Dubai Telegraph - Marcha do Orgulho em Budapeste tem participação recorde, apesar da proibição de Orban

EUR -
AED 4.211486
AFN 73.392602
ALL 95.511641
AMD 432.776502
ANG 2.052798
AOA 1051.580464
ARS 1599.186668
AUD 1.62941
AWG 2.06417
AZN 1.950449
BAM 1.94531
BBD 2.313047
BDT 140.920119
BGN 1.960169
BHD 0.433004
BIF 3405.881169
BMD 1.146761
BND 1.466391
BOB 7.93593
BRL 6.036436
BSD 1.148467
BTN 106.502991
BWP 15.573934
BYN 3.500381
BYR 22476.522195
BZD 2.309755
CAD 1.574022
CDF 2603.148425
CHF 0.908642
CLF 0.026592
CLP 1050.009345
CNY 7.881748
CNH 7.906334
COP 4249.966319
CRC 536.388929
CUC 1.146761
CUP 30.389175
CVE 111.292911
CZK 24.477592
DJF 203.802596
DKK 7.472515
DOP 68.8632
DZD 152.083519
EGP 60.016896
ERN 17.20142
ETB 180.041818
FJD 2.547878
FKP 0.859439
GBP 0.864108
GEL 3.113471
GGP 0.859439
GHS 12.505443
GIP 0.859439
GMD 84.860476
GNF 10068.564133
GTQ 8.797447
GYD 240.269731
HKD 8.987852
HNL 30.46977
HRK 7.532964
HTG 150.507919
HUF 393.566201
IDR 19547.579065
ILS 3.555017
IMP 0.859439
INR 106.869957
IQD 1502.257351
IRR 1507991.1572
ISK 143.184423
JEP 0.859439
JMD 180.327622
JOD 0.81304
JPY 183.209461
KES 148.56283
KGS 100.284227
KHR 4598.51312
KMF 490.81355
KPW 1032.060433
KRW 1720.520044
KWD 0.351666
KYD 0.956973
KZT 554.013278
LAK 24598.030854
LBP 102677.599768
LKR 357.611656
LRD 210.258849
LSL 19.288459
LTL 3.386088
LVL 0.693664
LYD 7.316422
MAD 10.749454
MDL 20.022635
MGA 4781.995185
MKD 61.659536
MMK 2408.317428
MNT 4095.201402
MOP 9.271518
MRU 46.007743
MUR 53.336139
MVR 17.728851
MWK 1990.777689
MXN 20.463899
MYR 4.513082
MZN 73.288912
NAD 19.28872
NGN 1554.469271
NIO 42.10929
NOK 11.010216
NPR 170.399271
NZD 1.976713
OMR 0.440915
PAB 1.148462
PEN 3.930523
PGK 4.934227
PHP 68.56507
PKR 320.28889
PLN 4.274375
PYG 7422.45819
QAR 4.178814
RON 5.091961
RSD 117.46143
RUB 96.189227
RWF 1673.12479
SAR 4.305733
SBD 9.22597
SCR 16.555096
SDG 689.203537
SEK 10.783811
SGD 1.471255
SHP 0.860368
SLE 28.266974
SLL 24047.024259
SOS 655.374556
SRD 42.860185
STD 23735.644363
STN 24.655369
SVC 10.048683
SYP 126.815474
SZL 19.288658
THB 37.601954
TJS 10.984502
TMT 4.013665
TND 3.345673
TOP 2.761126
TRY 50.819993
TTD 7.784751
TWD 36.749342
TZS 2985.856443
UAH 50.506773
UGX 4320.626598
USD 1.146761
UYU 46.509209
UZS 13961.819533
VES 517.123814
VND 30171.290762
VUV 137.14447
WST 3.134906
XAF 652.393596
XAG 0.015051
XAU 0.000237
XCD 3.09918
XCG 2.069767
XDR 0.810623
XOF 649.567364
XPF 119.331742
YER 273.588579
ZAR 19.457332
ZMK 10322.223659
ZMW 22.458019
ZWL 369.256682
Marcha do Orgulho em Budapeste tem participação recorde, apesar da proibição de Orban
Marcha do Orgulho em Budapeste tem participação recorde, apesar da proibição de Orban / foto: Attila KISBENEDEK - AFP

Marcha do Orgulho em Budapeste tem participação recorde, apesar da proibição de Orban

Com bandeiras do arco-íris tremulando bem alto, dezenas de milhares de pessoas participaram, neste sábado (28), da Marcha do Orgulho em Budapeste, proibida pelo governo húngaro e transformada em um ato de desafio ao primeiro-ministro ultraconservador Viktor Orban.

