Dubai Telegraph - Países aprovam plano de última hora na COP16 para financiar biodiversidade

EUR -
AED 4.256604
AFN 72.432879
ALL 96.074129
AMD 437.254458
ANG 2.074425
AOA 1062.659363
ARS 1619.517095
AUD 1.663881
AWG 2.085917
AZN 1.973326
BAM 1.9561
BBD 2.334559
BDT 142.231841
BGN 1.980821
BHD 0.437678
BIF 3435.969361
BMD 1.158843
BND 1.483141
BOB 8.027267
BRL 6.110111
BSD 1.159078
BTN 108.61049
BWP 15.882919
BYN 3.431557
BYR 22713.321918
BZD 2.331258
CAD 1.593809
CDF 2634.050312
CHF 0.916436
CLF 0.026796
CLP 1058.324828
CNY 7.973415
CNH 7.990292
COP 4306.075006
CRC 540.087598
CUC 1.158843
CUP 30.709338
CVE 110.380095
CZK 24.446661
DJF 206.417042
DKK 7.471443
DOP 69.385728
DZD 153.71935
EGP 61.076838
ERN 17.382644
ETB 182.372874
FJD 2.574714
FKP 0.865714
GBP 0.865036
GEL 3.146206
GGP 0.865714
GHS 12.637209
GIP 0.865714
GMD 84.595281
GNF 10174.640968
GTQ 8.876363
GYD 242.593534
HKD 9.070159
HNL 30.73225
HRK 7.530188
HTG 151.984651
HUF 389.902558
IDR 19591.398997
ILS 3.618253
IMP 0.865714
INR 108.774793
IQD 1518.084271
IRR 1523936.427911
ISK 143.800676
JEP 0.865714
JMD 182.918089
JOD 0.821571
JPY 183.930975
KES 150.1631
KGS 101.339078
KHR 4652.754866
KMF 492.508173
KPW 1042.925224
KRW 1733.675267
KWD 0.355
KYD 0.965978
KZT 559.565928
LAK 24973.065545
LBP 103774.386694
LKR 364.349094
LRD 212.753766
LSL 19.526088
LTL 3.421762
LVL 0.700973
LYD 7.410824
MAD 10.849142
MDL 20.273726
MGA 4826.580671
MKD 61.580327
MMK 2433.140213
MNT 4135.877336
MOP 9.341578
MRU 46.481413
MUR 57.02801
MVR 17.90359
MWK 2012.910493
MXN 20.657755
MYR 4.584964
MZN 74.050274
NAD 19.491496
NGN 1599.180087
NIO 42.55284
NOK 11.214853
NPR 173.772685
NZD 1.989549
OMR 0.445526
PAB 1.159078
PEN 4.024644
PGK 4.989396
PHP 69.455258
PKR 323.607137
PLN 4.270288
PYG 7563.161419
QAR 4.222809
RON 5.094736
RSD 117.460436
RUB 93.28723
RWF 1691.910714
SAR 4.349934
SBD 9.330676
SCR 17.323955
SDG 696.46457
SEK 10.800884
SGD 1.48194
SHP 0.869432
SLE 28.449614
SLL 24300.369889
SOS 662.273966
SRD 43.271278
STD 23985.709473
STN 25.065773
SVC 10.142558
SYP 128.605547
SZL 19.527019
THB 37.835064
TJS 11.122096
TMT 4.05595
TND 3.366401
TOP 2.790215
TRY 51.391504
TTD 7.875277
TWD 37.015757
TZS 2978.226198
UAH 50.906737
UGX 4340.666564
USD 1.158843
UYU 47.237254
UZS 14143.678327
VES 529.016856
VND 30543.623764
VUV 138.433325
WST 3.185514
XAF 656.060577
XAG 0.016612
XAU 0.000263
XCD 3.131831
XCG 2.089039
XDR 0.81601
XOF 658.797973
XPF 119.331742
YER 276.55816
ZAR 19.711049
ZMK 10430.973939
ZMW 21.936369
ZWL 373.146959
Países aprovam plano de última hora na COP16 para financiar biodiversidade
Países aprovam plano de última hora na COP16 para financiar biodiversidade / foto: Alberto Pizzoli - AFP

Países aprovam plano de última hora na COP16 para financiar biodiversidade

Os países reunidos em Roma para concluir a grande conferência da ONU sobre biodiversidade aprovaram, nesta quinta-feira (27), um plano de última hora para financiar a preservação da natureza, o último obstáculo das conversas consideradas um teste para a cooperação internacional.

