Dubai Telegraph - Maduro exige 'mão de ferro' após protestos que deixaram 25 mortos na Venezuela

EUR -
AED 4.241003
AFN 73.32143
ALL 96.264457
AMD 435.49084
ANG 2.066822
AOA 1058.764604
ARS 1597.949484
AUD 1.676973
AWG 2.078272
AZN 1.967396
BAM 1.962489
BBD 2.325728
BDT 141.683564
BGN 1.973561
BHD 0.435685
BIF 3427.417086
BMD 1.154596
BND 1.486969
BOB 8.008298
BRL 6.067751
BSD 1.154731
BTN 109.448969
BWP 15.919471
BYN 3.437216
BYR 22630.074075
BZD 2.322286
CAD 1.604831
CDF 2635.36902
CHF 0.921971
CLF 0.027055
CLP 1068.301597
CNY 7.980392
CNH 7.989998
COP 4249.2467
CRC 536.225485
CUC 1.154596
CUP 30.596784
CVE 110.98555
CZK 24.603629
DJF 205.195187
DKK 7.496448
DOP 68.95827
DZD 153.879614
EGP 60.780401
ERN 17.318934
ETB 180.838585
FJD 2.609838
FKP 0.868614
GBP 0.870276
GEL 3.094767
GGP 0.868614
GHS 12.666364
GIP 0.868614
GMD 84.867224
GNF 10137.349919
GTQ 8.837161
GYD 241.720221
HKD 9.035924
HNL 30.608778
HRK 7.557064
HTG 151.366612
HUF 390.276858
IDR 19617.503194
ILS 3.622683
IMP 0.868614
INR 109.529794
IQD 1512.520257
IRR 1516272.693223
ISK 144.047794
JEP 0.868614
JMD 181.759555
JOD 0.818654
JPY 185.080568
KES 149.986359
KGS 100.96983
KHR 4632.238016
KMF 494.167328
KPW 1039.005581
KRW 1741.130593
KWD 0.355512
KYD 0.962293
KZT 558.235579
LAK 25285.644395
LBP 103394.037822
LKR 363.741444
LRD 212.012665
LSL 19.813301
LTL 3.409221
LVL 0.698404
LYD 7.360592
MAD 10.789123
MDL 20.282399
MGA 4820.437097
MKD 61.637435
MMK 2427.526343
MNT 4123.646826
MOP 9.31702
MRU 46.322813
MUR 54.000874
MVR 17.838939
MWK 2005.532983
MXN 20.922547
MYR 4.530678
MZN 73.836825
NAD 19.813296
NGN 1597.337286
NIO 42.397186
NOK 11.20288
NPR 175.114145
NZD 2.009741
OMR 0.444613
PAB 1.154721
PEN 3.994328
PGK 4.975197
PHP 69.911197
PKR 322.367369
PLN 4.298271
PYG 7549.734427
QAR 4.218027
RON 5.111746
RSD 117.558661
RUB 94.006614
RWF 1686.864195
SAR 4.332448
SBD 9.285301
SCR 16.659944
SDG 693.912357
SEK 10.938258
SGD 1.492666
SHP 0.866246
SLE 28.345751
SLL 24211.30527
SOS 659.855623
SRD 43.413994
STD 23897.798134
STN 24.650616
SVC 10.103439
SYP 129.111885
SZL 19.813287
THB 37.940438
TJS 11.033396
TMT 4.041085
TND 3.37839
TOP 2.779989
TRY 51.302613
TTD 7.845709
TWD 36.998328
TZS 2974.800639
UAH 50.614226
UGX 4301.662877
USD 1.154596
UYU 46.739318
UZS 14091.83988
VES 540.268027
VND 30409.162038
VUV 138.27014
WST 3.204592
XAF 658.200578
XAG 0.0165
XAU 0.000256
XCD 3.120353
XCG 2.081103
XDR 0.816058
XOF 655.810693
XPF 119.331742
YER 275.490657
ZAR 19.766671
ZMK 10392.750198
ZMW 21.737094
ZWL 371.779317
Maduro exige 'mão de ferro' após protestos que deixaram 25 mortos na Venezuela
Maduro exige 'mão de ferro' após protestos que deixaram 25 mortos na Venezuela / foto: ZURIMAR CAMPOS - Venezuelan Presidency/AFP

Maduro exige 'mão de ferro' após protestos que deixaram 25 mortos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu, nesta segunda-feira (12), que os poderes do Estado ajam com "mão de ferro" contra os supostos crimes de ódio que, segundo ele, surgiram durante os protestos contra sua questionada reeleição, os quais deixaram 25 mortos e 192 feridos.

