Dubai Telegraph - Trump vislumbra 'possibilidade real' de acordo em Gaza; Israel recorda 7 de outubro

EUR -
AED 4.307361
AFN 75.063795
ALL 95.53007
AMD 434.876114
ANG 2.099301
AOA 1076.694146
ARS 1633.63202
AUD 1.626162
AWG 2.111165
AZN 2.066885
BAM 1.958337
BBD 2.362792
BDT 143.940577
BGN 1.956466
BHD 0.442934
BIF 3490.459203
BMD 1.172869
BND 1.49646
BOB 8.106088
BRL 5.816956
BSD 1.173135
BTN 111.283968
BWP 15.942808
BYN 3.310457
BYR 22988.239372
BZD 2.359378
CAD 1.593056
CDF 2721.056657
CHF 0.916111
CLF 0.026813
CLP 1055.289597
CNY 8.008645
CNH 8.009988
COP 4289.535095
CRC 533.345473
CUC 1.172869
CUP 31.081038
CVE 110.777586
CZK 24.363957
DJF 208.442272
DKK 7.472122
DOP 69.78868
DZD 155.409815
EGP 62.908723
ERN 17.59304
ETB 184.140682
FJD 2.571047
FKP 0.863957
GBP 0.863378
GEL 3.142967
GGP 0.863957
GHS 13.155579
GIP 0.863957
GMD 85.61901
GNF 10291.928671
GTQ 8.962489
GYD 245.425715
HKD 9.189343
HNL 31.221407
HRK 7.535338
HTG 153.674796
HUF 362.682282
IDR 20330.927916
ILS 3.452728
IMP 0.863957
INR 111.317619
IQD 1536.458856
IRR 1541150.333205
ISK 143.805533
JEP 0.863957
JMD 183.818121
JOD 0.831577
JPY 183.987426
KES 151.476373
KGS 102.532828
KHR 4706.137263
KMF 492.604693
KPW 1055.582391
KRW 1725.11506
KWD 0.360411
KYD 0.977637
KZT 543.376443
LAK 25779.668401
LBP 105030.45096
LKR 374.932456
LRD 215.661377
LSL 19.539898
LTL 3.463178
LVL 0.709457
LYD 7.447525
MAD 10.850507
MDL 20.212649
MGA 4867.407882
MKD 61.651274
MMK 2462.427637
MNT 4196.351252
MOP 9.466049
MRU 46.87896
MUR 55.160312
MVR 18.126721
MWK 2042.550462
MXN 20.458714
MYR 4.641629
MZN 74.945338
NAD 19.540266
NGN 1613.845165
NIO 43.055834
NOK 10.892995
NPR 178.045788
NZD 1.985474
OMR 0.451256
PAB 1.173105
PEN 4.113838
PGK 5.088787
PHP 71.867622
PKR 326.966677
PLN 4.244092
PYG 7215.053945
QAR 4.273352
RON 5.197804
RSD 117.411948
RUB 87.926676
RWF 1714.148563
SAR 4.398236
SBD 9.432344
SCR 16.122641
SDG 704.311222
SEK 10.807012
SGD 1.492717
SHP 0.875665
SLE 28.820051
SLL 24594.479457
SOS 669.708053
SRD 43.933385
STD 24276.027649
STN 24.876559
SVC 10.265304
SYP 129.631364
SZL 19.539884
THB 38.106997
TJS 11.003652
TMT 4.110907
TND 3.379916
TOP 2.823988
TRY 53.002903
TTD 7.963062
TWD 37.097275
TZS 3055.325098
UAH 51.546829
UGX 4411.146791
USD 1.172869
UYU 46.785194
UZS 14015.788564
VES 573.465974
VND 30912.144739
VUV 137.989709
WST 3.184562
XAF 656.855506
XAG 0.015475
XAU 0.000254
XCD 3.169738
XCG 2.114273
XDR 0.815883
XOF 656.806871
XPF 119.331742
YER 279.844213
ZAR 19.453035
ZMK 10557.229877
ZMW 21.907968
ZWL 377.663454
Trump vislumbra 'possibilidade real' de acordo em Gaza; Israel recorda 7 de outubro
Trump vislumbra 'possibilidade real' de acordo em Gaza; Israel recorda 7 de outubro / foto: Ahmad Gharabli - AFP

Trump vislumbra 'possibilidade real' de acordo em Gaza; Israel recorda 7 de outubro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou, nesta terça-feira (7), uma "possibilidade real" de alcançar um acordo para pôr fim à guerra em Gaza, enquanto Israel lembrou o segundo aniversário do ataque violento do Hamas que desencadeou o conflito em 7 de outubro de 2023.

