Dubai Telegraph - Paris exibe arte contemporânea autóctone da Amazônia

EUR -
AED 4.382198
AFN 78.754674
ALL 96.774708
AMD 453.149301
ANG 2.136006
AOA 1094.207135
ARS 1723.102862
AUD 1.703562
AWG 2.147844
AZN 2.027442
BAM 1.958133
BBD 2.409352
BDT 146.164116
BGN 2.003902
BHD 0.44984
BIF 3543.996936
BMD 1.193246
BND 1.513406
BOB 8.265053
BRL 6.196645
BSD 1.1962
BTN 110.054406
BWP 15.599563
BYN 3.379194
BYR 23387.630134
BZD 2.405847
CAD 1.612422
CDF 2693.762547
CHF 0.916294
CLF 0.025959
CLP 1024.998187
CNY 8.291151
CNH 8.289429
COP 4358.929228
CRC 591.891888
CUC 1.193246
CUP 31.621031
CVE 110.398824
CZK 24.32057
DJF 213.014461
DKK 7.467264
DOP 75.160557
DZD 154.348858
EGP 55.874598
ERN 17.898697
ETB 185.131832
FJD 2.622039
FKP 0.865821
GBP 0.867049
GEL 3.215789
GGP 0.865821
GHS 13.067895
GIP 0.865821
GMD 87.70765
GNF 10498.001207
GTQ 9.178126
GYD 250.254403
HKD 9.315604
HNL 31.597639
HRK 7.540838
HTG 156.807821
HUF 381.264314
IDR 20023.868432
ILS 3.681565
IMP 0.865821
INR 109.70767
IQD 1563.749454
IRR 50265.506279
ISK 145.027398
JEP 0.865821
JMD 187.696961
JOD 0.846036
JPY 183.553496
KES 154.250804
KGS 104.349672
KHR 4801.014384
KMF 491.617467
KPW 1074.001913
KRW 1714.128315
KWD 0.365981
KYD 0.996775
KZT 600.868221
LAK 25678.663363
LBP 107122.636637
LKR 370.091721
LRD 221.344446
LSL 18.781995
LTL 3.523347
LVL 0.721783
LYD 7.487624
MAD 10.8345
MDL 20.12057
MGA 5321.878904
MKD 61.653933
MMK 2506.310149
MNT 4256.181546
MOP 9.616435
MRU 47.574622
MUR 54.20887
MVR 18.435607
MWK 2072.668697
MXN 20.600147
MYR 4.698762
MZN 76.069502
NAD 18.865481
NGN 1659.806193
NIO 43.189568
NOK 11.43188
NPR 176.109616
NZD 1.971279
OMR 0.458799
PAB 1.196155
PEN 3.989617
PGK 5.083822
PHP 70.236878
PKR 333.900229
PLN 4.209046
PYG 8027.167678
QAR 4.344732
RON 5.098262
RSD 117.403788
RUB 89.791784
RWF 1733.190447
SAR 4.47538
SBD 9.615301
SCR 17.094249
SDG 717.748765
SEK 10.549557
SGD 1.511223
SHP 0.895244
SLE 29.085359
SLL 25021.780252
SOS 681.970209
SRD 45.34754
STD 24697.792058
STN 24.610708
SVC 10.466336
SYP 13196.79832
SZL 18.849358
THB 37.471506
TJS 11.172143
TMT 4.188295
TND 3.373606
TOP 2.873051
TRY 51.903114
TTD 8.118705
TWD 37.455406
TZS 3036.811959
UAH 51.195332
UGX 4255.17589
USD 1.193246
UYU 45.264869
UZS 14555.155623
VES 437.738577
VND 30910.452286
VUV 142.675312
WST 3.241825
XAF 656.725554
XAG 0.010797
XAU 0.00023
XCD 3.224808
XCG 2.155741
XDR 0.816831
XOF 653.262056
XPF 119.331742
YER 284.471219
ZAR 18.895594
ZMK 10740.668787
ZMW 23.654963
ZWL 384.224865
Paris exibe arte contemporânea autóctone da Amazônia
Paris exibe arte contemporânea autóctone da Amazônia / foto: FRANCK FIFE - AFP/Arquivos

Paris exibe arte contemporânea autóctone da Amazônia

De urnas funerárias ancestrais a imagens de rostos com pinturas fluorescentes, passando por cocares de penas recém-fabricados, uma exposição em Paris destaca o diálogo entre a tradição e a arte contemporânea indígena da Amazônia.

Tamanho do texto:

Obras contemporâneas como as instalações em cerâmica da brasileira Kássia Borges Mytara ou as delicadas pinturas de florestas do colombiano Abel Rodríguez convivem com ornamentos tribais atuais e peças antigas da bacia amazônica no museu parisiense Quai Branly, que abriga a exposição 'Amazônia. Criações e futuros autóctones'.

Na mostra, aberta desde terça-feira e que vai até 18 de janeiro de 2026, quis-se apresentar a Amazônia "de um ponto de vista cultural em vez de biológico, mostrar que realmente é uma região de grande diversidade cultural", explica à AFP um dos seus curadores, Leandro Varison, antropólogo brasileiro e diretor adjunto do departamento de pesquisa do museu.

Essas "culturas estão vivas e são dinâmicas", acrescenta.

Uma parede revestida de cocares circulares com penas brancas e azuis recebe o visitante no início da exposição. São criações da comunidade Karajá, no centro do Brasil, feitas neste mesmo ano para um dos seus rituais.

Esses ornamentos são "arte contemporânea", diz Varison. "Esse patrimônio está vivo, continua sendo praticado, esses cocares são feitos não apenas para serem exibidos atrás de vitrines, mas para serem usados, para dançar..."

Ao lado dessas peças artesanais, as imagens do brasileiro Paulo Desana mostram rostos com desenhos tradicionais em tintas fluorescentes sobre fundo preto.

Com essas obras, esse fotógrafo e cineasta busca "recuperar as culturas como uma espécie de memória ancestral, mas também dessa construção de imagens de si próprio, imagens como espíritos", explica o artista e ativista brasileiro Denilson Baniwa, também curador da mostra.

- 'Repatriar os conhecimentos' -

A exposição não segue uma ordem cronológica e alterna peças que podem remontar a vários séculos, como um conjunto de urnas funerárias, com obras atuais de artistas provenientes de quase todos os países que formam a bacia amazônica.

As pinturas do peruano Brus Rubio Churay mostram uma floresta exuberante com cores vivas e intensas. Em uma delas, algumas figuras dançam com máscaras brancas... as mesmas máscaras que estão realmente na coleção do museu.

"Um dos diálogos que nós estamos tentando fazer aqui também é de contar um pouco como artistas contemporâneos e indígenas conseguem, a partir do acesso ao acervo do museu, reconstruir parte da sua cultura que foi perdida com a violência colonial", afirma Baniwa.

Esses autores pensam neste gesto como uma "recriação", mas também como uma "repatriação".

"Eles não querem repatriar os objetos, mas querem repatriar as coleções que no museu são depositadas", acrescenta.

A mostra se encerra com alguns objetos cotidianos que puderam ser recuperados de grupos isolados, conhecidos como povos indígenas em isolamento voluntário. Na Amazônia, há dados que apontam para mais de uma centena desse tipo de comunidades.

São objetos aparentemente simples, como recipientes, mas servem para perguntar o que significa "isolar-se", conta Varison.

"Estão isolados de nós, mas nós também estamos isolados deles", afirma.

I.Mansoor--DT