Dubai Telegraph - Movimento de protesto no Irã arrefece diante de repressão 'brutal'

EUR -
AED 4.306648
AFN 74.461506
ALL 95.497331
AMD 434.727564
ANG 2.098581
AOA 1076.325242
ARS 1633.705651
AUD 1.629932
AWG 2.110441
AZN 1.990101
BAM 1.957665
BBD 2.361982
BDT 143.891226
BGN 1.955795
BHD 0.442753
BIF 3488.090018
BMD 1.172467
BND 1.495947
BOB 8.103309
BRL 5.811567
BSD 1.172733
BTN 111.245814
BWP 15.937342
BYN 3.309322
BYR 22980.357766
BZD 2.358569
CAD 1.592545
CDF 2720.123559
CHF 0.917415
CLF 0.02684
CLP 1056.358057
CNY 8.005782
CNH 8.013679
COP 4287.278858
CRC 533.162614
CUC 1.172467
CUP 31.070382
CVE 110.789427
CZK 24.393209
DJF 208.370507
DKK 7.473365
DOP 69.643298
DZD 155.256906
EGP 62.917406
ERN 17.587008
ETB 184.077179
FJD 2.570166
FKP 0.869145
GBP 0.862578
GEL 3.148075
GGP 0.869145
GHS 13.12576
GIP 0.869145
GMD 86.187315
GNF 10291.333984
GTQ 8.959416
GYD 245.34157
HKD 9.184821
HNL 31.211402
HRK 7.535213
HTG 153.622108
HUF 364.437404
IDR 20329.409352
ILS 3.461651
IMP 0.869145
INR 111.20172
IQD 1535.932075
IRR 1541794.411352
ISK 143.814764
JEP 0.869145
JMD 183.755098
JOD 0.831328
JPY 184.403258
KES 151.459625
KGS 102.497669
KHR 4704.52686
KMF 492.436504
KPW 1055.045445
KRW 1730.93099
KWD 0.360288
KYD 0.977302
KZT 543.190145
LAK 25767.909322
LBP 104994.441056
LKR 374.803909
LRD 215.558395
LSL 19.533573
LTL 3.461991
LVL 0.709214
LYD 7.451067
MAD 10.826546
MDL 20.205719
MGA 4871.6014
MKD 61.59416
MMK 2461.808933
MNT 4195.204721
MOP 9.462803
MRU 46.886726
MUR 55.153169
MVR 18.120435
MWK 2041.877336
MXN 20.490034
MYR 4.655275
MZN 74.92656
NAD 19.533194
NGN 1612.447343
NIO 43.052703
NOK 10.877037
NPR 177.984744
NZD 1.989308
OMR 0.450813
PAB 1.172702
PEN 4.112661
PGK 5.089029
PHP 72.001174
PKR 326.825224
PLN 4.256425
PYG 7212.580237
QAR 4.272177
RON 5.200595
RSD 117.336986
RUB 87.940393
RWF 1714.147095
SAR 4.397022
SBD 9.4367
SCR 17.147353
SDG 704.074903
SEK 10.841042
SGD 1.493483
SHP 0.875365
SLE 28.87203
SLL 24586.047146
SOS 670.069188
SRD 43.918305
STD 24267.70452
STN 24.856305
SVC 10.261785
SYP 129.726557
SZL 19.533492
THB 38.16148
TJS 10.999879
TMT 4.109498
TND 3.379065
TOP 2.82302
TRY 52.971245
TTD 7.960332
TWD 37.040569
TZS 3054.277308
UAH 51.529156
UGX 4409.634413
USD 1.172467
UYU 46.769153
UZS 13996.395816
VES 572.885541
VND 30901.546392
VUV 138.944777
WST 3.179952
XAF 656.6303
XAG 0.01589
XAU 0.000255
XCD 3.168652
XCG 2.113548
XDR 0.818052
XOF 657.166456
XPF 119.331742
YER 279.809895
ZAR 19.580438
ZMK 10553.630303
ZMW 21.900456
ZWL 377.533971
Movimento de protesto no Irã arrefece diante de repressão 'brutal'
Movimento de protesto no Irã arrefece diante de repressão 'brutal' / foto: Yasin Akgul - AFP

Movimento de protesto no Irã arrefece diante de repressão 'brutal'

A intensidade dos protestos no Irã contra o sistema teocrático da república islâmica diminuiu após uma repressão brutal com milhares de mortos e em meio a um apagão da internet, afirmam nesta sexta-feira (16) organizações de monitoramento.

