Flávio Bolsonaro elogia 2º mandato de Trump e se vê como presidente do Brasil
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou neste sábado (28), nos Estados Unidos, que o segundo mandato de Donald Trump é "muito melhor" que o primeiro, e prometeu realizar uma versão melhorada do mandato de seu pai, Jair Bolsonaro, se for eleito presidente do Brasil em outubro.
"Trump 2.0 é muito melhor que Trump 1.0, não é? Pois Bolsonaro 2.0 também será muito melhor", afirmou o senador de 44 anos, ovacionado no Texas durante o seu discurso na CPAC, a conferência anual do movimento conservador nos Estados Unidos.
Jair Bolsonaro cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Seu filho mais velho, Flávio, se apresenta como uma opção mais moderada do que o pai.
Nas eleições de outubro, Flávio Bolsonaro terá como principal adversário o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará um quarto mandato aos 80 anos.
Faltando sete meses para o pleito, os dois despontam como favoritos e estão tecnicamente empatados nas pesquisas.
"Não queremos interferências nas eleições no Brasil, como fez a administração [do ex-presidente americano Joe] Biden para levar Lula ao poder", afirmou Flávio Bolsonaro.
"Se o nosso povo puder se expressar livremente nas redes sociais e se os votos forem contabilizados corretamente, vamos ganhar", frisou o senador.
Derrotado por Lula no segundo turno das eleições de 2022, Jair Bolsonaro foi posteriormente declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por seus ataques sem provas contra a confiabilidade do sistema de votação eletrônica utilizado no Brasil.
Além disso, os conservadores denunciam regularmente que são alvo de "censura" nas redes sociais no Brasil, depois que Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou a eliminação alguns perfis acusados de desinformação.
Durante a CPAC, Flávio pediu que "as eleições brasileiras sejam observadas com extrema atenção" e "pressão diplomática para que as instituições funcionem corretamente".
Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 pelo STF, que o declarou culpado de conspirar para se manter no poder "de forma autoritária" após ser derrotado por Lula.
Desde a sexta-feira, o ex-presidente passou a cumprir pena em prisão domiciliar em Brasília, graças a uma decisão judicial que o isentou de retornar à unidade prisional especial conhecida como Papudinha após duas semanas de hospitalização por broncopneumonia.
Em dezembro, o ex-presidente indicou seu filho Flávio como seu herdeiro político e candidato à presidência.
J.Chacko--DT