Dubai Telegraph - Confissão de ministro de que ocultou dinheiro gera comoção política na Argentina

EUR -
AED 4.206719
AFN 75.027215
ALL 93.593389
AMD 416.279822
AOA 1051.536512
ARS 1712.98873
AUD 1.64473
AWG 2.063268
AZN 1.948839
BAM 1.955244
BBD 2.292448
BDT 140.510049
BHD 0.429278
BIF 3400.433154
BMD 1.145464
BND 1.470882
BOB 12.947319
BRL 5.864322
BSD 1.138176
BTN 108.809587
BWP 15.658548
BYN 3.321756
BYR 22451.100474
BZD 2.289149
CAD 1.610173
CDF 2617.386022
CHF 0.934435
CLF 0.027224
CLP 1071.479088
CNY 7.750558
CNH 7.738866
COP 3667.696538
CRC 517.95273
CUC 1.145464
CUP 30.354804
CVE 110.233657
CZK 24.166778
DJF 202.692368
DKK 7.474504
DOP 66.031225
DZD 152.434963
EGP 58.556597
ERN 17.181965
ETB 183.713765
FJD 2.552321
FKP 0.860717
GBP 0.857157
GEL 3.000906
GGP 0.860717
GHS 13.311215
GIP 0.860717
GMD 84.763865
GNF 9992.158928
GTQ 8.684493
GYD 238.092303
HKD 8.985967
HNL 30.495329
HRK 7.536579
HTG 148.817687
HUF 361.76455
IDR 20720.303902
ILS 3.536335
IMP 0.860717
INR 109.586743
IQD 1491.076042
IRR 1575299.792092
ISK 142.610187
JEP 0.860717
JMD 179.908846
JOD 0.812188
JPY 187.356747
KES 148.220052
KGS 100.171106
KHR 4601.6916
KMF 492.549857
KRW 1646.628259
KWD 0.355483
KYD 0.94853
KZT 543.055593
LAK 25809.661534
LBP 101927.019072
LKR 382.381277
LRD 206.020523
LSL 19.085673
LTL 3.382258
LVL 0.69288
LYD 7.297925
MAD 10.678964
MDL 20.140274
MGA 4919.601209
MKD 61.507512
MMK 2404.746118
MNT 4120.044241
MOP 9.194986
MRU 45.506061
MUR 54.077206
MVR 17.708883
MWK 1973.638835
MXN 19.953484
MYR 4.689076
MZN 73.206646
NAD 19.085673
NGN 1557.022565
NIO 41.88809
NOK 10.9673
NPR 174.096499
NZD 1.966888
OMR 0.440417
PAB 1.138176
PEN 3.864201
PGK 5.094529
PHP 70.471265
PKR 316.11042
PLN 4.304294
PYG 6836.056303
QAR 4.14992
RON 5.243592
RSD 117.404254
RUB 91.413218
RWF 1675.423626
SAR 4.333138
SBD 9.245673
SCR 15.502088
SDG 687.84641
SEK 11.04416
SGD 1.47821
SLE 27.634341
SOS 650.515039
SRD 43.237846
STD 23708.798532
STN 24.493036
SVC 9.959168
SZL 19.080575
THB 38.518561
TJS 10.505667
TMT 4.02058
TND 3.373926
TRY 54.300964
TTD 7.731802
TWD 37.292881
TZS 3032.614434
UAH 51.03099
UGX 4250.791372
USD 1.145464
UYU 45.776784
UZS 13701.104362
VES 851.419155
VND 30105.665725
VUV 136.563146
WST 3.154706
XAF 655.770545
XAG 0.019815
XAU 0.000282
XCD 3.095675
XCG 2.051317
XDR 0.815568
XOF 655.770545
XPF 119.331742
YER 272.992769
ZAR 19.027937
ZMK 10310.553212
ZMW 21.255956
ZWL 368.83904
Confissão de ministro de que ocultou dinheiro gera comoção política na Argentina
Confissão de ministro de que ocultou dinheiro gera comoção política na Argentina / foto: Luis ROBAYO - AFP/Arquivos

Confissão de ministro de que ocultou dinheiro gera comoção política na Argentina

A confissão do chefe do gabinete ministerial argentino, Manuel Adorni, de que ocultou 500 mil dólares (R$ 2,58 milhões) em suas declarações de bens gerou comoção e críticas, nesta quinta-feira (11), por parte de figuras da oposição e até mesmo do próprio governo de Javier Milei.

