Dubai Telegraph - Brasil defende açaí da Amazônia contra 'biopirataria'

EUR -
AED 4.309944
AFN 74.510722
ALL 95.57072
AMD 435.060622
ANG 2.100187
AOA 1077.148486
ARS 1633.548543
AUD 1.629831
AWG 2.112056
AZN 1.993211
BAM 1.959164
BBD 2.36379
BDT 144.001343
BGN 1.957292
BHD 0.443092
BIF 3490.759371
BMD 1.173364
BND 1.497091
BOB 8.10951
BRL 5.833496
BSD 1.17363
BTN 111.330948
BWP 15.949538
BYN 3.311854
BYR 22997.94409
BZD 2.360374
CAD 1.592936
CDF 2722.205195
CHF 0.916978
CLF 0.026861
CLP 1057.166507
CNY 8.011909
CNH 8.014379
COP 4290.559811
CRC 533.570631
CUC 1.173364
CUP 31.094159
CVE 110.883606
CZK 24.384973
DJF 208.530081
DKK 7.47283
DOP 69.707775
DZD 155.375718
EGP 62.901366
ERN 17.600467
ETB 184.218309
FJD 2.572133
FKP 0.86981
GBP 0.862364
GEL 3.150465
GGP 0.86981
GHS 13.135802
GIP 0.86981
GMD 86.261344
GNF 10299.208702
GTQ 8.966273
GYD 245.529324
HKD 9.191257
HNL 31.235267
HRK 7.535234
HTG 153.739671
HUF 364.309138
IDR 20299.205753
ILS 3.464324
IMP 0.86981
INR 111.346365
IQD 1537.107488
IRR 1542974.31
ISK 143.79583
JEP 0.86981
JMD 183.895722
JOD 0.8319
JPY 184.517474
KES 151.574808
KGS 102.576112
KHR 4708.118921
KMF 492.81274
KPW 1055.852847
KRW 1729.938621
KWD 0.360563
KYD 0.97805
KZT 543.605835
LAK 25787.610236
LBP 105074.790218
LKR 375.090738
LRD 215.722741
LSL 19.548368
LTL 3.46464
LVL 0.709756
LYD 7.456676
MAD 10.834841
MDL 20.221182
MGA 4875.329696
MKD 61.641296
MMK 2463.692897
MNT 4198.415212
MOP 9.470045
MRU 46.922496
MUR 55.195536
MVR 18.134354
MWK 2043.41337
MXN 20.49469
MYR 4.657838
MZN 74.983831
NAD 19.547992
NGN 1613.012025
NIO 43.08605
NOK 10.87415
NPR 178.120952
NZD 1.986923
OMR 0.451158
PAB 1.1736
PEN 4.11581
PGK 5.092197
PHP 71.885593
PKR 327.075207
PLN 4.2554
PYG 7218.099854
QAR 4.275447
RON 5.201286
RSD 117.426757
RUB 87.924811
RWF 1715.458891
SAR 4.400387
SBD 9.443922
SCR 17.160502
SDG 704.60387
SEK 10.83886
SGD 1.493696
SHP 0.876035
SLE 28.894132
SLL 24604.862266
SOS 670.573522
SRD 43.951834
STD 24286.27602
STN 24.875327
SVC 10.269638
SYP 129.825834
SZL 19.547986
THB 38.158058
TJS 11.008297
TMT 4.112643
TND 3.381583
TOP 2.82518
TRY 52.975292
TTD 7.966424
TWD 37.016146
TZS 3056.614692
UAH 51.56859
UGX 4413.009001
USD 1.173364
UYU 46.804945
UZS 14007.043283
VES 569.771431
VND 30925.194614
VUV 139.051108
WST 3.182386
XAF 657.132804
XAG 0.015821
XAU 0.000254
XCD 3.171076
XCG 2.115166
XDR 0.818678
XOF 657.66984
XPF 119.331742
YER 280.024184
ZAR 19.564801
ZMK 10561.688152
ZMW 21.917216
ZWL 377.822888
Brasil defende açaí da Amazônia contra 'biopirataria'
Brasil defende açaí da Amazônia contra 'biopirataria' / foto: Pablo PORCIUNCULA - AFP

Brasil defende açaí da Amazônia contra 'biopirataria'

O Brasil declarou o açaí um dos frutos nacionais, com o objetivo de reafirmar sua propriedade sobre esse "superalimento" e frear as empresas estrangeiras que buscam se apropriar das riquezas biológicas da Amazônia.

