Dubai Telegraph - Peru aprova lei que prescreve crimes contra a humanidade anteriores a 2002

EUR -
AED 4.241003
AFN 73.32143
ALL 96.264457
AMD 435.49084
ANG 2.066822
AOA 1058.764604
ARS 1597.949484
AUD 1.676973
AWG 2.078272
AZN 1.967396
BAM 1.962489
BBD 2.325728
BDT 141.683564
BGN 1.973561
BHD 0.435685
BIF 3427.417086
BMD 1.154596
BND 1.486969
BOB 8.008298
BRL 6.067751
BSD 1.154731
BTN 109.448969
BWP 15.919471
BYN 3.437216
BYR 22630.074075
BZD 2.322286
CAD 1.604831
CDF 2635.36902
CHF 0.921971
CLF 0.027055
CLP 1068.301597
CNY 7.980392
CNH 7.989998
COP 4249.2467
CRC 536.225485
CUC 1.154596
CUP 30.596784
CVE 110.98555
CZK 24.603629
DJF 205.195187
DKK 7.496448
DOP 68.95827
DZD 153.879614
EGP 60.780401
ERN 17.318934
ETB 180.838585
FJD 2.609838
FKP 0.868614
GBP 0.870276
GEL 3.094767
GGP 0.868614
GHS 12.666364
GIP 0.868614
GMD 84.867224
GNF 10137.349919
GTQ 8.837161
GYD 241.720221
HKD 9.035924
HNL 30.608778
HRK 7.557064
HTG 151.366612
HUF 390.276858
IDR 19617.503194
ILS 3.622683
IMP 0.868614
INR 109.529794
IQD 1512.520257
IRR 1516272.693223
ISK 144.047794
JEP 0.868614
JMD 181.759555
JOD 0.818654
JPY 185.080568
KES 149.986359
KGS 100.96983
KHR 4632.238016
KMF 494.167328
KPW 1039.005581
KRW 1741.130593
KWD 0.355512
KYD 0.962293
KZT 558.235579
LAK 25285.644395
LBP 103394.037822
LKR 363.741444
LRD 212.012665
LSL 19.813301
LTL 3.409221
LVL 0.698404
LYD 7.360592
MAD 10.789123
MDL 20.282399
MGA 4820.437097
MKD 61.637435
MMK 2427.526343
MNT 4123.646826
MOP 9.31702
MRU 46.322813
MUR 54.000874
MVR 17.838939
MWK 2005.532983
MXN 20.922547
MYR 4.530678
MZN 73.836825
NAD 19.813296
NGN 1597.337286
NIO 42.397186
NOK 11.20288
NPR 175.114145
NZD 2.009741
OMR 0.444613
PAB 1.154721
PEN 3.994328
PGK 4.975197
PHP 69.911197
PKR 322.367369
PLN 4.298271
PYG 7549.734427
QAR 4.218027
RON 5.111746
RSD 117.558661
RUB 94.006614
RWF 1686.864195
SAR 4.332448
SBD 9.285301
SCR 16.659944
SDG 693.912357
SEK 10.938258
SGD 1.492666
SHP 0.866246
SLE 28.345751
SLL 24211.30527
SOS 659.855623
SRD 43.413994
STD 23897.798134
STN 24.650616
SVC 10.103439
SYP 129.111885
SZL 19.813287
THB 37.940438
TJS 11.033396
TMT 4.041085
TND 3.37839
TOP 2.779989
TRY 51.302613
TTD 7.845709
TWD 36.998328
TZS 2974.800639
UAH 50.614226
UGX 4301.662877
USD 1.154596
UYU 46.739318
UZS 14091.83988
VES 540.268027
VND 30409.162038
VUV 138.27014
WST 3.204592
XAF 658.200578
XAG 0.0165
XAU 0.000256
XCD 3.120353
XCG 2.081103
XDR 0.816058
XOF 655.810693
XPF 119.331742
YER 275.490657
ZAR 19.766671
ZMK 10392.750198
ZMW 21.737094
ZWL 371.779317
Peru aprova lei que prescreve crimes contra a humanidade anteriores a 2002
Peru aprova lei que prescreve crimes contra a humanidade anteriores a 2002 / foto: LUKA GONZALES - AFP/Arquivos

Peru aprova lei que prescreve crimes contra a humanidade anteriores a 2002

O Peru aprovou, nesta sexta-feira (9), uma lei que prescreve crimes contra a humanidade cometidos antes de 2002 na luta contra guerrilhas, uma iniciativa que beneficiará o ex-presidente Alberto Fujimori e 600 militares processados.

