Dubai Telegraph - Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis

EUR -
AED 4.235625
AFN 74.96697
ALL 91.668629
AMD 418.234188
ANG 2.064893
AOA 1057.609283
ARS 1739.139679
AUD 1.619615
AWG 2.076005
AZN 1.964491
BAM 1.954065
BBD 2.322239
BDT 141.933395
BGN 1.941573
BHD 0.434714
BIF 3447.029854
BMD 1.153336
BND 1.465437
BOB 13.899662
BRL 5.927109
BSD 1.152977
BTN 110.11178
BWP 15.594158
BYN 3.507586
BYR 22605.389984
BZD 2.318942
CAD 1.604037
CDF 2664.20682
CHF 0.943815
CLF 0.027893
CLP 1101.355735
CNY 7.739461
CNH 7.743448
COP 3593.864873
CRC 519.339001
CUC 1.153336
CUP 30.56341
CVE 110.167208
CZK 24.294739
DJF 205.327738
DKK 7.475504
DOP 68.089559
DZD 154.097118
EGP 59.676614
ERN 17.300043
ETB 188.33632
FJD 2.551122
FKP 0.854772
GBP 0.855827
GEL 2.984628
GGP 0.854772
GHS 13.242245
GIP 0.854772
GMD 85.347238
GNF 10137.265189
GTQ 8.805298
GYD 241.225872
HKD 9.046574
HNL 30.94653
HRK 7.534513
HTG 150.700801
HUF 366.911968
IDR 20401.36446
ILS 3.517617
IMP 0.854772
INR 110.628585
IQD 1510.452676
IRR 1585347.139309
ISK 139.946199
JEP 0.854772
JMD 181.958482
JOD 0.817733
JPY 178.54566
KES 149.552586
KGS 100.859227
KHR 4674.992043
KMF 491.321937
KPW 1038.002968
KRW 1567.256691
KWD 0.356219
KYD 0.960847
KZT 516.161821
LAK 25796.1017
LBP 103705.537953
LKR 379.453173
LRD 201.200529
LSL 18.731273
LTL 3.405502
LVL 0.697642
LYD 7.316505
MAD 10.930897
MDL 20.074181
MGA 4974.584235
MKD 61.470435
MMK 2421.377926
MNT 4151.472139
MOP 9.315391
MRU 46.304897
MUR 54.310366
MVR 17.772398
MWK 1999.325269
MXN 19.801618
MYR 4.698345
MZN 73.69416
NAD 18.731273
NGN 1528.308661
NIO 42.433437
NOK 10.778088
NPR 176.179612
NZD 2.002474
OMR 0.443457
PAB 1.152977
PEN 3.875243
PGK 5.130535
PHP 72.58464
PKR 319.644363
PLN 4.343943
PYG 6934.844181
QAR 4.214459
RON 5.252063
RSD 117.371587
RUB 98.124331
RWF 1701.289824
SAR 4.327404
SBD 9.249179
SCR 15.91474
SDG 693.737485
SEK 11.279646
SGD 1.46777
SHP 0.854291
SLE 28.429871
SLL 24184.874578
SOS 658.915104
SRD 43.558022
STD 23871.731253
STN 24.478696
SVC 10.089044
SYP 14995.677873
SZL 18.717385
THB 38.41782
TJS 10.648002
TMT 4.036677
TND 3.374505
TOP 2.776957
TRY 56.098047
TTD 7.82905
TWD 36.787387
TZS 3053.455323
UAH 51.466015
UGX 4519.987765
USD 1.153336
UYU 46.438577
UZS 13570.894757
VES 970.167948
VND 29989.048488
VUV 136.194933
WST 3.150335
XAF 655.957
XAG 0.018281
XAU 0.000269
XCD 3.116949
XCG 2.078046
XDR 0.815469
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 272.792855
ZAR 18.819968
ZMK 10381.368659
ZMW 22.282221
ZWL 371.373793
SSP 6512.001368
MXV 2.245377
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis
Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis / foto: Raul ARBOLEDA - AFP

Quase 60 países participam de primeiro encontro na Colômbia para superar as energias fósseis

Diante do idílico Mar do Caribe, cruzado por navios que transportam carvão, quase 60 governos se reúnem nesta terça (28) e quarta-feira em um encontro inédito na Colômbia para abandonar os combustíveis fósseis, apesar da dependência mundial desses poluentes.

