Dubai Telegraph - Mundo muçulmano se prepara para um ramadã sob a sombra da guerra em Gaza

EUR -
AED 4.240257
AFN 73.32143
ALL 96.053795
AMD 433.817139
ANG 2.066822
AOA 1058.764604
ARS 1599.696819
AUD 1.675026
AWG 2.078272
AZN 1.967396
BAM 1.955877
BBD 2.317892
BDT 141.205579
BGN 1.973561
BHD 0.434817
BIF 3418.53506
BMD 1.154596
BND 1.481959
BOB 7.981315
BRL 6.067751
BSD 1.150845
BTN 109.078309
BWP 15.865627
BYN 3.425635
BYR 22630.074075
BZD 2.314491
CAD 1.604715
CDF 2635.36902
CHF 0.917923
CLF 0.027055
CLP 1068.301597
CNY 7.980392
CNH 7.989998
COP 4229.267091
CRC 534.421114
CUC 1.154596
CUP 30.596784
CVE 110.269357
CZK 24.603629
DJF 204.928096
DKK 7.496448
DOP 68.502706
DZD 153.573067
EGP 60.780401
ERN 17.318934
ETB 177.904429
FJD 2.606389
FKP 0.868614
GBP 0.866456
GEL 3.094767
GGP 0.868614
GHS 12.609498
GIP 0.868614
GMD 84.867224
GNF 10090.398654
GTQ 8.807348
GYD 240.899518
HKD 9.036039
HNL 30.555207
HRK 7.557064
HTG 150.85596
HUF 390.276858
IDR 19617.503194
ILS 3.622683
IMP 0.868614
INR 109.435464
IQD 1507.559561
IRR 1516272.693223
ISK 144.047794
JEP 0.868614
JMD 181.147157
JOD 0.818654
JPY 185.066713
KES 149.485906
KGS 100.96983
KHR 4609.182101
KMF 494.167328
KPW 1039.005581
KRW 1741.604016
KWD 0.355512
KYD 0.959038
KZT 556.361981
LAK 25029.988892
LBP 103054.87152
LKR 362.514322
LRD 211.168343
LSL 19.761581
LTL 3.409221
LVL 0.698404
LYD 7.34629
MAD 10.755925
MDL 20.213799
MGA 4796.189489
MKD 61.642435
MMK 2427.526343
MNT 4123.646826
MOP 9.285467
MRU 45.949815
MUR 54.000874
MVR 17.838939
MWK 1995.478838
MXN 20.923702
MYR 4.530678
MZN 73.836825
NAD 19.761581
NGN 1597.337286
NIO 42.351673
NOK 11.20288
NPR 174.524895
NZD 2.015881
OMR 0.443458
PAB 1.150845
PEN 4.008858
PGK 4.973196
PHP 69.911197
PKR 321.19049
PLN 4.298271
PYG 7524.297272
QAR 4.195866
RON 5.111746
RSD 117.404638
RUB 93.863708
RWF 1680.566396
SAR 4.33291
SBD 9.285301
SCR 17.363686
SDG 693.912357
SEK 10.938258
SGD 1.49255
SHP 0.866246
SLE 28.345751
SLL 24211.30527
SOS 657.725986
SRD 43.413994
STD 23897.798134
STN 24.500968
SVC 10.069398
SYP 129.111885
SZL 19.759781
THB 37.518628
TJS 10.995934
TMT 4.041085
TND 3.392934
TOP 2.779989
TRY 51.310654
TTD 7.819309
TWD 36.998328
TZS 2969.117305
UAH 50.443693
UGX 4287.169379
USD 1.154596
UYU 46.58184
UZS 14034.554481
VES 540.268027
VND 30409.162038
VUV 138.27014
WST 3.204592
XAF 655.982917
XAG 0.0165
XAU 0.000256
XCD 3.120353
XCG 2.074082
XDR 0.815832
XOF 655.982917
XPF 119.331742
YER 275.490657
ZAR 19.766689
ZMK 10392.750198
ZMW 21.663856
ZWL 371.779317
Mundo muçulmano se prepara para um ramadã sob a sombra da guerra em Gaza
Mundo muçulmano se prepara para um ramadã sob a sombra da guerra em Gaza / foto: - - AFP

Mundo muçulmano se prepara para um ramadã sob a sombra da guerra em Gaza

Para os muçulmanos, o mês do ramadã é sinônimo de orações, espiritualidade e refeições festivas ao anoitecer. Mas, este ano, o sofrimento dos palestinos de Gaza e a incerteza sobre a trégua entre Israel e Hamas ocupam todas as mentes.

