Dubai Telegraph - Com desaceleração da economia nos EUA, Fed foca na inflação

EUR -
AED 4.220543
AFN 72.388508
ALL 96.069869
AMD 433.653783
ANG 2.056852
AOA 1053.656538
ARS 1602.316393
AUD 1.627158
AWG 2.071119
AZN 1.954639
BAM 1.957206
BBD 2.313763
BDT 140.962519
BGN 1.96404
BHD 0.43391
BIF 3412.606207
BMD 1.149026
BND 1.469526
BOB 7.966794
BRL 6.056166
BSD 1.148826
BTN 105.963064
BWP 15.664392
BYN 3.422323
BYR 22520.902917
BZD 2.310571
CAD 1.570287
CDF 2602.543398
CHF 0.905323
CLF 0.026454
CLP 1044.475571
CNY 7.99291
CNH 7.919291
COP 4250.487208
CRC 539.592433
CUC 1.149026
CUP 30.44918
CVE 111.024626
CZK 24.44554
DJF 204.568778
DKK 7.471792
DOP 70.492583
DZD 151.974943
EGP 60.167035
ERN 17.235385
ETB 180.954804
FJD 2.543885
FKP 0.867444
GBP 0.863976
GEL 3.137121
GGP 0.867444
GHS 12.507131
GIP 0.867444
GMD 84.454608
GNF 10082.700083
GTQ 8.805404
GYD 240.474892
HKD 8.997164
HNL 30.412118
HRK 7.536576
HTG 150.569506
HUF 390.656654
IDR 19516.200819
ILS 3.588528
IMP 0.867444
INR 106.008301
IQD 1504.894474
IRR 1517920.347018
ISK 143.202585
JEP 0.867444
JMD 180.709853
JOD 0.814624
JPY 182.897883
KES 148.690295
KGS 100.482161
KHR 4617.336547
KMF 492.931898
KPW 1034.123085
KRW 1713.237502
KWD 0.352234
KYD 0.957296
KZT 554.753459
LAK 24675.3256
LBP 102895.247939
LKR 357.730169
LRD 210.559301
LSL 19.326656
LTL 3.392774
LVL 0.695034
LYD 7.363355
MAD 10.792749
MDL 19.988537
MGA 4782.665625
MKD 61.652816
MMK 2412.542911
MNT 4103.498066
MOP 9.264938
MRU 45.802311
MUR 53.706171
MVR 17.752803
MWK 1991.648479
MXN 20.438007
MYR 4.516248
MZN 73.433763
NAD 19.326656
NGN 1575.923439
NIO 42.270374
NOK 11.140758
NPR 169.547948
NZD 1.964362
OMR 0.441796
PAB 1.148836
PEN 3.96555
PGK 4.953603
PHP 68.630731
PKR 320.913193
PLN 4.270986
PYG 7456.357939
QAR 4.199154
RON 5.094546
RSD 117.398301
RUB 93.501567
RWF 1676.619365
SAR 4.312118
SBD 9.25163
SCR 17.126377
SDG 690.564479
SEK 10.756207
SGD 1.46884
SHP 0.862067
SLE 28.208659
SLL 24094.505996
SOS 655.37664
SRD 43.170617
STD 23782.511268
STN 24.517618
SVC 10.052311
SYP 126.996044
SZL 19.312045
THB 37.157203
TJS 11.028321
TMT 4.02159
TND 3.393138
TOP 2.766577
TRY 50.767309
TTD 7.790666
TWD 36.723435
TZS 2993.211975
UAH 50.645333
UGX 4337.154309
USD 1.149026
UYU 46.703967
UZS 13890.101941
VES 508.678973
VND 30207.884576
VUV 137.383546
WST 3.142832
XAF 656.434409
XAG 0.014252
XAU 0.00023
XCD 3.105299
XCG 2.070406
XDR 0.818715
XOF 656.434409
XPF 119.331742
YER 274.100137
ZAR 19.244818
ZMK 10342.620646
ZMW 22.372271
ZWL 369.985793
Com desaceleração da economia nos EUA, Fed foca na inflação
Com desaceleração da economia nos EUA, Fed foca na inflação / foto: ALEX WONG - GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Com desaceleração da economia nos EUA, Fed foca na inflação

Nuvens pesadas pairam sobre a economia dos Estados Unidos, mas o Federal Reserve (Fed, banco central), que se reunirá esta semana, mantém o rumo de sua estratégia, apesar da tempestade que se avizinha no horizonte, e pretende continuar tentando domar a inflação.

