Dubai Telegraph - Aumento vertiginoso dos custos de saúde gera pânico nos EUA

EUR -
AED 4.393893
AFN 78.953262
ALL 96.712183
AMD 453.508778
ANG 2.141423
AOA 1096.982427
ARS 1727.451153
AUD 1.698153
AWG 2.153291
AZN 2.038317
BAM 1.958071
BBD 2.409094
BDT 146.15954
BGN 2.008985
BHD 0.450954
BIF 3552.929735
BMD 1.196273
BND 1.513155
BOB 8.264587
BRL 6.209182
BSD 1.196087
BTN 110.048653
BWP 15.598093
BYN 3.378819
BYR 23446.943706
BZD 2.40559
CAD 1.614436
CDF 2700.552296
CHF 0.916189
CLF 0.026045
CLP 1028.388088
CNY 8.312181
CNH 8.311936
COP 4359.217493
CRC 591.786453
CUC 1.196273
CUP 31.701225
CVE 110.804782
CZK 24.31101
DJF 212.601738
DKK 7.467074
DOP 75.365224
DZD 154.565403
EGP 56.018941
ERN 17.94409
ETB 186.066631
FJD 2.620557
FKP 0.868017
GBP 0.866818
GEL 3.223992
GGP 0.868017
GHS 13.105188
GIP 0.868017
GMD 87.921452
GNF 10468.58156
GTQ 9.177646
GYD 250.240271
HKD 9.337171
HNL 31.565615
HRK 7.533166
HTG 156.781862
HUF 380.306994
IDR 20082.72598
ILS 3.701501
IMP 0.868017
INR 109.882846
IQD 1566.917574
IRR 50392.985067
ISK 145.000343
JEP 0.868017
JMD 187.6777
JOD 0.848092
JPY 183.222907
KES 154.40293
KGS 104.613833
KHR 4810.580119
KMF 492.864764
KPW 1076.725699
KRW 1713.94742
KWD 0.366574
KYD 0.996756
KZT 600.856975
LAK 25728.844638
LBP 107110.745044
LKR 370.069269
LRD 221.276674
LSL 18.872091
LTL 3.532282
LVL 0.723613
LYD 7.513716
MAD 10.831664
MDL 20.118337
MGA 5353.320097
MKD 61.634363
MMK 2512.666424
MNT 4266.975685
MOP 9.616255
MRU 47.712345
MUR 54.011532
MVR 18.494352
MWK 2074.00578
MXN 20.611939
MYR 4.698357
MZN 76.274769
NAD 18.872091
NGN 1660.235465
NIO 44.021063
NOK 11.418823
NPR 176.078245
NZD 1.969161
OMR 0.459945
PAB 1.196087
PEN 4.00004
PGK 5.19803
PHP 70.595039
PKR 334.579101
PLN 4.204623
PYG 8026.310264
QAR 4.360258
RON 5.097551
RSD 117.40341
RUB 90.022504
RWF 1745.124288
SAR 4.486872
SBD 9.663103
SCR 16.582304
SDG 719.559071
SEK 10.538893
SGD 1.512627
SHP 0.897514
SLE 29.066997
SLL 25085.238207
SOS 682.391552
SRD 45.462545
STD 24760.428343
STN 24.528452
SVC 10.46614
SYP 13230.266835
SZL 18.865884
THB 37.449369
TJS 11.171559
TMT 4.186954
TND 3.425373
TOP 2.880337
TRY 51.937248
TTD 8.118417
TWD 37.536041
TZS 3068.439642
UAH 51.190079
UGX 4254.935589
USD 1.196273
UYU 45.262503
UZS 14554.8832
VES 428.83521
VND 31103.08859
VUV 143.037152
WST 3.250046
XAF 656.718773
XAG 0.010292
XAU 0.000222
XCD 3.232987
XCG 2.155701
XDR 0.815887
XOF 656.718773
XPF 119.331742
YER 285.195798
ZAR 18.827632
ZMK 10767.891779
ZMW 23.652436
ZWL 385.199301
Aumento vertiginoso dos custos de saúde gera pânico nos EUA
Aumento vertiginoso dos custos de saúde gera pânico nos EUA / foto: RHONA WISE - AFP

Aumento vertiginoso dos custos de saúde gera pânico nos EUA

Rachel Mosley, professora de pré-escola que mora na Flórida, descobriu recentemente que o plano de saúde de sua família vai triplicar quando os subsídios do governo expirarem no ano que vem.

