sua indignação com os meios de comunicação, aos quais muitos se recusavam a conceder entrevistas.

Os cartazes erguidos entre a multidão resumiam bem as críticas: "249 matérias em 22 dias", em alusão ao número estimado de publicações desde julho sobre as acusações de plágio ou as afirmações fantasiosas que o docente teria feito sobre sua trajetória.

Para essas pessoas, os jornais britânicos são, junto com o racismo, os principais responsáveis pela morte de Jason Arday, cujo corpo foi encontrado em sua residência em 14 de agosto, nove dias após sua demissão da Universidade de Cambridge.

A hipótese de suicídio parece não suscitar dúvidas, embora nem a família nem a polícia a tenham confirmado.

A jornalista Sarah Ditum, autora de reportagens sobre o caso para o jornal conservador The Times, questionou-se se havia "se equivocado ao escrever tanto sobre Jason Arday", antes de concluir que não.

- Calmaria informativa -

Ditum reconheceu que a história — na qual se misturavam racismo e críticas às políticas de diversidade, no centro das atuais guerras culturais — havia ganhado força graças à calmaria informativa do verão europeu.

A jornalista indicou que Arday era uma "estrela" que "tinha escolhido estar sob os holofotes", acrescentando que "ele mesmo" mitificou sua trajetória, que incluía a incrível ascensão de um menino autista até o topo da hierarquia universitária.

De esquerda, o The Guardian, que também investigou Jason Arday, assegurou que simplesmente havia "tentado estabelecer a verdade".

"Os jornalistas que fizeram seu trabalho de maneira responsável não deveriam ser submetidos a uma enxurrada de insultos", defendeu-se o jornal em uma coluna.

Em um comunicado, o órgão britânico de regulação da mídia tradicional, o Ipso, indicou que havia recebido e estava analisando "um grande volume de denúncias e preocupações" relacionadas à cobertura do caso.

O caso voltou a lançar luz sobre os métodos de uma parte da imprensa britânica, especialmente dos tabloides, que às vezes se aprofundam demais na vida privada das pessoas.

O Daily Mail considerou que a mídia tradicional havia realizado um "trabalho de investigação legítimo", mas que as redes sociais fizeram com que a história "saísse do controle", atraindo pessoas "racistas".

Mais de 111.000 pessoas haviam assinado nesta quarta-feira uma petição da organização Good Law Project que reivindica "uma investigação pública imediata para garantir uma imprensa responsável".

H.El-Din--DT