Tamanho do texto:

A guerra, que eclodiu em 7 de outubro após o ataque sem precedentes do movimentos islamista palestino no sul de Israel, entrou em seu sexto mês e levanta temores de uma escalada regional.

Sentada em meio aos escombros, Nevin al Siksek agita uma lanterna de plástico para distrair sua neta em frente à sua tenda em Rafah, no sul do território onde estão aglomeradas cerca de um milhão e meio de pessoas.

Estas lanternas tradicionais, chamadas "fanus", são típicas no mês do jejum, um dos cinco pilares do islamismo.

Este ano, em meio a um território devastado pela guerra, estes objetos são o único sinal da aproximação do ramadã, que tem início a partir do primeiro avistamento da lua crescente, no próximo domingo (10) ou na segunda-feira (11).

A morte, a destruição e a ameaça da fome ofuscam todo o resto.

Em vez de consumirem cordeiro e os doces tradicionais em sua casa no norte de Gaza, Nevin e sua família quebrarão o jejum na tenda que compartilham com outros deslocados. Isto se encontrarem algo para comer.

"Não temos nada", conta seu marido, Mohamed Yaser Rayhan, relembrando a "atmosfera maravilhosa" de "vida, alegria, espiritualidade, decorações" do ramadã antes da guerra.

- Jejuar ou não jejuar diante das circunstâncias atuais? -

Relatos sobre moradores de Gaza comendo folhas ou cavalos para sobreviver impressionam Saif Hindawi, um jordaniano de 44 anos.

"Na Jordânia os preços são altos, mas sempre é possível comprar produtos no mercado", diz ele da capital, Amã. Mas em Gaza "não se encontram alimentos básicos. Usam ração animal para fazer pão", detalha.

No sul do Líbano, a professora aposentada Mariam Awada conta que não conseguirá jejuar devido ao estresse. "Conheço minhas limitações, minha condição física e psicológica", afirmou à AFP.

Desde o início dos confrontos, a fronteira entre Israel e Líbano é cenário de trocas de tiros quase diárias entre o movimento islamista Hezbollah, aliado do Hamas, contra o Exército israelense. Dezenas de milhares de habitantes tiveram que fugir.

A guerra iniciada em 7 de outubro pelo Hamas deixou pelo menos 1.160 mortos, a maioria civis, no sul de Israel, segundo uma contagem da AFP com base em dados oficiais israelenses.

A resposta de Israel causou a morte de ao menos 30.878 pessoas em Gaza, majoritariamente mulheres e crianças, de acordo com o Ministério da Saúde do movimento islamista.

No Iêmen, os rebeldes huthis pró-Irã multiplicam os ataques contra navios no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, que acusam de estarem ligados a Israel.

"Quando os ataques começaram, o negócio entrou em colapso. Se a situação continuar, a única opção será fechar", conta Mohamad Ali, gerente de um restaurante em Hodeida, cujo porto é alvo de ataques retaliatórios dos Estados Unidos.

- Quebrar o jejum? -

A crise no Mar Vermelho também é motivo de preocupação na Somália, onde um comerciante de Mogadíscio teme que a alta dos preços "afete as pessoas durante o Ramadã".

Mais perto de Gaza, os muçulmanos em Jerusalém Oriental, uma área ocupada por Israel desde 1967, temem a possibilidade de incidentes violentos na Esplanada das Mesquitas, onde dezenas de milhares de fiéis rezam durante o Ramadã.

O governo israelense garantiu que permitirá que muçulmanos rezem normalmente como nos "anos anteriores", mas a declaração não tranquiliza Ahlam Shaheen, que trabalha em um centro comunitário perto da mesquita de Al Aqsa. "Estamos exaustos desta guerra", afirmou ele, que já presenciou confrontos entre jovens palestinos e a polícia israelense na esplanada durante o Ramadã em 2021.

No Cairo, uma das cidades mais festivas do mundo muçulmano durante este mês sagrado do Islã, uma estudante de Gaza diz que será muito difícil jejuar.

"Meus irmãos não conseguem comer nem uma vez por dia. Deveríamos quebrar o jejum e comer 'suhur' (última refeição antes do amanhecer) como se tudo estivesse normal?", questiona a jovem, sob condição de anonimato por razões de segurança, uma vez que a sua família ainda se encontra em Gaza.

H.Yousef--DT