Tamanho do texto:

Assim como quase 20 milhões de americanos de classe média, Mosley e o marido se beneficiaram dos subsídios relacionados à Lei de Assistência Médica Acessível (Affordable Care Act), conhecida como "Obamacare".

No entanto, esses subsídios expiram no final do ano, sob o governo do presidente Donald Trump, e os republicanos se recusam a negociar sua prorrogação, algo que os democratas defendem.

Essa questão explosiva está no centro da batalha orçamentária bipartidária no Congresso, que gerou a paralisação (shutdown) do governo federal há um mês.

Com a renovação dos planos de saúde e a abertura das inscrições em novembro, milhares de famílias em todo o país estão descobrindo os novos valores.

"Derramei algumas lágrimas na varanda de casa", disse à AFP Mosley, mãe de cinco filhos e que ganha cerca de 24 mil dólares (129 mil reais) por ano como professora.

Somado ao salário do marido, que trabalha como auxiliar médico, ela diz que o plano de saúde consumiria "um terço" da renda deles. "Não consigo nem imaginar como iríamos arcar com isso", acrescentou.

Mosley, de 46 anos, trabalha em meio período porque sofreu um ataque cardíaco no ano passado, apesar de acreditar que gozava de boa saúde. Portanto, cancelar o plano não é uma opção.

"Se eu tivesse que ir ao hospital por causa de um ataque cardíaco ou um AVC... Como eu pagaria a conta?", acrescentou. "Eu realmente não teria condições".

Essa é uma situação que se repete por todo o país. Audrey Horn, uma aposentada de 60 anos de Nebraska, sente um medo semelhante.

Seu plano de saúde, totalmente coberto pelo governo hoje, está prestes a aumentar de 1.740 dólares (9.367 reais) para mais de 2.430 dólares (13.082 reais), e seu subsídio substancial está em risco.

O marido de Horn trabalha em uma pequena construtora e recebe por hora. Ele diz que eles já estão sentindo o impacto da inflação e simplesmente não teriam condições de arcar com um aumento tão significativo no plano de saúde.

- Carga social -

Nos Estados Unidos, cerca de metade dos trabalhadores recebe plano de saúde por meio de seus empregadores. Mas o restante — funcionários de pequenas empresas, autônomos, trabalhadores de meio período e terceirizados — é coberto pelo "Obamacare".

O programa de subsídios foi criado para "reduzir a diferença" entre o alto custo da assistência médica e o que as pessoas realmente podiam pagar, explicou Mark Shepard, economista e especialista em políticas públicas de Harvard.

Os subsídios aumentaram durante a pandemia de covid-19, mas agora podem inclusive desaparecer, mesmo com o custo de vida em constante ascensão.

O KFF, um 'think tank' de saúde pública, afirma que o fim dos subsídios pode fazer com que o custo médio do seguro saúde, de 888 dólares (4.780 reais) em 2025, dispare para 1.906 dólares (10.261 reais) no próximo ano.

O Escritório de Orçamento do Congresso estima que esse aumento drástico fará com que quatro milhões de americanos percam seus planos de saúde.

"Haverá um fardo para toda a sociedade", disse Shepard, porque as pessoas continuarão indo à emergência, mas sem plano. Quando isso acontece, as pessoas acumulam dívidas que facilmente chegam a dezenas de milhares de dólares e, quando não conseguem pagá-las, "hospitais e governos locais acabam arcando com o peso desse custo", explicou Shepard.

Mosley ligou e escreveu para senadores republicanos da Flórida pedindo que reconsiderassem sua posição, mas não obteve resposta.

Do outro lado do país, a família de Claire Hartley, dona de um estúdio de ioga na Califórnia, verá seu plano de saúde subir de 1.100 dólares (5.922 reais) para 2.022 dólares (10.885 reais) no ano que vem.

Por isso, ela pede a seus representantes democratas que "se mantenham firmes".

"Quanto mais os republicanos esperarem, mais pessoas receberão esses avisos" de aumentos e "isso pode levar a uma pressão maior sobre os membros do Congresso para que façam uma mudança", avalia.

U.Siddiqui--DT