Dubai Telegraph - 2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW

EUR -
AED 4.215401
AFN 74.609111
ALL 91.743442
AMD 416.891958
ANG 2.055032
AOA 1052.558585
ARS 1736.38229
AUD 1.613807
AWG 2.066091
AZN 1.969947
BAM 1.956761
BBD 2.312995
BDT 141.029237
BGN 1.932302
BHD 0.432913
BIF 3454.935973
BMD 1.147829
BND 1.465294
BOB 11.684533
BRL 5.891347
BSD 1.148344
BTN 110.113059
BWP 15.573374
BYN 3.491053
BYR 22497.438932
BZD 2.309714
CAD 1.606702
CDF 2651.483661
CHF 0.946735
CLF 0.027748
CLP 1095.660028
CNY 7.697798
CNH 7.69739
COP 3597.937356
CRC 513.743266
CUC 1.147829
CUP 30.417456
CVE 110.317237
CZK 24.307338
DJF 204.496833
DKK 7.475227
DOP 68.02132
DZD 153.667385
EGP 59.879577
ERN 17.217428
ETB 187.581623
FJD 2.571997
FKP 0.853614
GBP 0.858237
GEL 2.990086
GGP 0.853614
GHS 13.218259
GIP 0.853614
GMD 84.939095
GNF 10095.956527
GTQ 8.762302
GYD 240.22375
HKD 9.005002
HNL 30.823132
HRK 7.53905
HTG 150.089108
HUF 363.101199
IDR 20356.738748
ILS 3.48339
IMP 0.853614
INR 109.953133
IQD 1504.386141
IRR 1577776.38367
ISK 139.783509
JEP 0.853614
JMD 181.225814
JOD 0.813785
JPY 178.792086
KES 148.760191
KGS 100.377205
KHR 4677.214743
KMF 491.270445
KPW 1033.04603
KRW 1587.601765
KWD 0.354232
KYD 0.957053
KZT 511.561147
LAK 25721.403624
LBP 102838.695928
LKR 380.896998
LRD 199.241741
LSL 18.708085
LTL 3.389239
LVL 0.69431
LYD 7.294581
MAD 10.93868
MDL 20.160546
MGA 4987.405075
MKD 61.550218
MMK 2410.05515
MNT 4128.568379
MOP 9.279973
MRU 46.005586
MUR 54.705044
MVR 17.688266
MWK 1991.342936
MXN 19.738633
MYR 4.704606
MZN 73.356338
NAD 18.708085
NGN 1527.701765
NIO 42.260748
NOK 10.823466
NPR 176.177423
NZD 1.999621
OMR 0.441346
PAB 1.148354
PEN 3.877003
PGK 5.109419
PHP 71.988932
PKR 318.311572
PLN 4.358443
PYG 6793.335132
QAR 4.186155
RON 5.262332
RSD 117.36434
RUB 97.240487
RWF 1694.502377
SAR 4.262505
SBD 9.183216
SCR 15.833256
SDG 690.345852
SEK 11.271113
SGD 1.464118
SHP 0.857388
SLE 28.282759
SLL 24069.380767
SOS 656.310775
SRD 43.333396
STD 23757.732844
STN 24.511607
SVC 10.048758
SYP 14924.066669
SZL 18.700855
THB 38.235889
TJS 10.593916
TMT 4.0174
TND 3.378259
TOP 2.763695
TRY 55.871024
TTD 7.796692
TWD 36.608896
TZS 3048.549876
UAH 51.3177
UGX 4513.215726
USD 1.147829
UYU 46.171863
UZS 13522.638828
VES 970.437301
VND 29857.315383
VUV 135.796243
WST 3.148394
XAF 655.957
XAG 0.017719
XAU 0.000264
XCD 3.102064
XCG 2.069716
XDR 0.811574
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.634183
ZAR 18.661402
ZMK 10331.834704
ZMW 22.537672
ZWL 369.600314
SSP 6494.615471
MXV 2.237951
2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW
2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW / foto: JACK GUEZ - AFP

2023 foi ano 'terrível' para direitos humanos, denuncia HRW

De Gaza à Ucrânia, passando por Sudão, Mianmar ou México, 2023 foi um "ano terrível" para os direitos humanos em todo o mundo, lamenta a Human Rights Watch em seu relatório anual divulgado nesta quinta-feira (11).