Tamanho do texto:

Adorni está há mais de três meses no olho do furacão por revelações sobre compra de imóveis e viagens onerosas após sua chegada à função pública, que estão sendo investigadas pela Justiça.

Na noite de quarta-feira, o ministro apresentou às autoridades uma nova declaração de bens na qual incluiu 500 mil dólares que, segundo ele, havia economizado “por fora”.

“É claro que cometi um erro. Vou pagar até o último imposto que me couber pagar, até a última multa, todos os juros, tudo o que decorrer desse erro”, disse Adorni.

Dentro da base governista, a senadora Patricia Bullrich, ex-ministra no gabinete de Milei, reagiu dizendo que “isso é mais do que um erro, isso é uma omissão ética. E o nosso governo tem a moral como política de Estado”.

O partido de centro-direita PRO, liderado pelo ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019) e aliado do governo no Congresso, considerou que Adorni cometeu uma “falta grave”.

“Um funcionário não pode dizer aos argentinos e ao Congresso Nacional que não ocultou nada, e depois admitir que sim, ocultou. Isso não tem nenhuma justificativa possível”, afirmou o PRO em comunicado.

Várias bancadas opositoras, incluindo o peronismo, convocaram uma sessão especial para 23 de junho para acertar uma interpelação a Adorni e avançar em uma eventual moção de censura contra ele.

Adorni, de 46 anos, tem sido uma das figuras de maior destaque do governo de Milei. Do seu cargo inicial como porta-voz presidencial em 2023, passou em novembro a chefe de Gabinete. Até agora, contou com o apoio irrestrito do presidente.

- “Bumerangue para o governo” -

Segundo o relato do ministro, todo o dinheiro que agora declara veio de sua atividade privada e de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018. Porém, nesta quinta, começaram a circular vídeos com declarações antigas que contradizem sua versão.

Independentemente da origem dos recursos, Adorni reconheceu que, junto com a esposa, decidiu não declarar esses rendimentos “porque a forma de escapar da velha política era ter uma poupança por fora”.

O reconhecimento desses recursos implica uma guinada no discurso do chefe de Gabinete, que em abril disse ao Congresso que “jamais existiu qualquer ocultação” de seu patrimônio.

Para o consultor e analista político Facundo Cruz, a situação “gera um problema dentro do governo”, porque obriga o gabinete a defender um ministro que “não está em uma situação confortável” e impacta em um dos “pilares discursivos” da base governista, que é a crítica ao que tem chamado de “casta” política.

“É um bumerangue para o governo”, afirmou Cruz à AFP, já que, cada vez que Adorni tenta explicar o que ocorreu com seu patrimônio, “turbina ainda mais uma situação já por si só pouco transparente”.

A polêmica começou em março, quando a imprensa apontou uma viagem oficial a Nova York na qual ele levou a esposa, bem como viagens de férias em jato privado com a família.

Outros vazamentos desencadearam uma investigação judicial sobre a compra, nos últimos dois anos, de imóveis não declarados. O ministro ainda não foi convocado a depor no âmbito dessa investigação.

Para o analista político Gustavo Marangoni, o caso prejudica a reputação do governo, mas esse dano não terá necessariamente uma tradução eleitoral nas presidenciais de 2027. Trata-se de “uma fragilidade objetiva, mas não necessariamente irreversível”, diz à AFP.

G.Mukherjee--DT