Dubai Telegraph - Os desafios de Macron em 100 dias para superar a crise previdenciária na França

EUR -
AED 4.206719
AFN 75.027215
ALL 93.593389
AMD 416.279822
AOA 1051.536512
ARS 1712.98873
AUD 1.64473
AWG 2.063268
AZN 1.948839
BAM 1.955244
BBD 2.292448
BDT 140.510049
BHD 0.429278
BIF 3400.433154
BMD 1.145464
BND 1.470882
BOB 12.947319
BRL 5.864322
BSD 1.138176
BTN 108.809587
BWP 15.658548
BYN 3.321756
BYR 22451.100474
BZD 2.289149
CAD 1.610173
CDF 2617.386022
CHF 0.934435
CLF 0.027224
CLP 1071.479088
CNY 7.750558
CNH 7.738866
COP 3667.696538
CRC 517.95273
CUC 1.145464
CUP 30.354804
CVE 110.233657
CZK 24.166778
DJF 202.692368
DKK 7.474504
DOP 66.031225
DZD 152.434963
EGP 58.556597
ERN 17.181965
ETB 183.713765
FJD 2.552321
FKP 0.860717
GBP 0.857157
GEL 3.000906
GGP 0.860717
GHS 13.311215
GIP 0.860717
GMD 84.763865
GNF 9992.158928
GTQ 8.684493
GYD 238.092303
HKD 8.985967
HNL 30.495329
HRK 7.536579
HTG 148.817687
HUF 361.76455
IDR 20720.303902
ILS 3.536335
IMP 0.860717
INR 109.586743
IQD 1491.076042
IRR 1575299.792092
ISK 142.610187
JEP 0.860717
JMD 179.908846
JOD 0.812188
JPY 187.356747
KES 148.220052
KGS 100.171106
KHR 4601.6916
KMF 492.549857
KRW 1646.628259
KWD 0.355483
KYD 0.94853
KZT 543.055593
LAK 25809.661534
LBP 101927.019072
LKR 382.381277
LRD 206.020523
LSL 19.085673
LTL 3.382258
LVL 0.69288
LYD 7.297925
MAD 10.678964
MDL 20.140274
MGA 4919.601209
MKD 61.507512
MMK 2404.746118
MNT 4120.044241
MOP 9.194986
MRU 45.506061
MUR 54.077206
MVR 17.708883
MWK 1973.638835
MXN 19.953484
MYR 4.689076
MZN 73.206646
NAD 19.085673
NGN 1557.022565
NIO 41.88809
NOK 10.9673
NPR 174.096499
NZD 1.966888
OMR 0.440417
PAB 1.138176
PEN 3.864201
PGK 5.094529
PHP 70.471265
PKR 316.11042
PLN 4.304294
PYG 6836.056303
QAR 4.14992
RON 5.243592
RSD 117.404254
RUB 91.413218
RWF 1675.423626
SAR 4.333138
SBD 9.245673
SCR 15.502088
SDG 687.84641
SEK 11.04416
SGD 1.47821
SLE 27.634341
SOS 650.515039
SRD 43.237846
STD 23708.798532
STN 24.493036
SVC 9.959168
SZL 19.080575
THB 38.518561
TJS 10.505667
TMT 4.02058
TND 3.373926
TRY 54.300964
TTD 7.731802
TWD 37.292881
TZS 3032.614434
UAH 51.03099
UGX 4250.791372
USD 1.145464
UYU 45.776784
UZS 13701.104362
VES 851.419155
VND 30105.665725
VUV 136.563146
WST 3.154706
XAF 655.770545
XAG 0.019815
XAU 0.000282
XCD 3.095675
XCG 2.051317
XDR 0.815568
XOF 655.770545
XPF 119.331742
YER 272.992769
ZAR 19.027937
ZMK 10310.553212
ZMW 21.255956
ZWL 368.83904
Os desafios de Macron em 100 dias para superar a crise previdenciária na França
Os desafios de Macron em 100 dias para superar a crise previdenciária na França / foto: Frederick Florin - AFP

Os desafios de Macron em 100 dias para superar a crise previdenciária na França

O presidente liberal da França, Emmanuel Macron, delimitou o prazo de 100 dias para superar a atual crise política e social ligada à sua impopular reforma da Previdência e engatar sua reeleição, mas quais são seus principais desafios?

