Dubai Telegraph - Narcotráfico, guerrilhas e grupos paramilitares: o explosivo coquetel de violência na Colômbia

EUR -
AED 4.246168
AFN 73.421127
ALL 96.080579
AMD 437.405912
ANG 2.069706
AOA 1060.240841
ARS 1591.813902
AUD 1.665343
AWG 2.083773
AZN 1.966007
BAM 1.955388
BBD 2.336928
BDT 142.389987
BGN 1.976314
BHD 0.436478
BIF 3446.288495
BMD 1.156206
BND 1.483194
BOB 8.017275
BRL 6.044181
BSD 1.160265
BTN 109.136524
BWP 15.811804
BYN 3.438805
BYR 22661.643378
BZD 2.333628
CAD 1.599178
CDF 2636.150356
CHF 0.915293
CLF 0.026874
CLP 1061.119847
CNY 7.979553
CNH 7.98805
COP 4279.524169
CRC 539.48862
CUC 1.156206
CUP 30.639467
CVE 110.241287
CZK 24.455613
DJF 206.619129
DKK 7.471735
DOP 69.955557
DZD 153.424549
EGP 61.001685
ERN 17.343094
ETB 181.171096
FJD 2.599441
FKP 0.864652
GBP 0.8656
GEL 3.115955
GGP 0.864652
GHS 12.685271
GIP 0.864652
GMD 85.038269
GNF 10169.900368
GTQ 8.88009
GYD 242.747784
HKD 9.046222
HNL 30.724657
HRK 7.536496
HTG 152.148588
HUF 387.349347
IDR 19537.573969
ILS 3.613318
IMP 0.864652
INR 108.675064
IQD 1520.08617
IRR 1518272.295998
ISK 143.196406
JEP 0.864652
JMD 182.762268
JOD 0.819755
JPY 184.379062
KES 149.962063
KGS 101.109316
KHR 4653.039354
KMF 493.700316
KPW 1040.652492
KRW 1739.801927
KWD 0.355406
KYD 0.9669
KZT 559.824421
LAK 25015.9435
LBP 103748.72112
LKR 364.916239
LRD 212.914201
LSL 19.544649
LTL 3.413977
LVL 0.699378
LYD 7.398537
MAD 10.813374
MDL 20.287899
MGA 4836.02249
MKD 61.669071
MMK 2428.014465
MNT 4143.644146
MOP 9.343371
MRU 46.230455
MUR 53.913328
MVR 17.863527
MWK 2011.993314
MXN 20.578332
MYR 4.617858
MZN 73.877671
NAD 19.544565
NGN 1602.628577
NIO 42.701184
NOK 11.179241
NPR 174.619949
NZD 1.997341
OMR 0.444557
PAB 1.160255
PEN 4.012272
PGK 5.012965
PHP 69.58686
PKR 323.840542
PLN 4.27183
PYG 7549.474017
QAR 4.23139
RON 5.095979
RSD 117.426623
RUB 95.184232
RWF 1694.250213
SAR 4.337549
SBD 9.298254
SCR 16.100424
SDG 694.880448
SEK 10.83654
SGD 1.483586
SHP 0.867454
SLE 28.384666
SLL 24245.080415
SOS 663.063107
SRD 43.173321
STD 23931.135931
STN 24.494943
SVC 10.152904
SYP 128.850948
SZL 19.555047
THB 37.947817
TJS 11.10971
TMT 4.046722
TND 3.404768
TOP 2.783867
TRY 51.298213
TTD 7.889371
TWD 36.885273
TZS 2977.299425
UAH 50.943403
UGX 4293.07654
USD 1.156206
UYU 46.969897
UZS 14151.078431
VES 534.271782
VND 30464.301558
VUV 137.615528
WST 3.179024
XAF 655.821602
XAG 0.016987
XAU 0.000261
XCD 3.124706
XCG 2.091168
XDR 0.815635
XOF 655.827273
XPF 119.331742
YER 275.928661
ZAR 19.665105
ZMK 10407.23896
ZMW 21.726608
ZWL 372.297955
Narcotráfico, guerrilhas e grupos paramilitares: o explosivo coquetel de violência na Colômbia
Narcotráfico, guerrilhas e grupos paramilitares: o explosivo coquetel de violência na Colômbia / foto: Schneyder Mendoza - AFP

Narcotráfico, guerrilhas e grupos paramilitares: o explosivo coquetel de violência na Colômbia

A Colômbia encara a maior onda de violência da última década, após diversos ataques de grupos armados que deixaram mais de 100 mortos e 36.000 deslocados desde a semana passada.