Tamanho do texto:

Quatro meses depois de seu fracasso na Colômbia, os países ricos e em desenvolvimento estabeleceram compromissos mútuos para a adoção de um plano de trabalho de cinco anos, destinado a desbloquear os bilhões de dólares necessários para deter a destruição da natureza e distribuir melhor o dinheiro aos países pobres.

Uma longa ovação dos delegados dos cerca de 150 países pôs fim a uma reunião carregada de emoção, após alcançar decisões-chave nos momentos finais do terceiro e último dia de negociações.

A 16ª Conferência do Convênio sobre a Diversidade Biológica (CBD) foi retomada na terça-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália.

"O aplauso é para todos vocês. Fizeram um grande trabalho", declarou a presidente da COP16, a ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Susana Muhamad.

"Nossos esforços mostram que o multilateralismo pode trazer esperança em um período de incerteza geopolítica", declarou o ministro do Meio Ambiente do Canadá, Steven Guilbeault.

- 30% do planeta protegido -

O pacto permite, segundo Muhamad, "apagar um pouco o fantasma de Cali". A cidade colombiana reuniu 23 mil participantes, mas a conferência terminou em 2 de novembro sem um acordo, após uma noite de disputas ásperas.

A decisão marca o caminho a ser seguido em matéria de financiamento, dois anos depois de um acordo histórico para deter a destruição da natureza nesta década e proteger a fauna e os ecossistemas dos quais os humanos dependem para alimentação, regulação do clima e prosperidade econômica.

Também estabelece dois caminhos de atuação para os próximos anos: encontrar os bilhões de dólares necessários de financiamento adicional para a biodiversidade e decidir quais instituições vão aportar esse dinheiro.

Os países também adotaram regras e indicadores fiáveis que devem medir e verificar os esforços da humanidade para salvar a natureza daqui até a COP17 em 2026, na Armênia.

Muhamad comemorou que se deu "braços, pernas e músculos" ao acordo de Kunming-Montreal, em virtude do qual os países se comprometeram em 2022 a alcançar 23 objetivos para deter a destruição da natureza antes de 2030.

O mais emblemático desses objetivos prevê colocar 30% das terras e mares em áreas protegidas (contra os 17% e 8% atuais, segundo a ONU).

Outro objetivo é aumentar o gasto em proteção da natureza para 200 bilhões de dólares anuais até 2030, incluídos 30 bilhões de ajuda dos países desenvolvidos aos países pobres (contra cerca de 15 bilhões em 2022).

- Brasil, crucial nas negociações -

O acordo alcançado em Roma adia para 2028, durante a COP18, a decisão sobre se será criado um fundo específico sob autoridade da CBD, como reivindicam os países africanos, ou se haverá uma reforma dos instrumentos existentes, como o Fundo Mundial para o Meio Ambiente, para ser mais acessíveis para os países em desenvolvimento.

Com este marco financeiro, "temos o prato, agora falta encontrar a comida", disse Daniel Mukubi, representante da República Democrática do Congo, habitualmente inflexível nessas reuniões.

Nações desenvolvidas e emergentes já haviam concordado na urgência de solucionar o desmatamento, a exploração excessiva de recursos e a poluição que ameaçam a alimentação, a saúde, o clima e a conservação de um milhão de espécies.

Em Roma, suas delegações tinham a missão de evitar um novo fiasco para a diplomacia ambiental, enfraquecida pela estagnação das negociações sobre a poluição plástica, as tensões Norte-Sul sobre o financiamento climático e o adiamento no abandono dos combustíveis fósseis.

Um novo texto, promovido nesta quinta-feira pelo Brasil em nome do Brics (bloco de economias emergentes que também inclui Rússia, Índia e China, entre outros), foi a base de uma última declaração.

É um acordo "histórico" que "abre o caminho para o mecanismo financeiro que esperamos há mais de 30 anos", comemorou a negociadora brasileira Maria Angélica Ikeda, que foi crucial na reta final das negociações.

Estas aconteceram em um contexto de tensões aduaneiras, crises orçamentárias de países ricos, peso da dívida dos países pobres e congelamento recente da ajuda ao desenvolvimento dos Estados Unidos assinado pelo presidente Donald Trump.

Os Estados Unidos, que não assinaram a Convenção sobre Diversidade Biológica, mas que são um financiador importante, não participaram da reunião em Roma.

I.Viswanathan--DT