Dubai Telegraph - ONG denuncia 'escalada' de manifestações antissemitas na América Latina

EUR -
AED 4.265149
AFN 73.734357
ALL 94.87853
AMD 427.559728
ANG 2.078987
AOA 1065.389106
ARS 1668.352542
AUD 1.64174
AWG 2.090131
AZN 1.984563
BAM 1.956801
BBD 2.339897
BDT 142.614174
BGN 1.963423
BHD 0.437878
BIF 3473.101158
BMD 1.161184
BND 1.488361
BOB 8.057121
BRL 5.920999
BSD 1.161794
BTN 109.802163
BWP 15.566962
BYN 3.216445
BYR 22759.205183
BZD 2.336595
CAD 1.62499
CDF 2695.108316
CHF 0.920761
CLF 0.026131
CLP 1028.436958
CNY 7.846643
CNH 7.846282
COP 4006.595507
CRC 529.170667
CUC 1.161184
CUP 30.771374
CVE 110.322379
CZK 24.155239
DJF 206.365651
DKK 7.474884
DOP 68.154861
DZD 154.44092
EGP 58.198774
ERN 17.417759
ETB 187.303605
FJD 2.568481
FKP 0.864936
GBP 0.864676
GEL 3.071289
GGP 0.864936
GHS 13.069685
GIP 0.864936
GMD 84.181122
GNF 10176.292744
GTQ 8.855606
GYD 243.024305
HKD 9.096059
HNL 31.066623
HRK 7.534576
HTG 151.727608
HUF 349.227275
IDR 20598.241874
ILS 3.385663
IMP 0.864936
INR 109.718238
IQD 1521.965368
IRR 1597501.710129
ISK 144.393669
JEP 0.864936
JMD 183.743984
JOD 0.823267
JPY 186.298032
KES 150.280333
KGS 101.545322
KHR 4665.386314
KMF 493.502656
KPW 1045.065951
KRW 1752.028782
KWD 0.357807
KYD 0.968195
KZT 566.564915
LAK 25565.076367
LBP 104037.5145
LKR 389.212431
LRD 211.448154
LSL 18.751953
LTL 3.428674
LVL 0.702389
LYD 7.40185
MAD 10.741487
MDL 20.27337
MGA 4827.469219
MKD 61.623003
MMK 2437.791198
MNT 4153.048637
MOP 9.373595
MRU 46.369117
MUR 54.854591
MVR 17.940299
MWK 2014.530419
MXN 19.985595
MYR 4.724389
MZN 74.210129
NAD 18.751791
NGN 1576.388574
NIO 42.534289
NOK 11.00656
NPR 175.682347
NZD 1.989201
OMR 0.446485
PAB 1.161794
PEN 3.957758
PGK 5.089647
PHP 69.982813
PKR 323.239519
PLN 4.237636
PYG 7089.626297
QAR 4.247209
RON 5.228349
RSD 117.382897
RUB 84.182911
RWF 1722.881242
SAR 4.356872
SBD 9.364996
SCR 17.069764
SDG 697.292618
SEK 10.869431
SGD 1.488678
SHP 0.866941
SLE 28.739259
SLL 24349.450841
SOS 663.93388
SRD 43.349312
STD 24034.163093
STN 24.512538
SVC 10.165287
SYP 128.348096
SZL 18.748428
THB 37.727173
TJS 10.769709
TMT 4.064144
TND 3.400739
TOP 2.795853
TRY 53.754103
TTD 7.892037
TWD 36.591929
TZS 3042.305338
UAH 52.031362
UGX 4298.1985
USD 1.161184
UYU 46.904395
UZS 13953.257163
VES 687.160379
VND 30539.137567
VUV 138.026398
WST 3.183056
XAF 656.292689
XAG 0.016526
XAU 0.000268
XCD 3.138158
XCG 2.093853
XDR 0.817122
XOF 656.298344
XPF 119.331742
YER 277.057604
ZAR 18.792409
ZMK 10452.048108
ZMW 20.534503
ZWL 373.900754
ONG denuncia 'escalada' de manifestações antissemitas na América Latina
ONG denuncia 'escalada' de manifestações antissemitas na América Latina / foto: ALI BURAFI - AFP

ONG denuncia 'escalada' de manifestações antissemitas na América Latina

Uma pichação em pleno centro de Montevidéu com a inscrição "Israel genocida" acendeu o alarme na ONG internacional CAM, que denuncia uma "escalada" do ódio contra os judeus desde o início da guerra entre Israel e o grupo islamista palestino Hamas, há um mês.