Tamanho do texto:

Maduro foi proclamado vencedor do pleito de 28 de julho com 52% dos votos para um terceiro mandato de seis anos. A oposição, liderada por María Corina Machado e seu candidato, Edmundo González Urrutia, denuncia fraude e reivindica vitória. O presidente venezuelano considera a postura dos rivais como uma incitação a um "golpe de Estado" e a uma "guerra civil".

"Exijo que todos os poderes do Estado atuem com maior celeridade, maior eficiência e mão de ferro contra o crime, contra a violência, contra os crimes de ódio, mão de ferro e justiça severa, firme, fazer cumprir os princípios constitucionais", disse Maduro durante uma reunião com autoridades.

"Onde estão os autores intelectuais dessa violência? Onde estão os financiadores dessa violência? Onde estão os que a planejaram? (...) Onde está o senhor Edmundo González Urrutia? Por que foge? Por que teme? Por que não dá as caras? Onde está a fascista maior, a senhora Machado, que manda matar, manda assassinar?", questionou.

González Urrutia, que representou Machado na cédula eleitoral após sua inabilitação, não aparece em público há quase duas semanas, enquanto a líder opositora permanece na clandestinidade, afirmando que teme pela própria vida após a "repressão em massa" contra ativistas e cidadãos, que, segundo o governo, resultou em mais de 2.200 detenções.

Os protestos estouraram horas depois de a oposição denunciar fraude e assegurar que possuía cópias de mais de 80% das atas para provar que venceu.

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), acusado de servir ao chavismo, ainda não publicou o resultado detalhado da eleição, alegando que o sistema de votação foi hackeado.

O chavismo desconsiderou as provas da oposição e Maduro recorreu ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para "certificar" a eleição, enquanto Estados Unidos, países da América Latina e União Europeia (UE) pediram a publicação das atas.

- Investigação exaustiva -

A oposição e os Estados Unidos dão espaço para que uma mediação conduzida pelos governos de esquerda de Brasil, Colômbia e México encontre uma solução para a crise. Washington negou nesta segunda-feira ter oferecido uma anistia a Maduro.

Os protestos resultaram em um balanço oficial de 25 mortos e 192 feridos, incluindo dois militares, segundo o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab. O número coincide com o divulgado por organizações de direitos humanos, que relatavam 24 mortes em um contexto de "escalada repressiva".

"Foram assassinadas pela extrema-direita (...) pessoas de boa vontade, jovens", afirmou Saab ao mostrar fotografias de alguns dos mortos. A maioria morreu baleada entre 29 e 30 de julho.

"As mortes denunciadas no âmbito dos protestos devem ser investigadas exaustivamente e, se for confirmado o uso abusivo da força letal por parte dos corpos de segurança e a participação de civis armados atuando com a conivência destes corpos, os responsáveis devem prestar contas", afirmou em comunicado Marta Valiñas, presidente da Missão Internacional Independente do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

A Venezuela não reconhece essa instância e denuncia a existência de um “padrão duplo”.

O escritório do procurador do Tribunal Penal Internacional (TPI), que há anos investiga a Venezuela por denúncias de violações aos direitos humanos, também anunciou que "segue ativamente os acontecimentos atuais e recebeu inúmeros relatórios de violência e outras denúncias após as eleições".

- Redes sociais -

Maduro insiste em afirmar que é alvo de um "golpe de Estado ciberfascista" enquanto o Parlamento, controlado pelo chavismo, impulsiona uma regulação para as redes sociais.

A iniciativa faz parte de um pacote de leis promovido pelo chefe do Legislativo, que inclui também a aprovação de uma lei para regular ONGs e outra para punir o "fascismo", termo que o governo usa frequentemente para se referir a seus críticos.

"A Venezuela precisa regulamentar o funcionamento das redes sociais", expressou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Maduro já suspendeu por 10 dias a rede social X, após acusar seu proprietário, Elon Musk, de incitar o ódio e o fascismo. O prazo expira, a princípio, na próxima segunda-feira, 19 de agosto.

Y.Chaudhry--DT