Tamanho do texto:

Os habitantes da maior floresta tropical do mundo usam há séculos a polpa espessa do açaí para acompanhar seus pratos diários de peixe.

O fruto de cor roxa ganhou popularidade no mundo no começo dos anos 2000, após ser reinventado como sobremesa gelada - muitas vezes coberto com granola, banana e outras frutas - e promovido por ser rico em antioxidantes.

Os ingredientes ativos do açaí atraíram o interesse de empresas de alimentos e cosméticos de todo o mundo. Em 2003, uma companhia japonesa registrou o nome "açaí", e o Brasil levou quatro anos para cancelar essa patente.

Casos como esse foram debatidos no Congresso Nacional durante a tramitação da lei que declarou o açaí um fruto nacional, apresentada pela primeira vez em 2011 e sancionada no começo do mês.

O Ministério da Agricultura disse à AFP que a medida ajuda a destacar o açaí como um "produto genuinamente brasileiro" que gera renda para milhares de famílias amazônicas. Mas especialistas apontam que a lei é em grande parte "simbólica", e apenas evidencia o desafio representado pelo interesse internacional crescente em uma ampla gama de frutas endêmicas da Amazônia.

O Brasil é um dos países que se preocupam com a biopirataria, o uso de recursos genéticos por terceiros sem a permissão das comunidades que os descobriram e a repartição de benefícios.

A lei "ajuda a priorizar o tema na agenda pública", disse Bruno Kato, fundador da Horta da Terra, empresa que desenvolve e comercializa ingredientes amazônicos.

- Grande risco -

A lei "tem, sobretudo, um valor simbólico e de afirmação cultural", disse à AFP Sheila de Melo, analista de propriedade intelectual da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O Brasil é um dos países com maior biodiversidade, e uma ampla gama de frutos com propriedades únicas corre um grande risco de ser desenvolvida e patenteada no exterior, destacou Sheila.

A analista citou o caso emblemático do cupuaçu, uma fruta amazônica cremosa usada em sobremesas e cosméticos. No fim dos anos 1990, ele foi registrado como marca por uma empresa japonesa, que exigia o pagamento de US$ 10.000 (R$ 52.000) de qualquer produto que mencionasse "cupuaçu" em seu rótulo. Duas décadas foram necessárias para reverter a marca.

Outras empresas já registraram patentes no exterior de alimentos e cosméticos desenvolvidos a partir dos ingredientes ativos do açaí, alertou Sheila.

- 'Regras claras' -

Ana Costa, vice-presidente de Sustentabilidade da Natura, gigante brasileira dos cosméticos conhecida por usar ingredientes amazônicos em seus produtos, disse à AFP que a lei destacou a necessidade de "regras claras que garantam a repartição justa de benefícios ao longo da cadeia".

O Brasil é signatário do Protocolo de Nagoia, um tratado internacional de 2014 sobre a repartição dos benefícios derivados do uso dos recursos genéticos.

O acordo enfrenta uma grande questão: atualmente, os dados genéticos podem ser baixados pela internet e usados no desenvolvimento de medicamentos ou cosméticos sem a necessidade de coleta física de plantas ou sementes.

Segundo Sheila de Melo, o principal desafio para o Brasil é que matérias-primas como a polpa de açaí são exportadas com frequência para países que, posteriormente, realizam a pesquisa necessária para a criação de produtos derivados de qualidade.

O Brasil deveria se concentrar em investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico na Amazônia, para gerar riqueza localmente, destacou a analista.

J.Chacko--DT