Dubai Telegraph - Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio

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Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio
Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio / foto: Mohammed HUWAIS - AFP

Huthis reivindicam ataque na Arábia Saudita, a nova frente da guerra no Oriente Médio

Os rebeldes huthis no Iêmen, apoiados pelo Irã, reivindicaram neste sábado (25) a responsabilidade por um ataque com mísseis no sudoeste da Arábia Saudita, em retaliação aos bombardeios de Riade, abrindo uma nova frente na guerra do Oriente Médio.

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O Irã, por outro lado, teve uma noite tranquila após duas semanas de ataques dos Estados Unidos, em meio a uma escalada sem precedentes desde o cessar-fogo de abril.

No entanto, o presidente americano, Donald Trump, não descartou na sexta-feira lançar um bombardeio "muito pior" contra a República Islâmica, com alguns veículos da mídia americana aludindo a uma possível operação militar em larga escala.

O conflito agora se espalhou para a costa do Mar Vermelho.

Após uma trégua de quatro anos entre os huthis e Riade — que fornecia apoio militar ao governo iemenita contra os rebeldes desde 2015 — as hostilidades entre os dois lados foram retomadas em 13 de julho.

Essa situação aumenta a incerteza em uma região crucial para o transporte global de hidrocarbonetos e impacta o preço do petróleo, que voltou a ultrapassar os 100 dólares esta semana, antes de recuar.

- "Escalada perigosa" -

Após atacar um aeroporto saudita na semana passada, os huthis reivindicaram neste sábado a responsabilidade pelo lançamento de um míssil contra a cidade costeira de Jizan, perto da fronteira com o Iêmen, segundo seu site de notícias Ansar Allah.

Um vídeo que circula nas redes sociais e foi verificado pela AFP mostra colunas de fumaça preta subindo acima da refinaria da gigante petrolífera saudita Aramco.

Anteriormente, os rebeldes iemenitas haviam relatado ataques sauditas ao porto de Hodeida, na costa oeste do país, e prometeram retaliar.

De acordo com a mídia huthi, duas pessoas ficaram feridas no bombardeio, que atingiu instalações de telecomunicações. Uma base naval também foi atingida, segundo uma fonte de segurança iemenita contatada pela AFP.

A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita afirmou ter "dado uma resposta decisiva" às instalações militares huthis em retaliação aos ataques desta semana contra dois navios sauditas no Mar Vermelho.

Embora seu porta-voz, Turki al-Maliki, tenha indicado no X que a ofensiva "foi concluída", os rebeldes condenaram "uma escalada perigosa".

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em entrevista ao jornal estatal Iran Daily neste sábado que não há "solução militar" para os confrontos entre os huthis e Riade, e instou os beligerantes ao "diálogo".

- "Mais sérios" -

Embora os huthis tenham anunciado na segunda-feira sua intenção de bloquear o tráfego marítimo saudita no Mar Vermelho e no Golfo de Aden, a navegação pelo estratégico Estreito de Bab el-Mandeb permanece estável por enquanto.

Essa rota tornou-se vital para Riade como alternativa ao bloqueio imposto por Teerã no Estreito de Ormuz, do outro lado da Península Arábica.

Diante desse novo desafio, Trump ameaçou os huthis e o Irã esta semana com "grandes ações militares".

Mas os rebeldes afirmaram que seu bloqueio marítimo não tem a intenção de paralisar a passagem.

Enquanto isso, no Estreito de Ormuz, a Guarda Revolucionária iraniana afirmou neste sábado que suas forças detiveram quatro embarcações que tentaram transitar pela hidrovia "por uma rota ilegal e insegura".

O exército ideológico iraniano acrescentou que os navios "mudaram de rumo".

Anteriormente, a agência britânica de segurança marítima UKMTO relatou um incidente envolvendo um petroleiro e "forças militares" no Golfo de Omã, próximo à passagem.

Apesar da retomada das hostilidades, o presidente dos EUA mantém os canais diplomáticos abertos e afirmou estar "conversando" com líderes iranianos.

"Acho que eles estão ficando cada vez mais sérios com o passar dos dias, talvez por um motivo óbvio", disse ele, referindo-se aos incessantes ataques dos EUA contra o Irã.

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F.Chaudhary--DT