Dubai Telegraph - Mão pesada ou pragmatismo? As incertezas sobre a política de Trump em relação à Venezuela

EUR -
AED 4.208494
AFN 74.4868
ALL 91.776231
AMD 418.482813
ANG 2.051665
AOA 1050.833985
ARS 1733.539393
AUD 1.613829
AWG 2.062706
AZN 1.95286
BAM 1.95572
BBD 2.323705
BDT 142.054166
BGN 1.929136
BHD 0.434975
BIF 3450.758279
BMD 1.145948
BND 1.46914
BOB 12.685479
BRL 5.90438
BSD 1.153753
BTN 110.711453
BWP 15.648357
BYN 3.503656
BYR 22460.579553
BZD 2.320405
CAD 1.603439
CDF 2647.139936
CHF 0.94645
CLF 0.027685
CLP 1093.1427
CNY 7.685186
CNH 7.688881
COP 3591.618563
CRC 516.069798
CUC 1.145948
CUP 30.36762
CVE 110.260472
CZK 24.334147
DJF 205.451562
DKK 7.475431
DOP 68.107203
DZD 153.42212
EGP 59.816175
ERN 17.189219
ETB 188.45286
FJD 2.567782
FKP 0.850221
GBP 0.856957
GEL 2.98517
GGP 0.850221
GHS 13.250456
GIP 0.850221
GMD 84.80002
GNF 10144.406325
GTQ 8.807638
GYD 241.380087
HKD 8.990031
HNL 30.965728
HRK 7.535522
HTG 150.793807
HUF 365.430214
IDR 20345.159662
ILS 3.469351
IMP 0.850221
INR 110.045391
IQD 1511.437926
IRR 1575191.38489
ISK 139.817382
JEP 0.850221
JMD 182.072522
JOD 0.812486
JPY 178.928013
KES 148.492109
KGS 100.213034
KHR 4671.808131
KMF 490.465318
KPW 1031.353507
KRW 1580.508611
KWD 0.354041
KYD 0.961461
KZT 513.018931
LAK 25827.939257
LBP 103316.356837
LKR 382.404295
LRD 200.171779
LSL 18.783529
LTL 3.383686
LVL 0.693172
LYD 7.327699
MAD 10.879653
MDL 20.115174
MGA 4988.795112
MKD 61.522473
MMK 2406.060443
MNT 4119.768939
MOP 9.322517
MRU 46.194297
MUR 54.191551
MVR 17.659477
MWK 2000.617835
MXN 19.773406
MYR 4.69667
MZN 73.229691
NAD 18.783529
NGN 1525.038568
NIO 42.458256
NOK 10.802519
NPR 177.138725
NZD 2.002865
OMR 0.440623
PAB 1.153753
PEN 3.870741
PGK 5.216695
PHP 71.952355
PKR 319.784467
PLN 4.36589
PYG 6826.719629
QAR 4.194228
RON 5.263315
RSD 117.372594
RUB 96.546081
RWF 1702.330086
SAR 4.239949
SBD 9.16817
SCR 15.924569
SDG 689.289345
SEK 11.294904
SGD 1.463318
SHP 0.855984
SLE 28.235971
SLL 24029.945947
SOS 659.37292
SRD 43.262402
STD 23718.808623
STN 24.498566
SVC 10.095585
SYP 14899.61536
SZL 18.781229
THB 38.271237
TJS 10.643163
TMT 4.010818
TND 3.377761
TOP 2.759167
TRY 55.779242
TTD 7.822679
TWD 36.55448
TZS 3031.03572
UAH 51.452587
UGX 4516.814496
USD 1.145948
UYU 46.418094
UZS 13602.441353
VES 968.847355
VND 29797.511215
VUV 135.401783
WST 3.136155
XAF 655.957
XAG 0.018079
XAU 0.000267
XCD 3.096982
XCG 2.079315
XDR 0.810245
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.188967
ZAR 18.755787
ZMK 10314.840661
ZMW 22.64207
ZWL 368.994768
SSP 6480.660452
MXV 2.242035
Mão pesada ou pragmatismo? As incertezas sobre a política de Trump em relação à Venezuela
Mão pesada ou pragmatismo? As incertezas sobre a política de Trump em relação à Venezuela / foto: Juan BARRETO - AFP

Mão pesada ou pragmatismo? As incertezas sobre a política de Trump em relação à Venezuela

Petróleo, migração, democracia: a política de Donald Trump para a Venezuela é um enigma em seu retorno ao poder nos Estados Unidos, quatro anos após sua tentativa frustrada de derrubar Nicolás Maduro, um “inimigo” declarado.

Tamanho do texto:

Trump, que impôs uma política de pressão máxima contra Maduro em 2019, incluindo um embargo ao petróleo venezuelano, assumirá o poder em meio a uma crise energética provocada pelas guerras na Ucrânia e no Oriente Médio, o que torna o petróleo venezuelano mais atraente.

