Dubai Telegraph - Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças

EUR -
AED 4.309944
AFN 74.510722
ALL 95.57072
AMD 435.060622
ANG 2.100187
AOA 1077.148486
ARS 1633.548543
AUD 1.629831
AWG 2.112056
AZN 1.993211
BAM 1.959164
BBD 2.36379
BDT 144.001343
BGN 1.957292
BHD 0.443092
BIF 3490.759371
BMD 1.173364
BND 1.497091
BOB 8.10951
BRL 5.833496
BSD 1.17363
BTN 111.330948
BWP 15.949538
BYN 3.311854
BYR 22997.94409
BZD 2.360374
CAD 1.592936
CDF 2722.205195
CHF 0.916978
CLF 0.026861
CLP 1057.166507
CNY 8.011909
CNH 8.014379
COP 4290.559811
CRC 533.570631
CUC 1.173364
CUP 31.094159
CVE 110.883606
CZK 24.384973
DJF 208.530081
DKK 7.47283
DOP 69.707775
DZD 155.375718
EGP 62.901366
ERN 17.600467
ETB 184.218309
FJD 2.572133
FKP 0.86981
GBP 0.862364
GEL 3.150465
GGP 0.86981
GHS 13.135802
GIP 0.86981
GMD 86.261344
GNF 10299.208702
GTQ 8.966273
GYD 245.529324
HKD 9.191257
HNL 31.235267
HRK 7.535234
HTG 153.739671
HUF 364.309138
IDR 20299.205753
ILS 3.464324
IMP 0.86981
INR 111.346365
IQD 1537.107488
IRR 1542974.31
ISK 143.79583
JEP 0.86981
JMD 183.895722
JOD 0.8319
JPY 184.517474
KES 151.574808
KGS 102.576112
KHR 4708.118921
KMF 492.81274
KPW 1055.852847
KRW 1729.938621
KWD 0.360563
KYD 0.97805
KZT 543.605835
LAK 25787.610236
LBP 105074.790218
LKR 375.090738
LRD 215.722741
LSL 19.548368
LTL 3.46464
LVL 0.709756
LYD 7.456676
MAD 10.834841
MDL 20.221182
MGA 4875.329696
MKD 61.641296
MMK 2463.692897
MNT 4198.415212
MOP 9.470045
MRU 46.922496
MUR 55.195536
MVR 18.134354
MWK 2043.41337
MXN 20.49469
MYR 4.657838
MZN 74.983831
NAD 19.547992
NGN 1613.012025
NIO 43.08605
NOK 10.87415
NPR 178.120952
NZD 1.986923
OMR 0.451158
PAB 1.1736
PEN 4.11581
PGK 5.092197
PHP 71.885593
PKR 327.075207
PLN 4.2554
PYG 7218.099854
QAR 4.275447
RON 5.201286
RSD 117.426757
RUB 87.924811
RWF 1715.458891
SAR 4.400387
SBD 9.443922
SCR 17.160502
SDG 704.60387
SEK 10.83886
SGD 1.493696
SHP 0.876035
SLE 28.894132
SLL 24604.862266
SOS 670.573522
SRD 43.951834
STD 24286.27602
STN 24.875327
SVC 10.269638
SYP 129.825834
SZL 19.547986
THB 38.158058
TJS 11.008297
TMT 4.112643
TND 3.381583
TOP 2.82518
TRY 52.975292
TTD 7.966424
TWD 37.016146
TZS 3056.614692
UAH 51.56859
UGX 4413.009001
USD 1.173364
UYU 46.804945
UZS 14007.043283
VES 569.771431
VND 30925.194614
VUV 139.051108
WST 3.182386
XAF 657.132804
XAG 0.015821
XAU 0.000254
XCD 3.171076
XCG 2.115166
XDR 0.818678
XOF 657.66984
XPF 119.331742
YER 280.024184
ZAR 19.564801
ZMK 10561.688152
ZMW 21.917216
ZWL 377.822888
Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças
Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças / foto: Frederic J. Brown - AFP

Começa julgamento nos EUA contra redes sociais acusadas de gerar dependência em crianças

Um julgamento histórico sobre redes sociais começou formalmente na segunda-feira (9) em um tribunal civil na Califórnia, onde um júri popular deverá determinar se o YouTube ou o Instagram desenvolveram deliberadamente suas plataformas para gerar dependência em crianças.