Tamanho do texto:

A conferência organizada pela Colômbia e pelos Países Baixos em Santa Marta acontece em meio ao conflito no Oriente Médio, que colocou em xeque a segurança energética mundial e disparou os preços do petróleo.

À medida que os delegados chegavam na segunda-feira para esta reunião de alto nível, ativistas climáticos e povos indígenas protestavam contra os combustíveis fósseis nas ruas e praias desta cidade turística e, ao mesmo tempo, grande porto de exportação do carvão colombiano.

O encontro reúne desde países produtores de combustíveis fósseis, como Brasil, Canadá e Noruega, até pequenos Estados insulares ameaçados pelo aquecimento, como Tuvalu.

Não conta com os maiores emissores mundiais, como China, Estados Unidos e Rússia, mas para seus participantes isso é uma vantagem para evitar que atrapalhem as discussões, como costuma acontecer nas conferências do clima da ONU.

Na COP28 de Dubai, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar o petróleo, o gás e o carvão, os maiores poluentes do planeta.

No entanto, desde então não houve avanço. As emissões de gases de efeito estufa provenientes desses combustíveis voltaram a aumentar em 2025, até atingir um máximo histórico.

Além disso, os países gastam cinco vezes mais para apoiar essas fontes de energia, por exemplo, com subsídios, do que com as renováveis, segundo um estudo do Instituto Internacional de Desenvolvimento Sustentável.

Em Santa Marta, "há possibilidades reais" de romper essa dependência, disse à AFP a ex-presidente irlandesa Mary Robinson, ex-enviada especial da ONU para o Clima. "Nunca antes tínhamos tido o tempo e o espaço para fazer isso", acrescentou.

- O papel da ciência -

Cientistas apresentaram no domingo um "menu" com 12 medidas para orientar de forma concreta os Estados. Por exemplo, "parar todo novo projeto de extração ou de infraestrutura para as energias fósseis".

"Sem dúvida, não há nenhuma justificativa para fazer qualquer nova exploração dos combustíveis fósseis", afirma à AFP Carlos Nobre, renomado meteorologista brasileiro, presente em Santa Marta para lançar um painel científico que apoiará os países na transição.

Mesmo que não se faça nenhuma nova exploração, "a quantidade de combustíveis fósseis, petróleo, carbono e gás natural que já existem vai fazer a temperatura chegar até dois graus e meio em 2050", acrescenta.

Hoje o mundo está em +1,4 °C em relação ao século XIX, e as nações estabeleceram em 2015 o limite de 2 °C, ou mesmo de 1,5 °C, para evitar um efeito catastrófico para o futuro do planeta.

Mas substituir carros à gasolina, caldeiras a diesel e fábricas a gás por equivalentes movidos a energia solar ou eólica representa um esforço financeiro colossal.

Mesmo as nações mais decididas, como a Colômbia do presidente Gustavo Petro, reconhecem que ainda precisarão de décadas.

Outros países, como o Brasil, parecem inclusive reforçar sua política extrativista. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou na semana passada que a Petrobras trabalha com a mexicana Pemex para chegar a um acordo com o objetivo de explorar petróleo em águas profundas do Golfo do México.

O projeto foi duramente criticado pelo Greenpeace. "Repete um padrão histórico preocupante na América Latina, que continua apostando na extração de recursos naturais como motor de desenvolvimento, adiando indefinidamente a diversificação de sua base econômica e energética", disse à AFP Mariana Andrade, coordenadora de Oceanos do Greenpeace Brasil.

A.Ragab--DT