Dubai Telegraph - Crise e migração: abuso sexual infantil cresce na Venezuela

EUR -
AED 4.256003
AFN 73.00991
ALL 94.83564
AMD 427.654283
ANG 2.074871
AOA 1058.196532
ARS 1656.629184
AUD 1.641143
AWG 2.08889
AZN 1.968014
BAM 1.955142
BBD 2.337673
BDT 142.47207
BGN 1.959536
BHD 0.43776
BIF 3469.817713
BMD 1.158885
BND 1.488093
BOB 8.020336
BRL 5.882613
BSD 1.160689
BTN 109.870563
BWP 15.572358
BYN 3.213388
BYR 22714.148505
BZD 2.334274
CAD 1.62212
CDF 2689.772142
CHF 0.921377
CLF 0.02622
CLP 1031.940886
CNY 7.834701
CNH 7.836323
COP 4046.247424
CRC 528.031472
CUC 1.158885
CUP 30.710456
CVE 110.560865
CZK 24.154408
DJF 206.676903
DKK 7.475841
DOP 67.736659
DZD 154.264951
EGP 58.344341
ERN 17.383277
ETB 187.11942
FJD 2.56798
FKP 0.8647
GBP 0.86465
GEL 3.076909
GGP 0.8647
GHS 13.008502
GIP 0.8647
GMD 84.01891
GNF 10169.21677
GTQ 8.847985
GYD 242.829355
HKD 9.077814
HNL 31.037023
HRK 7.535301
HTG 151.69962
HUF 350.475259
IDR 20529.476206
ILS 3.363774
IMP 0.8647
INR 109.63471
IQD 1520.462246
IRR 1594339.10353
ISK 144.420112
JEP 0.8647
JMD 183.98128
JOD 0.821651
JPY 185.520141
KES 150.041506
KGS 101.34431
KHR 4647.128755
KMF 492.526507
KPW 1042.997021
KRW 1752.657298
KWD 0.357146
KYD 0.967291
KZT 568.158665
LAK 25524.444643
LBP 103778.163157
LKR 385.913511
LRD 211.119863
LSL 18.797512
LTL 3.421886
LVL 0.700999
LYD 7.393432
MAD 10.745473
MDL 20.189556
MGA 4822.252864
MKD 61.65751
MMK 2432.604363
MNT 4144.971711
MOP 9.365887
MRU 46.425215
MUR 54.919334
MVR 17.904898
MWK 2012.983232
MXN 19.960047
MYR 4.705192
MZN 74.064411
NAD 18.774308
NGN 1575.168516
NIO 42.71563
NOK 11.072359
NPR 175.796892
NZD 1.99465
OMR 0.445588
PAB 1.16061
PEN 3.947289
PGK 5.083356
PHP 69.897575
PKR 322.916105
PLN 4.25363
PYG 7106.486592
QAR 4.231358
RON 5.235957
RSD 117.370677
RUB 83.961935
RWF 1705.055811
SAR 4.348362
SBD 9.323895
SCR 14.671901
SDG 695.909343
SEK 10.907746
SGD 1.486757
SHP 0.865225
SLE 28.567018
SLL 24301.245934
SOS 663.288304
SRD 43.479044
STD 23986.582365
STN 24.492077
SVC 10.155627
SYP 128.094004
SZL 18.770199
THB 37.782552
TJS 10.759234
TMT 4.067687
TND 3.396843
TOP 2.790318
TRY 53.66924
TTD 7.878214
TWD 36.597018
TZS 3047.865553
UAH 52.034397
UGX 4311.568104
USD 1.158885
UYU 47.073554
UZS 13904.082431
VES 674.422285
VND 30461.295584
VUV 138.487978
WST 3.179393
XAF 655.74771
XAG 0.016664
XAU 0.000268
XCD 3.131945
XCG 2.091805
XDR 0.815505
XOF 655.725084
XPF 119.331742
YER 276.508374
ZAR 18.794046
ZMK 10431.356246
ZMW 20.402784
ZWL 373.160538
Crise e migração: abuso sexual infantil cresce na Venezuela
Crise e migração: abuso sexual infantil cresce na Venezuela / foto: Federico PARRA - AFP

Crise e migração: abuso sexual infantil cresce na Venezuela

A Venezuela registra um aumento nos casos de abuso sexual infantil. A migração – que levou milhares de pessoas a deixar os seus filhos aos cuidados de terceiros – e a falta de aulas nas escolas públicas estão entre as principais causas.