Tamanho do texto:

A ameaça de um ataque dos Estados Unidos ao Irã também parece ter arrefecido.

Segundo um funcionário saudita, aliados do Golfo convenceram o presidente americano, Donald Trump, a dar "uma oportunidade" a Teerã.

A mobilização começou em 28 de dezembro em Teerã para protestar contra o custo de vida, mas se espalhou para outras cidades com a exigência da queda do sistema clerical que governa o Irã desde a revolução de 1979.

As autoridades cortaram a internet para, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, ocultar a dimensão da repressão.

Na noite de quinta-feira, no início de um feriado prolongado de três dias, as forças de segurança estavam fortemente presentes nas ruas de Teerã, constatou um jornalista da AFP.

A repressão "provavelmente sufocou o movimento de protesto por enquanto", avalia o Instituto para o Estudo da Guerra, com sede nos Estados Unidos, que acompanha as manifestações.

"No entanto, a mobilização generalizada das forças de segurança (...) é insustentável, o que torna possível a retomada dos protestos", acrescentou.

O grupo de direitos humanos Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, contabiliza ao menos 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança. O número real pode ser muito maior.

Segundo seu diretor, Mahmood Amiry-Moghaddam, as autoridades lideradas pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, "cometeram um dos crimes mais graves de nossa época".

Ele citou "relatos horripilantes de testemunhas oculares" sobre "manifestantes mortos a tiros enquanto tentavam fugir, o uso de armas de guerra e a execução em plena rua de manifestantes feridos".

Lama Fakih, da Human Rights Watch, confirmou "massacres (...) sem precedentes no país".

Os iranianos estão sem internet há mais de 180 horas, mais do que durante as manifestações massivas de 2019, destaca a ONG de monitoramento de cibersegurança Netblocks.

Em novos vídeos gravados no auge dos protestos, aparecem corpos alinhados no necrotério de Kahrizak, ao sul de Teerã, e familiares desesperados em busca de seus entes queridos. A AFP verificou que as imagens foram feitas nesses locais.

- Dar "uma oportunidade" ao Irã -

Irã e Estados Unidos parecem ter reduzido o tom.

O presidente russo, Vladimir Putin, falou por telefone nesta sexta-feira com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e prevê conversar com seu homólogo iraniano, Masoud Pezeshkian, anunciou o Kremlin. O objetivo é reduzir a tensão em um país aliado de Moscou.

A Casa Branca também confirmou que o presidente americano falou com Netanyahu, que, segundo o New York Times, pediu que ele não intervenha militarmente.

Um alto funcionário saudita declarou na quinta-feira à AFP que Arábia Saudita, Catar e Omã alertaram Trump sobre o risco de "graves repercussões para a região".

Os três países "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o presidente Trump a dar ao Irã a oportunidade de demonstrar suas boas intenções", disse o funcionário, sob condição de anonimato.

"Todas as opções seguem sobre a mesa", afirmou na quinta-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.

- Iranianos "unidos" -

A Casa Branca afirmou que o Irã recuou de 800 execuções de manifestantes previstas na véspera, número não mencionado pelas autoridades iranianas nem por ativistas de direitos humanos.

O governo americano também anunciou sanções econômicas contra autoridades acusadas de coordenar a repressão, incluindo Ali Larijani, à frente do principal órgão de segurança do Irã.

No Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, a jornalista iraniano-americana Masih Alinejad afirmou que "todos os iranianos estão unidos" contra o sistema clerical no Irã.

O representante iraniano na reunião, Gholamhosein Darzi, acusou Washington de "explorar os protestos pacíficos com fins geopolíticos".

H.Pradhan--DT