Embora o magnata tenha criticado a administração de Joe Biden por comprar petróleo de Caracas, pouco falou sobre a Venezuela e os venezuelanos durante sua campanha, limitando-se a se referir a eles como migrantes "criminosos".

"Não há clareza sobre como será, no geral, sua política externa", afirmou à AFP o internacionalista Iván Rojas. "É possível que ele seja mais pragmático e busque se ajustar, assim como é possível que, para manter sua imagem de força, mantenha as sanções, ou até as intensifique. Ambas as possibilidades existem".

O governo da Venezuela, que rompeu relações diplomáticas com os Estados Unidos no primeiro mandato de Trump, se disse disposto, nesta quarta, a "estabelecer boas relações" com Washington na volta do bilionário à Casa Branca, em um comunicado divulgado pelo chanceler, Yván Gil.

"A Venezuela sempre está disposta a estabelecer boas relações com os governos americanos, enquadradas no espírito de diálogo, respeito e sensatez", informou Gil, que cumprimentou Trump por sua vitória nas eleições presidenciais.

Na segunda-feira, o presidente Maduro expressou que qualquer que fosse o vencedor das eleições nos Estados Unidos teria que "falar, dialogar e se entender" com o seu governo, declarado reeleito em 28 de julho, apesar das denúncias de fraude.

A oposição, liderada por María Corina Machado, que reivindica a vitória do candidato Edmundo González Urrutia nas eleições, parabenizou Trump e se comprometeu a ser um "aliado confiável" para a Casa Branca.

- Mão pesada -

A vitória de Trump foi comemorada por boa parte da diáspora venezuelana, que deposita nele a esperança de ver o chavismo cair.

Em seu primeiro governo (2017-2021), Trump liderou uma ofensiva internacional contra Maduro, quando o esquerdista foi reeleito pela primeira vez em 2019, em um pleito boicotado pela oposição. Trump impôs sanções e afirmou que "todas as opções, incluindo a militar", estavam sobre a mesa.

A Venezuela rompeu relações com os Estados Unidos e passou a culpar Trump pela profunda crise que atravessa.

"Ele poderia tentar repetir sua política sobre a Venezuela, ou seja, fazer tudo o que puder para derrubar o regime de Maduro", afirmou a cientista política Vanda Felbab-Brown, pesquisadora do Brookings Institution, em Washington DC.

As eleições presidenciais de julho, que a oposição afirma terem sido "roubadas" por Maduro, justificariam essas ações, segundo a especialista: "Se Trump tentasse derrubá-lo, não acredito que seria mais fácil do que no seu primeiro mandato."

Haverá mais clareza sobre o futuro da relação Trump-Maduro quando o magnata anunciar sua equipe de assuntos exteriores, observa Christopher Sabatini, pesquisador para a América Latina do centro de análise britânico Chatham House.

"Se for (o senador) Marco Rubio ou seus seguidores, isso trará um endurecimento da política para a Venezuela e Cuba: sanções mais severas e, infelizmente, uma retórica mais dura e pouco construtiva", disse Sabatini, que acredita que essa linha "favoreceria uma maior influência" de China e Rússia, importantes aliadas de Maduro, na região.

- Negociar -

Biden tentou uma aproximação com Maduro, principalmente após a invasão russa à Ucrânia e a crise energética que ela gerou, a qual piorou depois com a guerra no Oriente Médio.

O presidente democrata flexibilizou o embargo, concedeu licenças operacionais a multinacionais petrolíferas e trocou prisioneiros, enquanto pressionava, sem sucesso, por eleições livres e justas na Venezuela.

Outra possibilidade para o novo governo é que, seguindo a mesma linha, "Trump tente negociar" com o chavismo, afirma Sabatini, devido a "essas inclinações narcisistas de acreditar que pode negociar com ditadores, além de seu amor por líderes fortes".

O republicano já expressou fascínio por líderes autoritários, como o russo Vladimir Putin, com quem ele afirma que chegará a um acordo para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Uma prioridade na campanha de Trump foi a migração, com a promessa de deportações em massa.

Entre 2021 e 2024, quase 764.000 venezuelanos sem documentação foram interceptados na fronteira com o México, dos quais, segundo o presidente eleito, muitos são "criminosos".

Ele se referiu em particular ao “Trem de Aragua, uma das gangues de migrantes mais mortais e impiedosas". O grupo criminoso, que tem origem venezuelana e atua em vários países sul-americanos, passou a operar mais recentemente também nos Estados Unidos.

Biden conseguiu autorização da Venezuela para deportar venezuelanos, apesar da falta de relações diplomáticas. A prerrogativa terminou com a condenação de Washington à reeleição de Maduro.

H.El-Hassany--DT