Tamanho do texto:

Em alguns casos, dizem os especialistas, o abuso ocorre mesmo com o consentimento do cuidador, desesperado por um "pagamento" em comida ou dinheiro.

A Venezuela registrou 5.519 denúncias de abuso sexual infantil em 2022, 29% a mais que no ano anterior, segundo dados oficiais acessados pela AFP. Do total, 2.311 foram indiciados e 1.013 condenados.

Na última década houve mais de 17.000 indiciamentos e 5.196 condenações.

Um relatório da ONG Una Ventana a la Libertad (UVL) revela que o crime de abuso infantil é uma das seis principais causas de prisão.

- Vulnerabilidade -

Cerca de 10 milhões dos mais de 30 milhões de habitantes da Venezuela são crianças e adolescentes, segundo a Unicef.

Os especialistas concordam que o abuso infantil ocorre "mais facilmente" quando os jovens estão em situações de vulnerabilidade.

A migração é um exemplo claro. Jovens que ficaram aos cuidados dos avós, vizinhos, tios ou familiares próximos porque os seus pais ou responsáveis diretos emigraram, fugindo da crise econômica, explica a criminologista Magally Huggins.

"Eles estão mais sozinhos, expostos à violência e aí vem o abuso, esse problema cultural que agora aumenta", alerta Huggins.

Outro motivo, acrescenta a criminologista, é a crise do sistema educacional. "As escolas (públicas) não funcionam, ou então funcionam um ou dois dias por semana", acrescenta, uma vez que os professores reduziram o horário de trabalho devido aos salários baixos. E muitos jovens ficam sem cuidados.

A Rede pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes (Redhnna) também denuncia casos em que pais permitem os abusos em troca de dinheiro para conseguir alimentos, como "uma medida para enfrentar a crise econômica".

"Realmente vemos isso com muita frequência", afirma a assistente social Angeyeimar Gil, pesquisadora da Redhnna, que acompanha a situação dos direitos das crianças por meio das denúncias registradas na imprensa.

"Em muitas ocasiões (...) a mãe emigrou ou a mãe está trabalhando e não está presente em casa", continua Gil.

- Visibilidade -

O procurador-geral, Tarek William Saab, disse à AFP que o projeto "Pedofilia é crime", lançado em 2021, "permitiu que as pessoas perdessem o medo" de denunciar. "Ele conseguiu fazer com que pessoas que não sabiam que eram vítimas ou que tinham medo" apresentassem "uma denúncia e obviamente esses casos não prescrevem".

"A visibilidade tem sido fundamental, tornar o fenômeno visível e falar sobre ele abertamente", afirmou.

No entanto, uma ex-policial, mãe de uma menina que teria sido abusada pelo pai, também funcionário, denuncia uma grave demora processual. A mulher conta que após fazer a denúncia foi pressionada e teve que pedir demissão.

"Eles falam: 'tem campanha', 'sim, denuncie, fale', mas esse foi o crime que eu cometi, de ter denunciado, de ter falado", conta.

O caso já se arrasta há um ano e quatro meses e ainda está pendente uma investigação sobre o ex-marido, que se declara inocente e está em liberdade.

A Child Rights International Network, uma rede que apoia a Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, denunciou que a Venezuela é o segundo país da América Latina com menos medidas para prevenir o abuso sexual infantil.

Há "fraquezas e os funcionários não estão treinados para abordar e cuidar das vítimas de abuso sexual infantil", afirma a especialista em segurança cidadã, Francis Prieto.

Saab denuncia uma "politização" do tema e defende a sua gestão com 12.502 indiciamentos desde 2017, ano em que assumiu o cargo, e 4.295 condenações.

H.El-Din--DT