Dubai Telegraph - Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor

EUR -
AED 4.204303
AFN 74.990062
ALL 93.539672
AMD 416.040903
AOA 1050.932416
ARS 1712.150053
AUD 1.647299
AWG 2.062083
AZN 1.948366
BAM 1.954122
BBD 2.291132
BDT 140.429405
BHD 0.429032
BIF 3398.481516
BMD 1.144807
BND 1.470038
BOB 12.939888
BRL 5.858432
BSD 1.137523
BTN 108.747137
BWP 15.649561
BYN 3.319849
BYR 22438.214931
BZD 2.287835
CAD 1.609129
CDF 2615.883592
CHF 0.933991
CLF 0.027209
CLP 1070.863962
CNY 7.74611
CNH 7.738918
COP 3665.591507
CRC 517.655458
CUC 1.144807
CUP 30.337382
CVE 110.17039
CZK 24.166421
DJF 202.576036
DKK 7.475532
DOP 65.993327
DZD 152.349624
EGP 58.042814
ERN 17.172103
ETB 183.608324
FJD 2.553205
FKP 0.860223
GBP 0.857867
GEL 2.999292
GGP 0.860223
GHS 13.303575
GIP 0.860223
GMD 84.715544
GNF 9986.424046
GTQ 8.679508
GYD 237.955653
HKD 8.979133
HNL 30.477827
HRK 7.531916
HTG 148.732274
HUF 363.365138
IDR 20708.411729
ILS 3.524399
IMP 0.860223
INR 109.599803
IQD 1490.220257
IRR 1574395.667467
ISK 142.596795
JEP 0.860223
JMD 179.80559
JOD 0.811638
JPY 187.252057
KES 148.139947
KGS 100.113417
KHR 4599.050514
KMF 492.266859
KRW 1645.883089
KWD 0.355497
KYD 0.947986
KZT 542.743913
LAK 25794.848385
LBP 101868.519268
LKR 382.161814
LRD 205.90228
LSL 19.074719
LTL 3.380317
LVL 0.692483
LYD 7.293736
MAD 10.672835
MDL 20.128714
MGA 4916.777662
MKD 61.47221
MMK 2403.365942
MNT 4117.67959
MOP 9.189708
MRU 45.479944
MUR 54.046198
MVR 17.698944
MWK 1972.506088
MXN 19.989935
MYR 4.684571
MZN 73.16444
NAD 19.074719
NGN 1555.369036
NIO 41.864049
NOK 10.988566
NPR 173.996578
NZD 1.971678
OMR 0.440171
PAB 1.137523
PEN 3.861983
PGK 5.091605
PHP 70.387272
PKR 315.928992
PLN 4.323992
PYG 6832.132829
QAR 4.147538
RON 5.237036
RSD 117.397624
RUB 91.411663
RWF 1674.462037
SAR 4.330651
SBD 9.240367
SCR 16.114525
SDG 687.453048
SEK 11.066729
SGD 1.477322
SLE 27.618445
SOS 650.141684
SRD 43.213002
STD 23695.191148
STN 24.478978
SVC 9.953452
SZL 19.069624
THB 38.461503
TJS 10.499637
TMT 4.018272
TND 3.37199
TRY 54.280905
TTD 7.727364
TWD 37.168219
TZS 3038.764222
UAH 51.001702
UGX 4248.35168
USD 1.144807
UYU 45.750511
UZS 13693.240776
VES 850.930492
VND 30117.579511
VUV 136.484768
WST 3.152896
XAF 655.394173
XAG 0.020026
XAU 0.000284
XCD 3.093898
XCG 2.050139
XDR 0.8151
XOF 655.394173
XPF 119.331742
YER 272.836133
ZAR 19.092213
ZMK 10304.640503
ZMW 21.243757
ZWL 368.62735
Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor
Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor / foto: Raul ARBOLEDA - AFP/Arquivos

Sobrevivente de terremoto em 1967 na Venezuela agora ajuda vítimas do duplo tremor

Em 24 de junho, quando dois terremotos atingiram a Venezuela, María Elena Páez Pumar se dedicou a ajudar as vítimas a partir dos Estados Unidos. Fez isso por solidariedade e porque, há 59 anos, ficou presa sob os escombros em outro terremoto.