Tamanho do texto:

"Temos diante de nós 100 dias de apaziguamento, unidade, ambição e ação a serviço da França", disse Macron em um discurso televisionado na noite de segunda-feira (17).

Acalmar os ânimos será uma tarefa complicada, a julgar pelas vaias e panelaços que continuou recebendo nesta quarta-feira(19) o presidente, que fará uma "primeira avaliação" da situação em 14 de julho.

- "Apaziguar" o conflito -

Desde janeiro, a França vive uma crise política e social diante da reforma que aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos, e não 42, para receber a aposentadoria integral.

Ainda que tenha visto os maiores protestos sociais contra uma reforma social em três décadas, Macron não cedeu e decidiu, em março, adotar a reforma por decreto, temendo não ter apoio suficiente no Parlamento, onde seu partido não tem maioria absoluta.

Após a rápida promulgação da lei, que entrará em vigor no outono, Macron quer diminuir a tensão nos próximos meses, e seguir adiante com sua agenda reformista.

"Parece haver um leve desejo de dizer que a fase de reforma da Previdência acabou e que é hora de virar a página. Mas para muitos franceses esse não é o caso", disse à AFP Antoine Bristielle, analista da Fundação Jean Jaurès.

Os sindicatos se recusam a se reunir com o presidente antes de 1º de maio, quando convocaram uma "mobilização excepcional" no Dia Internacional do Trabalho.

A esquerda apresentou uma segunda petição para convocar um referendo com o objetivo de limitar a idade de aposentadoria a 62 anos, sobre o qual o Conselho Constitucional deve se pronunciar em 3 de maio, após rejeitar a primeira solicitação.

Os manifestantes também buscam atrapalhar visitas de Macron pelo país. Nesta quarta-feira, cerca de cem pessoas protestaram com panelas em Muttersholtz (nordeste), horas antes do presidente visitar a região.

"As panelas não farão a França progredir", respondeu Macron durante seu deslocamento, quando foi duramente vaiado.

- Formar uma maioria estável -

Menos de um ano após sua reeleição, o partido de Macron ainda tem quatro anos complicados pela frente caso não tenha apoio na Assembleia Nacional (Câmara Baixa).

O presidente francês pediu à sua primeira-ministra, Elisabeth Borne, que ampliasse sua base "tanto quanto pudesse", procurando, por exemplo, o apoio do partido de oposição de direita Os Republicanos, cujos 62 deputados poderiam estabelecer uma maioria pró-Governo.

No entanto, o líder deste partido na Assembleia, Olivier Marleix, rapidamente pôs fim à ideia. "Não haverá coligação nem pacto de governo", disse ele, reforçando a divisão política acerca da reforma previdenciária.

Outra medida de governo polêmica vislumbrada por Macron é a de "reforçar o controle da imigração ilegal", que já estava pautada em seu programa eleitoral e que interessa aos Republicanos.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, apresentou em fevereiro um projeto de lei sobre imigração, mas teve que retirá-lo por não receber apoio suficiente.

Agora, pretende relançá-lo e o líder dos Republicanos, Éric Ciotti, contou à AFP que se Darmanin "alinhar-se" com eles, poderão negociar. Seu partido rejeita a regularização de trabalhadores sem documentos na França.

- Restaurar a confiança -

Vivendo sua primeira grande crise no segundo mandato, o presidente francês é alvo dos opositores, que questionam o funcionamento da democracia no país.

"Estamos vivenciando a repetição dos coletes amarelos, mas muito mais grave", afirmou Pierre Rosanvallon à emissora TMC.

Para o historiador e sociólogo, a França atravessa "a crise democrática mais grave" desde a independência da Argélia, em 1962.

Macron foi reeleito com 58,5% dos votos em abril de 2022, em grande parte como uma forma de conter sua rival da extrema direita, Marine Le Pen.

Um ano depois, as pesquisas mostram uma queda na confiança de seu mandato, cuja popularidade está abaixo dos 30%, e nas instituições, além de um aumento nas intenções de voto em Le Pen.

A.Ragab--DT