Dubai Telegraph - Narges Mohammadi, uma vida na prisão por ser 'a voz dos sem voz' no Irã

EUR -
AED 4.251055
AFN 74.082723
ALL 95.018841
AMD 426.494799
ANG 2.072456
AOA 1062.618368
ARS 1653.343639
AUD 1.642361
AWG 2.08533
AZN 1.972406
BAM 1.955776
BBD 2.331072
BDT 142.358264
BGN 1.957255
BHD 0.436195
BIF 3438.058076
BMD 1.157536
BND 1.485982
BOB 7.997902
BRL 5.858873
BSD 1.157386
BTN 110.026658
BWP 15.58081
BYN 3.202261
BYR 22687.703345
BZD 2.327772
CAD 1.619914
CDF 2656.545275
CHF 0.925474
CLF 0.026526
CLP 1047.457227
CNY 7.838259
CNH 7.828948
COP 4043.150698
CRC 526.49358
CUC 1.157536
CUP 30.674701
CVE 110.263655
CZK 24.163219
DJF 206.107487
DKK 7.47896
DOP 67.959171
DZD 154.092121
EGP 60.014268
ERN 17.363038
ETB 182.377176
FJD 2.564989
FKP 0.863389
GBP 0.866063
GEL 3.073304
GGP 0.863389
GHS 12.846843
GIP 0.863389
GMD 84.500531
GNF 10138.876366
GTQ 8.822892
GYD 242.147047
HKD 9.07051
HNL 30.948623
HRK 7.539962
HTG 151.328155
HUF 352.180742
IDR 20580.17776
ILS 3.380954
IMP 0.863389
INR 110.093821
IQD 1516.181512
IRR 1592627.583987
ISK 144.287295
JEP 0.863389
JMD 183.457763
JOD 0.820739
JPY 185.466233
KES 149.878172
KGS 101.226958
KHR 4649.943298
KMF 493.110692
KPW 1041.782702
KRW 1757.163068
KWD 0.357077
KYD 0.964588
KZT 565.963099
LAK 25485.689227
LBP 103649.83609
LKR 388.015269
LRD 210.647431
LSL 18.85217
LTL 3.417903
LVL 0.700182
LYD 7.37691
MAD 10.719669
MDL 20.213754
MGA 4829.941104
MKD 61.644248
MMK 2429.604626
MNT 4141.535985
MOP 9.341386
MRU 45.90344
MUR 54.694009
MVR 17.895943
MWK 2006.975527
MXN 19.936129
MYR 4.696822
MZN 73.97086
NAD 18.85217
NGN 1574.831883
NIO 42.589481
NOK 11.012222
NPR 176.042853
NZD 1.985312
OMR 0.444785
PAB 1.157386
PEN 3.936152
PGK 5.067938
PHP 70.344658
PKR 322.017173
PLN 4.248099
PYG 7086.913582
QAR 4.231048
RON 5.239128
RSD 117.358569
RUB 83.873777
RWF 1699.679274
SAR 4.345163
SBD 9.313039
SCR 16.281001
SDG 695.104554
SEK 10.971924
SGD 1.486859
SHP 0.864217
SLE 28.533689
SLL 24272.952982
SOS 661.491934
SRD 43.418597
STD 23958.655763
STN 24.499701
SVC 10.126877
SYP 127.94487
SZL 18.83677
THB 38.051721
TJS 10.786968
TMT 4.062951
TND 3.395559
TOP 2.787069
TRY 53.515782
TTD 7.861904
TWD 36.603025
TZS 3038.162953
UAH 51.861668
UGX 4339.947079
USD 1.157536
UYU 46.74943
UZS 13861.830968
VES 673.637084
VND 30454.769133
VUV 136.790409
WST 3.175689
XAF 655.949001
XAG 0.017014
XAU 0.000275
XCD 3.128299
XCG 2.085875
XDR 0.81579
XOF 655.949001
XPF 119.331742
YER 276.192216
ZAR 18.880892
ZMK 10419.216157
ZMW 20.219753
ZWL 372.726083
Narges Mohammadi, uma vida na prisão por ser 'a voz dos sem voz' no Irã
Narges Mohammadi, uma vida na prisão por ser 'a voz dos sem voz' no Irã / foto: - - NARGES MOHAMMADI FOUNDATION/AFP/Arquivos

Narges Mohammadi, uma vida na prisão por ser 'a voz dos sem voz' no Irã

A ativista iraniana Narges Mohammadi, premiada nesta sexta-feira (6) com o Prêmio Nobel da Paz, tem dedicado sua vida à defesa dos direitos humanos em seu país, opondo-se à obrigatoriedade do véu para as mulheres, ou à pena de morte, e sendo repetidamente detida e encarcerada por isso.