Tamanho do texto:

"Pintar esta frase sobre fotos da campanha para libertar os reféns capturados pelo Hamas é muito forte", diz, em entrevista à AFP, Shay Salomon, diretor de Assuntos Hispânicos do Movimento de Luta contra o Antissemitismo, conhecido pela sigla em inglês CAM.

O ataque do Hamas, em 7 de outubro, que deixou mais de 1.400 mortos, a maioria civis, e 240 sequestrados, segundo números de Israel, foi o mais letal desde a criação do Estado de Israel, em 1948.

O massacre surpreendente em solo israelense desencadeou uma campanha de bombardeios contra a Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas desde 2007. Mais de 10.300 pessoas morreram no território palestino, a maioria civis, segundo o Ministério da Saúde chefiado pelo Hamas.

Em nível global, o conflito fez dispararem os atos de ódio contra os judeus em 1.180%, segundo um relatório do Estado de Israel, da Organização Sionista Mundial e da Agência Judaica.

O tema concentra os debates esta semana no III Fórum da América Latina e Israel, organizado pela CAM e celebrado no Uruguai com representantes de 17 países.

"Na América Latina não há números concretos, mas a retórica em geral, o que vemos dos mandatários e tomadores de decisão do governo, e o que chega até a sociedade civil, é uma escalada das manifestações antissemitas", aponta Salomon.

Nascido há 47 anos em Israel, filho de pais uruguaios, Salomon considera uma demonstração de "intolerância" a pichação feita no "pacífico" Uruguai, onde, segundo ele, sempre houve uma "convivência muito natural" com a comunidade judaica.

Ele também menciona as marchas pró-palestinos no Brasil e em outros países latino-americanos "com chamados a eliminar o Estado de Israel e a matar os judeus".

E destaca sua "preocupação" com as mensagens nas redes sociais do presidente colombiano, Gustavo Petro, que comparou a ofensiva de Israel em Gaza em represália ao ataque do Hamas com a perseguição dos judeus pelo nazismo.

"As declarações do presidente Petro foram claramente antissemitas", afirma.

- "Criticar Israel é legítimo" -

Salomon, radicado no Uruguai após ter morado em Israel, Argentina, México e Guatemala, reconhece o direito de qualquer pessoa opinar sobre o conflito no Oriente Médio, mas não a fomentar o ódio aos judeus.

"Criticar o Estado de Israel é legítimo. E está certo. O que não podemos aceitar são falas e retóricas antissemitas", sustenta.

"Acusar os judeus pelas decisões do Estado de Israel é antissemitismo", enfatiza, citando uma das definições da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA).

Segundo Salomon, o momento atual remete a "os momentos obscuros da Segunda Guerra Mundial" (1939-1945), quando cerca de seis milhões de judeus foram exterminados pelos nazistas.

É "a mesma narrativa, de que é preciso liquidar e matar o povo judeu onde for, e transcende o conflito existente hoje no sul de Israel", diz. "Parece-me que não aprendemos depois do Holocausto."

Hoje, há 13 milhões de judeus no mundo, sete milhões vivendo em Israel.

"Vemos três tendências importantes de antissemitismo: na esquerda radical, na direita radical, e no islã radical ou a jihad", aponta Salomon.

Por trás disso, explica, há interesses geopolíticos, mas também desinformação e medo do diferente, inveja por certo sucesso ou prosperidade associados aos judeus, e fatores históricos e culturais.

"Há um monte de paradigmas que temos que romper e não é fácil. E isso é o que estamos tentando fazer na CAM todos os dias", assegura Salomon.

"O diálogo é chave", resume.

Y.Chaudhry--DT