Tamanho do texto:

Em meio à rejeição da Corte Interamericana de Direitos Humanos, a lei foi publicada no Diário Oficial depois que o governo decidiu não analisá-la.

O texto anula processos por supostos crimes cometidos durante o conflito interno ou na "guerra ao terrorismo", segundo as autoridades da época, que deixou mais de 69 mil mortos e 21 mil desaparecidos entre 1980 e 2000.

Segundo a norma, "ninguém será processado, condenado ou sancionado por crimes contra a humanidade ou de guerra, cometidos antes do dia 1º de julho de 2002", quando entrou em vigência no Peru o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

De acordo com as autoridades peruanas, a lei, que entrará em vigor a partir do dia 10 de agosto, serve para especificar a aplicação e os alcances do crime contra a humanidade e dos crimes de guerra na legislação local.

- "Lei de Impunidade" -

O governo rejeitou que se trate de uma anistia encoberta ou "lei da impunidade", como apontado por grupos de direitos humanos e familiares das vítimas dos massacres cometidos pelos militares entre 1980 e 2000.

"A controvérsia reside no fato de que o que consta no Estatuto de Roma e na Convenção sobre a imprescritibilidade dos crimes de guerra e dos crimes contra a humanidade só é aplicável ao Peru após a publicação da lei. Portanto, do ponto de vista da aplicação imediata da lei penal, não é certo que a norma promova a impunidade", disse o chefe de gabinete Gustavo Adrianzén, na quarta-feira (8).

Promovida pela maioria de direita que controla o Parlamento unicameral, a lei permitirá a prescrição automática de cerca de 600 casos de crimes de guerra investigados há mais de três décadas, anunciou o Ministério Público.

O Peru reconhece a jurisdição do Tribunal Penal Internacional, que foi autorizado a intervir nos crimes de guerra e crimes contra a humanidade mais graves cometidos após 2002, quando o Estatuto de Roma entrou em vigor no país.

A iniciativa gerou, desde julho, a rejeição da Corte Interamericana de Direitos Humanos diante do risco de deixar impunes as execuções extrajudiciais e os desaparecimentos forçados perpetrados pelas forças do Estado, que marcaram as décadas de 1980 e 1990.

Esta lei beneficia o ex-presidente Fujimori (1990-2000), condenado em 2009 a 25 anos de prisão por ordenar dois massacres de civis promovidos pelo Exército em 1991 e 1992.

O ex-mandatário de 86 anos foi libertado da prisão em 7 de dezembro de 2023 sob a proteção de um indulto humanitário, apesar da objeção do sistema de justiça interamericano. Ele ficou preso por 16 anos.

- Rejeição da ONU -

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos denunciou, nesta sexta-feira, o Congresso peruano pela aprovação deste projeto de lei, que considera contrário ao direito internacional.

"Lamento profundamente que no Peru esta lei vai entrar em vigor", declarou Volker Türk em um comunicado.

Segundo Türk, "a lei viola as obrigações do país sob o direito internacional e é um desenvolvimento preocupante, em um contexto mais amplo de retrocessos nos direitos humanos e no Estado de Direito no Peru”.

“Os crimes contra a humanidade e os crimes de guerra estão entre as violações mais graves do direito internacional e não devem ser sujeitos a anistias ou estatuos de prescrição”, disse ele.

O Estatuto de Roma, o tratado fundador do Tribunal Penal Internacional, estipula que os crimes mais graves não têm prazo de prescrição.

“A falta de responsabilização por estes crimes, sempre que forem cometidos, põe em perigo os direitos à verdade, à justiça, à reparação e às garantias de não repetição de milhares de vítimas de graves violações no Peru”, afirmou Türk.

G.Rehman--DT