Tamanho do texto:

Neste documento de 700 páginas que abrange mais de 100 países, a organização descreve o "imenso sofrimento" causado pela guerra entre Israel e o Hamas, a guerra entre os dois generais rivais no Sudão e os conflitos em curso na Ucrânia, em Mianmar, na Etiópia e no Sahel.

"Em 2023, a população civil foi alvo de ataques e assassinatos em uma escala sem precedentes na história recente de Israel e da Palestina", observa o relatório.

O documento acusa por "crimes de guerra" tanto o Hamas e seus ataques de 7 de outubro contra Israel, quanto as forças israelenses por suas represálias contra a Faixa de Gaza.

Em relação a Gaza, "um dos maiores crimes cometidos é o castigo coletivo" de todos os civis, "o que equivale a um crime de guerra", assim como o fato de "matar (a população) de fome", afirma a responsável da HRW, Tirana Hassan, em entrevista à AFP.

A Human Rights Watch também condena as "violações maciças" dos direitos dos civis no Sudão cometidas por parte dos generais rivais Abdel Fattah al Burhan e Mohamed Hamdan Daglo, e critica a "impunidade" que levou a "repetidos ciclos de violência" no país nos últimos 20 anos.

Além dos conflitos armados, a Human Rights Watch identificou várias tendências que marcam a "erosão dos direitos humanos", quando se acaba de celebrar o 75º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU.

- "Hipocrisia" -

"Foi um ano terrível não só pela repressão dos direitos humanos e das atrocidades da guerra, mas também pela raiva seletiva dos governos e pela diplomacia transacional que faz aqueles, cujos direitos são excluídos, pagarem o preço", insiste o relatório.

Este comportamento envia "a mensagem de que a dignidade de alguns merece ser protegida, mas não a de todos, de que algumas vidas valem mais que outras".

Uma situação que a diretora da ONG resume em uma palavra: "Hipocrisia".

Hipocrisia por parte dos países ocidentais "que fazem vista grossa às violações dos direitos humanos, sejam em nível nacional, ou internacional, apenas para promover sua própria agenda".

O relatório critica a União Europeia (UE), em particular, cuja "prioridade na política externa com seus vizinhos do Sul continua sendo conter a todo o custo a saída de migrantes em direção à Europa, perseverando em uma abordagem fracassada que expôs a erosão dos compromissos do bloco com direitos humanos".

Outro alvo dessa política de "dois pesos e duas medidas" é a diferença entre a "condenação rápida e justificada" de muitos países dos atentados do Hamas de 7 de outubro e as respostas "muito mais comedidas", especialmente dos Estados Unidos e da UE, aos bombardeios israelenses sobre Gaza.

Ou a falta de condenação da "intensificação da repressão" na China, especialmente em Xinjiang e no Tibete, ou o tratamento dispensado aos imigrantes pelo México, para impedir que entrem nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, permaneceu, "em grande parte, silencioso, enquanto (Andrés Manuel) López Obrador tentou minar a independência do sistema judicial e de outros órgãos constitucionais, demonizou jornalistas e ativistas de direitos humanos e permitiu bloquear a prestação de contas de tais abusos horríveis", acrescenta o texto.

- "Ameaçado, mas não quebrado" -

Neste contexto, a Human Rights Watch descreve um sistema internacional de direitos humanos "ameaçado". Mas não quebrado.

"Também vimos que as instituições podem se mobilizar para resistir e contra-atacar", afirma Tirana Hassan, referindo-se, em especial, ao mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra o presidente russo, Vladimir Putin.

"O sistema de direitos humanos continua aí. A única coisa que nos falta é o compromisso, a coerência e a vontade política dos Estados que compõem o sistema e dão vida aos direitos humanos", frisou, insistindo na necessidade de se fazer melhor em 2024, quando uma grande parte da população mundial, dos Estados Unidos à Rússia, irá às urnas.

H.El-Din--DT