Tamanho do texto:

Esta jornalista de 51 anos, condenada pela última vez em janeiro de 2022 a oito anos de prisão e a 70 chicotadas, paga caro por seu posicionamento público há 22 anos, quando foi detida pela primeira vez.

De acordo com a ONG Repórteres Sem Fronteiras, Mohammadi, atualmente mantida na prisão de Evin, em Teerã, é alvo de "uma perseguição judicial e policial para silenciá-la". Mas sua determinação não hesita, apesar da tortura que afirma ter sofrido.

Em 16 de setembro, ela e três outras prisioneiras queimaram seus véus no pátio da prisão, em memória do aniversário da morte de Mahsa Amini, segundo sua conta no Instagram, administrada por sua família.

Amini, uma jovem curdo-iraniana de 22 anos, morreu depois de ser detida sob a acusação de violar o rigoroso código de vestimenta das mulheres, desencadeando um movimento de protesto generalizado na República Islâmica.

Dois meses antes, Mohammadi publicou um texto no Instagram contra o véu obrigatório: "Neste regime autoritário, a voz das mulheres é proibida, o cabelo das mulheres é proibido (...) Não aceitarei o hijab obrigatório".

- Tortura e isolamento -

Nascida em 1972 em Zanjan, no noroeste do Irão, Narges Mohammadi estudou Física antes de se tornar engenheiro e, simultaneamente, começou a fazer jornalismo, trabalhando para jornais reformistas.

Na década de 2000, juntou-se ao Centro para os Defensores dos Direitos Humanos, fundado pela iraniana também vencedora do Prêmio Nobel da Paz Shirin Ebadi, e do qual é hoje vice-presidente, lutando, entre outras causas, pela abolição da pena de morte.

"Narges poderia ter saído do país, mas sempre se negou, (...) tornou-se a voz dos sem voz. Mesmo na prisão, não esquece seu dever e relata a situação dos presos", afirma Reza Moini, ativista iraniana radicada em Paris que a conhece bem.

Em seu livro "White Torture" ("Tortura Branca", em tradução literal), Mohammadi denuncia as condições de vida dos prisioneiros, especialmente em isolamento, abusos que ela mesma diz ter sofrido.

Entre maio de 2015 e outubro de 2020, foi presa por ter "formado e liderado um grupo ilegal", apelando pela abolição da pena capital, e foi novamente condenada, em maio de 2021, a 80 chicotadas e 30 meses de detenção por "propaganda contra o sistema" e "rebelião" contra a autoridade prisional.

Em novembro de 2021, foi detida perto de Teerã, onde assistia a uma cerimônia em memória de um homem morto em 2019 durante uma manifestação contra o aumento dos preços dos combustíveis.

- "Um coração que se dilacera" -

No entanto, "o preço da luta não é apenas a tortura e a prisão, é um coração que se dilacera com cada privação, um sofrimento que penetra até a espinha", escreveu Mohammadi à AFP em setembro.

"Não vejo Kiana e Ali há mais de oito anos, e há mais de um ano e meio que nem sequer ouço sua voz. É uma dor insuportável e indescritível", lamentou.

Seus filhos gêmeos, de 17 anos, e seu marido, Taghi Rahmani, moram na França.

"Em 24 anos de casamento, tivemos apenas cinco ou seis de vida comum", disse Rahmani à AFP, recentemente.

Este último se preocupa com a saúde de Mohammadi, que tem um problema cardíaco.

Mas ela "é a pessoa mais determinada que conheço. Nunca se entregou, não conseguem quebrá-la", afirma.

Mohammadi admitiu não ter "praticamente nenhuma perspectiva de liberdade".

Ainda assim, "o pavilhão de mulheres de Evin é um dos pavilhões de presas políticas mais ativos, resistentes e alegres do Irã", acrescentou a ativista.

"A prisão sempre foi o coração da oposição e da resistência no Irã e, para mim, também encarna a essência da vida em toda sua beleza", afirmou a nova Prêmio Nobel da Paz.

burs-hgs/tjc/meb/tt

H.Pradhan--DT