Tamanho do texto:

A prioridade do Fed, cujo comitê de política econômica deliberará nesta terça (2) e quarta-feira, é evitar que as expectativas de inflação se consolidem e seja impossível reconduzi-la à meta planejada, ou que o custo econômico seja ainda maior.

"A grande pergunta é se, e com qual velocidade, a inflação continuará sua trajetória descendente para nossa meta de 2%", declarou, em 21 de abril, uma das governadoras do Fed, Lisa Cook.

Por ora, o Fed tem escolhido responder de forma rápida e enérgica, subindo os juros de um intervalo de 0% a 0,25% até outro de 4,75% a 5% em pouco mais de um ano; às vezes com fortes aumentos, de até 0,75 ponto percentual.

O presidente do Fed, Jerome Powell, nunca escondeu que "o caminho para que a inflação volte a 2% será longo e pode ter solavancos".

Os sinais de desaceleração da maior economia mundial são diversos, começando pelo crescimento, que foi de apenas de 0,3% no primeiro trimestre em comparação com o trimestre anterior, e de 1,1% em estimativa anual.

A maioria dos analistas adverte que a probabilidade de recessão aumentou significativamente e, inclusive, que ela pode ser mais forte do que está previsto.

"Nossos dados nos fazem pensar que o endurecimento monetário e as tensões recentes no sistema bancário levarão a uma leve recessão, porém mais forte do que havíamos antecipado", declarou à AFP Ryan Sweet, economista-chefe da Oxford Economics.

O endurecimento da política monetária é agora real. Embora as taxas de juros estivessem subindo, o juro real, que leva em conta a inflação, mantinha-se negativo. Contudo, isso já não está acontecendo mais.

A inflação de março caiu para 4,2%, segundo o índice PCE, que é o levado em conta pelo Fed, ou seja, inferior à taxa básica de juros, que está entre 4,75% e 5%.

- Poucas dúvidas -

Ao mesmo tempo, a situação do setor financeiro não melhorou desde a última reunião do Fed em março.

Após a falência dos bancos SVB e Signature Bank, os Estados Unidos embargaram e depois venderam ao JPMorgan Chase o First Republic, o segundo maior banco em termos de ativos a entrar em colapso na história dos Estados Unidos.

Os bancos quebraram após uma fuga de depósitos, na medida em que o valor de seus ativos caía e os clientes sacavam dinheiro em meio ao aumento das taxas de juros.

A maioria dos bancos regionais sofreu com a perda de receita líquida por decorrência dos juros, ou seja, a diferença entre os juros que ganham ao conceder crédito e os que são pagos aos investidores que depositam.

Os problemas do setor marcam até que ponto os bancos, em particular os médios, começam a sofrer as consequências das altas taxas de juros.

Esse panorama pode levar a "um aperto das condições de crédito para particulares e empresas, o que poderia desacelerar a atividade econômica e a geração de emprego", declarou, em 20 de abril, Patrick Harker, presidente do braço do Fed na Filadélfia.

Esse é o objetivo do Fed, como destacou Powell após a última reunião, em 22 de março, considerando que esse aperto do crédito pode ter o mesmo efeito de um aumento dos juros.

O Fed continuará, então, subindo as taxas? Há poucas dúvidas no mercado de que sim, e espera-se que suba mais 0,25% na quarta-feira. Nenhuma das últimas declarações dos diretores do banco central faz com que se espere o contrário.

Embora a inflação tenha caído fortemente em março, o núcleo da inflação, ou seja, que exclui preços de alimentos e energia, caiu mais lentamente, para 4,6%, e já supera a inflação geral (4,2%).

Na quinta-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pediu aos bancos centrais europeus que "matassem o demônio" da inflação e que não se sentissem tentados a dar "um respiro", sob pena de gerar "um segundo estrago na economia".

Essa lógica é a mesma do outro lado do Atlântico Norte, especialmente quando o desemprego segue baixo, o que permite ao Fed se concentrar apenas na luta contra a inflação.

B.Gopalan--DT