Tamanho do texto:

O resultado pode estabelecer um precedente judicial de responsabilidade civil dos operadores destas redes sociais.

"Este caso diz respeito a duas das corporações mais ricas da história que projetaram o vício nos cérebros das crianças", disse ao júri em sua declaração inicial o advogado dos demandantes, Mark Lanier.

"Vou mostrar-lhes provas de que estas empresas construíram máquinas concebidas para viciar os cérebros das crianças, e o fizeram de propósito", acrescentou.

O julgamento em Los Angeles, perante a juíza Carolyn Kuhl, centra-se nas acusações de uma mulher de 20 anos, identificada como Kaley G.M., que sofreu grave dano mental por ter se tornado dependente das redes sociais quando era criança.

Os réus são os gigantes tecnológicos Alphabet, matriz do Google, proprietário do YouTube, e a Meta, dona do Instagram.

Foram convocados a depor o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em 18 de fevereiro, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, a partir de quarta-feira.

Espera-se também que a Justiça convoque Neil Mohan, diretor do YouTube, para testemunhar.

- "Engajar os usuários" -

As empresas são acusadas em centenas de processos de levar jovens à dependência em conteúdo, o que resulta em depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios.

Em seu argumento inicial, Lanier apresentou vários documentos internos do Google e da Meta em apoio à sua tese, a da intencionalidade. Um deles, de uma apresentação no Google, menciona como objetivo declarado "o vício dos internautas". "Essa é a doutrina deles", ressaltou o advogado.

Lanier também exibiu um e-mail interno enviado por Zuckerberg que, segundo ele, instava suas equipes a reverter o desengajamento dos mais jovens no Instagram.

O advogado lembrou o modelo econômico da Meta e do Google, amplamente baseado em publicidade, cujos preços dependem da audiência, ou seja, do tempo que os usuários passam nas plataformas.

"O que vendem aos anunciantes não é um produto", explicou, "é o acesso à Kaley", que estará presente na audiência para testemunhar.

Em contrapartida, o advogado da Meta, Paul Schmidt, replicou que a deterioração do estado psicológico da autora se devia a problemas familiares.

"Se você tirasse o Instagram e todo o resto continuasse igual na vida de Kaley, a vida dela seria completamente diferente, ou ela continuaria lidando com as mesmas coisas que enfrenta hoje?", perguntou Schmidt ao fazer referência aos prontuários médicos da jovem, que foram incluídos como prova.

Schmidt detalhou que Kaley só mencionou as redes sociais em 20 de suas 260 sessões de terapia e que chegou a considerar que o Instagram tinha um efeito positivo sobre ela.

Os advogados do YouTube apresentarão sua argumentação ao júri nesta terça-feira (10).

- Saúde mental -

A defesa dos demandantes repete a estratégia utilizada nas décadas de 1990 e 2000 contra a indústria do tabaco, condenada por oferecer um produto nocivo.

"É a primeira vez que uma empresa de redes sociais tem que enfrentar um júri por causar danos a menores", declarou à AFP Matthew Bergman, fundador do Social Media Victims Law Center, cuja equipe trata de mais de 1.000 casos deste tipo.

Os gigantes tecnológicos invocam a Lei de Decência nas Comunicações dos Estados Unidos para isentá-los de qualquer responsabilidade pelo que os usuários das redes sociais publicam. No entanto, os autores do processo sustentam que tais empresas são culpadas de manter um modelo de negócios baseado em algoritmos que captam a atenção da população através de conteúdos com potencial para prejudicar sua saúde mental.

O caso é considerado um processo indicativo para inúmeros litígios semelhantes em todo o país.

Z.W.Varughese--DT