Tamanho do texto:

Trump, que pressiona para alcançar um acordo, indicou que uma "equipe" americana está envolvida nas conversas indiretas em curso em Sharm el-Sheikh, no Egito, entre negociadores israelenses e do movimento islamista palestino Hamas.

Essas conversas se baseiam no plano anunciado em 29 de setembro pelo presidente americano, que prevê um cessar-fogo, a libertação dos reféns sequestrados durante o ataque de 7 de outubro em troca de prisioneiros palestinos, a retirada gradual do Exército israelense de Gaza e o desarmamento do Hamas.

"Há uma possibilidade real de que possamos fazer algo" com relação a um acordo sobre Gaza, declarou Trump, insistindo em que os Estados Unidos desejam a "libertação dos reféns imediatamente".

O principal negociador do Hamas, Khalil al Hayya, declarou que seu grupo "quer garantias do presidente Trump e dos países patrocinadores de que a guerra terminará de uma vez por todas".

Segundo o chefe da diplomacia egípcia, Badr Abdelatty, uma delegação liderada por Steve Witkoff, o enviado de Donald Trump, chegará na quarta-feira ao Egito.

Em uma demonstração dos intensos esforços para alcançar resultados, o primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, e o chefe do serviço de inteligência da Turquia, Ibrahim Kalin, também se unirão às conversas na quarta-feira.

O Hamas havia assinalado anteriormente que está tentando superar "todos os obstáculos" que possam impedir um acordo.

Em sua resposta ao plano de Trump, o movimento islamista aceitou libertar os reféns, mas exigiu o fim da ofensiva israelense e a retirada total de Israel de Gaza. Não mencionou seu desarmamento, ponto-chave da proposta.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse apoiar a proposta americana, mas ressaltou que seu Exército permaneceria na maior parte de Gaza e afirmou que o Hamas deve ser desarmado.

- 'Para estar com ela' -

Há exatamente dois anos, no final do feriado judaico do Sucot, milicianos deste movimento islamista lançaram o ataque mais mortal da história de Israel desde a sua criação em 1948.

Protegidos por foguetes disparados da Faixa de Gaza, milhares de combatentes do Hamas e de outras organizações palestinas destruíram a barreira na fronteira com Israel e atacaram comunidades agrícolas, bases militares e um grande festival de música no deserto.

O ataque resultou na morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço feito com base em dados oficiais israelenses. O Hamas levou 251 reféns para Gaza, dos quais 47 permanecem em cativeiro, incluindo 25 que, segundo o Exército israelense, estariam mortos.

Às 6h29 locais (00h29 de Brasília) desta terça-feira, mesmo horário em que o Hamas lançou seu ataque em 2023, parentes dos mortos no festival fizeram um minuto de silêncio no local em homenagem às mais de 370 pessoas mortas.

"Estou aqui para estar com ela, porque foi a última vez que ela esteve viva, aqui com seu noivo, Moshe", que também foi morto naquele dia, disse à AFP Orit Baron, de 57 anos, mãe de Yuval Baron, uma das vítimas.

Em Tel Aviv, uma multidão se reuniu na chamada Praça dos Reféns, o epicentro da mobilização pela libertação de todos os sequestrados pelo Hamas, em uma manifestação convocada pelas famílias das vítimas.

Nesta terça, Netanyahu voltou a prometer "o retorno de todos os sequestrados [e] a eliminação do governo do Hamas".

- 'Todos mentiram para nós' -

Por sua vez, um alto integrante do Hamas, Fawzi Barhum, classificou o massacre de 7 de outubro como uma "resposta histórica às tentativas de erradicar a causa palestina".

A ofensiva de retaliação israelense em Gaza já provocou pelo menos 67.160 mortes, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do governo liderado pelo Hamas, considerados confiáveis pela ONU.

Em Gaza, bairros inteiros foram arrasados, com casas, hospitais, escolas e redes de abastecimento de água em ruínas.

Centenas de milhares de moradores de Gaza estão abrigados em acampamentos superlotados e áreas abertas, com pouco acesso a alimentos, água ou saneamento.

"Não sei quando esta guerra vai acabar. Meu sonho é que termine agora mesmo, não amanhã", disse à AFP Abir Abu Said, um palestino de 21 anos que perdeu sete membros da sua família.

 

No mês passado, investigadores independentes da ONU acusaram Israel de cometer um "genocídio" em Gaza, onde a organização também declarou um estado de fome extrema.

G.Gopinath--DT