Tamanho do texto:

O pior foco do conflito está concentrado em Catatumbo, uma região de fronteira com a Venezuela repleta de plantações de coca e onde guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN) travam confrontos com dissidentes da extinta guerrilha das Farc e também atacam a população civil.

Esses ataques, que o presidente de esquerda Gustavo Petro qualificou como "crimes de guerra", levaram à suspensão dos diálogos de paz do governo com o ELN.

"Desde a desmobilização das Farc em 2016, o ELN não parou de expandir e consolidar seu poder na Venezuela e nos departamentos fronteiriços colombianos (...) o único obstáculo que resta ao ELN é a Frente 33 (das dissidências Farc), que mantém uma forte presença" na região, explicou a ONG americana Insight Crime.

Além das guerrilhas, um punhado de organizações criminosas controla as rotas do narcotráfico na Colômbia, o maior produtor de cocaína do mundo. Algumas regiões isoladas são inacessíveis para o poder público, pois rebeldes e traficantes atuam como um Estado de fato.

Esses são os principais grupos armados da Colômbia:

- ELN -

De origem guevarista e fundada em 1964, essa guerrilha de esquerda opera principalmente na fronteira entre Colômbia e Venezuela. Segundo especialistas, seus guerrilheiros estão dos dois lados da fronteira e usam a Venezuela como retaguarda.

O ELN também tem uma forte presença nos departamentos de Bolívar (norte), Antioquia, Chocó (noroeste), Valle del Cauca, Cauca e Nariño (suroeste).

Na quarta-feira, o Ministério Público colombiano reativou ordens de prisão contra mais de 30 rebeldes do ELN. Os mandados haviam sido levantados entre 2022 e 2023 por um pedido de Petro, como parte das negociações agora suspensas.

Entre eles estão 'Pablo Beltrán', 'Antonio García' e 'Gabino', principais chefes do ELN.

- Clã do Golfo -

É o principal cartel do narcotráfico colombiano. De origem paramilitar de extrema direita, o grupo se autodenomina Exército Gaitanista da Colômbia e insiste em ser tratado como uma organização política.

Também está realizando aproximações com o governo de Petro. Mas, em dezembro, o presidente excluiu da mesa de negociações três de seus principais líderes, incluindo 'Chiquito Malo', chefe da organização, após a captura e posterior extradição para os Estados Unidos de Dairo Antonio Úsuga, o 'Otoniel', em 2022.

O Clã tem uma presença especialmente forte nos departamentos do noroeste da Colômbia, embora também mantenha células em Meta, Vichada (leste), Casanare (nordeste), Valle del Cauca e Nariño (suroeste). Também é vinculado ao tráfico de migrantes pela selva do Darién, na fronteira com o Panamá, embora seus líderes neguem tal ligação.

- Dissidências das Farc -

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) assinaram um acordo histórico de paz com o governo da Colômbia em 2016, após mais de 50 anos de luta armada. Mas alguns de suas frentes se afastaram do processo de desmobilização.

Após sua fragmentação, reorganizaram-se com novos recrutas em grupos hoje em confronto entre si: A Segunda Marquetalia e o Estado Maior Central (EMC).

O EMC é o maior agrupamento de estruturas dissidentes das Farc, embora esteja dividido. A cisão sob o comando de 'Iván Mordisco' se afastou dos diálogos com o governo em abril e intensificou sua pressão contra o Estado com uma onda de violência que afetou principalmente os departamentos de Valle del Cauca e Cauca (suroeste). Outra facção, sob o comando de 'Calarcá', criou um grupo independente que continua em conversações com o governo de Petro.

A Segunda Marquetalia é um agrupamento fundado por ex-integrantes das Farc desmobilizados em 2016 que pegaram em armas novamente. A facção tem influência principalmente na fronteira com a Venezuela, mas também em vários departamentos de Amazônia (sul) e Nariño (sudoeste). O ex-número dois das Farc, Iván Márquez, que foi chefe negociador da paz, é reconhecido como seu líder.

A Segunda Marquetalia também se encontra dividida após uma ruptura de duas facções que, em novembro, criticaram a falta de vontade de Márquez de continuar em uma mesa de diálogo com o governo de Petro instalada em junho, em Caracas.

G.Mukherjee--DT