Tamanho do texto:

Embora não haja números oficiais disponíveis, os organizadores estimaram que cerca de 200 mil as pessoas que compareceram à marcha, uma participação muito superior ao recorde anterior, de 35 mil.

Para Orban e seu partido, o Fidesz, "este sucesso significativo do Pride [Orgulho] é muito embaraçoso" e terá "repercussões" políticas, disse à AFP o analista Szabolcs Pek.

A manifestação começou por volta das 15h locais (10h em Brasília) perto da Prefeitura da capital húngara, decorada com as cores do arco-íris e sob um sol escaldante. Quatro horas depois, ainda não havia terminado.

Entre os participantes, muitos contaram que era sua primeira vez em uma Marcha do Orgulho, como Zoltan, de 66 anos. "Estou orgulhoso de ser gay e tenho muito medo de que o governo queira nos humilhar. Estou surpreso que haja tantas pessoas", afirmou ele, emocionado.

Marcell Szanto, um estudante de 22 anos e "aliado heterossexual" da comunidade LGBTQIA+, citou uma "experiência formidável", longe do "ódio que costuma caracterizar o ambiente na Hungria".

- Câmeras de vigilância -

A fim de evitar imagens de repressão violenta, Orban descartou qualquer intervenção das forças de segurança. Mas ao mesmo tempo, ameaçou gays, lésbicas e pessoas trans com consequências legais.

Toda a Europa está de olho neste país de 9,6 milhões de habitantes. Bruxelas condenou a proibição, uma repressão inédita dos direitos LGBTQIA+ na União Europeia.

Akos Horvath, um estudante de 18 anos que viajou para a capital da Hungria de uma cidade no sul do país, afirmou que participar da marcha tem "uma importância simbólica". "Não se trata apenas de representar as pessoas gays, mas de defender os direitos do povo húngaro", declarou à AFP.

Trinta e três países apoiaram a Marcha, mas o ministro da Justiça húngaro advertiu os diplomatas na capital que se participarem de um evento proibido terão que enfrentar as consequências.

Dezenas de eurodeputados também compareceram, em aberto desafio à proibição.

As autoridades instalaram câmeras ao longo do trajeto da marcha, equipadas com sistemas de reconhecimento facial.

O governo advertiu que as multas podem chegar a 500 euros (R$ 3,2 mil, na cotação atual) e que organizar uma marcha proibida ou convocar a participação na mesma pode ser punido com até um ano de prisão.

Vários grupos de extrema direita anunciaram contramanifestações no mesmo trajeto da Marcha do Orgulho, onde colocaram uma cruz de madeira adornada com mensagens de protesto. Estas manifestações foram autorizadas pelo governo.

- Gol contra -

"Obrigado, Viktor Orban, por promover uma sociedade mais tolerante", ironizou no Facebook o prefeito de Budapeste, Gergely Karacsony (centro-esquerda), que manteve o ato, argumentando que um evento municipal não precisa de autorização do governo central.

"Em vez de marcar pontos", o governo "marcou um enorme gol" contra ao tentar impedir o evento de hoje, apontou outro opositor, Peter Magyar, que lidera as pesquisas para as eleições legislativas de 2026.

Segundo o analista político Daniel Mikecz, o governo tenta "intimidar as pessoas", sem levar em conta que a proibição da marcha viola os tratados europeus assinados pela Hungria quando o país se uniu à União Europeia, em 2004.

O governo assegura que os menores não devem ser expostos à homossexualidade e à transidentidade ou ao que qualifica de "depravação".

O Executivo húngaro aprovou, em março, uma lei que proíbe marchas como as do Orgulho e também emendou a Constituição para restringir os direitos LGBTQIA+, em nome dos direitos das crianças.

Encorajado pela ofensiva do presidente americano, Donald Trump, contra os programas de promoção da diversidade, Orban esperava "polarizar a sociedade", de acordo com cientistas políticos, um método que em outras ocasiões lhe deu bons resultados.

Antes de Orban voltar ao poder, em 2010, a Hungria era um dos países mais progressistas da região.

A homossexualidade havia sido descriminalizada no começo da década de 1960 e a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi reconhecida em 1996. Mas Orban foi mudando gradualmente a situação.

"Repugnante... Virou moda isso de nos exibirmos", declarou à AFP uma mulher que se identificou apenas como Katalin, a favor da proibição imposta pelo governo.

As marchas do Orgulho costumam ser realizadas em junho, em comemoração aos chamados distúrbios de Stonewall, ocorridos em Nova York em 28 de junho de 1969, após uma operação policial em um bar gay.

Y.Amjad--DT