Tamanho do texto:

"Qualquer pessoa nessa situação precisa de ajuda, venha de onde vier", diz sobre os atingidos. "E, tendo passado por isso e recebido tanta ajuda da minha família, dos meus amigos e até de pessoas que nem me conheciam, era o mínimo que eu podia fazer."

Junto com familiares, ela se uniu rapidamente à comunidade venezuelana para arrecadar fundos e apoiar os centros de coleta de ajuda para seu país, onde quase 5 mil pessoas morreram e 16.740 ficaram feridas após os dois terremotos.

Páez Pumar, de 59 anos, tinha apenas sete meses quando um terremoto atingiu o norte da Venezuela em 29 de julho de 1967.

O tremor, que deixou mais de 200 mortos e cerca de 2 mil feridos, derrubou os andares superiores do edifício onde ela passava o fim de semana em La Guaira, a região costeira mais afetada também pelos terremotos deste ano.

Sua família ficou presa entre os escombros. Segundo relatos que ouviu mais tarde, foi o seu choro que alertou os socorristas para a presença de sobreviventes no apartamento.

"Graças a esse choro, conseguiram chegar até minha mãe, meus irmãos e, finalmente, até mim", conta.

Um de seus irmãos morreu no desabamento. Mas, após uma longa operação de resgate - durante a qual os socorristas chegaram a pegar emprestadas máquinas de uma loja em Caracas -, conseguiram salvar sua mãe, sua irmã e, por fim, ela própria, quase quatro dias após o terremoto.

Todos sofreram sequelas físicas, mas conseguiram seguir em frente.

Sua irmã, que estava prestes a completar três anos, teve um pé amputado durante o resgate e, posteriormente, as pernas, devido à gangrena. María Elena perdeu o antebraço direito, que permaneceu esmagado durante dias pela estrutura do berço onde estava.

Sua mãe não perdeu nenhum membro, mas levou um ano e meio para recuperar os movimentos das mãos.

- Crescer como qualquer outra criança -

Apesar de tudo, teve uma infância muito feliz. Foram anos em que o apoio da família e dos amigos foi fundamental e nos quais ela sempre sentiu que era tratada da mesma forma que as outras crianças.

Agora, enquanto muitos compatriotas enfrentam experiências semelhantes às que ela viveu, espera que recebam o mesmo tratamento.

"Haverá muito mais famílias como a nossa e, por isso, acho que os venezuelanos, como sociedade, os pais e as instituições de ensino precisam compreender isso", afirma. "Não somos algo estranho. Somos apenas pessoas com quem aconteceu alguma coisa, mas isso não significa que deixaremos de ser felizes, de viver e de realizar nossos sonhos."

Desde pequena, Páez Pumar precisou se adaptar ao próprio corpo. Teve dificuldades, por exemplo, para aprender a escrever com a mão esquerda, já que era destra. Mas os desafios que superou ajudaram a formar uma mulher de profunda fé religiosa, que se define como perfeccionista, metódica e forte.

"Desenvolvi métodos para que minha deficiência não seja uma deficiência, mas justamente o contrário, para que eu possa fazer tudo o que quero na vida", afirma.

Após atuar como advogada na Venezuela, Páez Pumar se mudou para os Estados Unidos há 11 anos, onde trabalha como professora do ensino médio.

Aos jovens feridos nos dois terremotos, ela recomenda paciência para superar tanto as feridas físicas quanto as emocionais.

"Cada dia em que avançamos, mesmo que seja um passo muito pequeno, representa uma grande conquista", diz. "Eles precisam estar convencidos de que têm o bem mais precioso, que é estar vivos (...) É preciso seguir em frente, encontrar força. Com paciência, amor e apoio, isso é possível, porque tive uma vida muito feliz e sou eternamente grata."

B.Krishnan--DT