Dubai Telegraph - Suprema Corte de Israel invalida disposição-chave de reforma judicial de Netanyahu

EUR -
AED 4.215401
AFN 74.609111
ALL 91.743442
AMD 416.891958
ANG 2.055032
AOA 1052.558585
ARS 1736.38229
AUD 1.613807
AWG 2.066091
AZN 1.969947
BAM 1.956761
BBD 2.312995
BDT 141.029237
BGN 1.932302
BHD 0.432913
BIF 3454.935973
BMD 1.147829
BND 1.465294
BOB 11.684533
BRL 5.891347
BSD 1.148344
BTN 110.113059
BWP 15.573374
BYN 3.491053
BYR 22497.438932
BZD 2.309714
CAD 1.606702
CDF 2651.483661
CHF 0.946735
CLF 0.027748
CLP 1095.660028
CNY 7.697798
CNH 7.69739
COP 3597.937356
CRC 513.743266
CUC 1.147829
CUP 30.417456
CVE 110.317237
CZK 24.307338
DJF 204.496833
DKK 7.475227
DOP 68.02132
DZD 153.667385
EGP 59.879577
ERN 17.217428
ETB 187.581623
FJD 2.571997
FKP 0.853614
GBP 0.858237
GEL 2.990086
GGP 0.853614
GHS 13.218259
GIP 0.853614
GMD 84.939095
GNF 10095.956527
GTQ 8.762302
GYD 240.22375
HKD 9.005002
HNL 30.823132
HRK 7.53905
HTG 150.089108
HUF 363.101199
IDR 20356.738748
ILS 3.48339
IMP 0.853614
INR 109.953133
IQD 1504.386141
IRR 1577776.38367
ISK 139.783509
JEP 0.853614
JMD 181.225814
JOD 0.813785
JPY 178.792086
KES 148.760191
KGS 100.377205
KHR 4677.214743
KMF 491.270445
KPW 1033.04603
KRW 1587.601765
KWD 0.354232
KYD 0.957053
KZT 511.561147
LAK 25721.403624
LBP 102838.695928
LKR 380.896998
LRD 199.241741
LSL 18.708085
LTL 3.389239
LVL 0.69431
LYD 7.294581
MAD 10.93868
MDL 20.160546
MGA 4987.405075
MKD 61.550218
MMK 2410.05515
MNT 4128.568379
MOP 9.279973
MRU 46.005586
MUR 54.705044
MVR 17.688266
MWK 1991.342936
MXN 19.738633
MYR 4.704606
MZN 73.356338
NAD 18.708085
NGN 1527.701765
NIO 42.260748
NOK 10.823466
NPR 176.177423
NZD 1.999621
OMR 0.441346
PAB 1.148354
PEN 3.877003
PGK 5.109419
PHP 71.988932
PKR 318.311572
PLN 4.358443
PYG 6793.335132
QAR 4.186155
RON 5.262332
RSD 117.36434
RUB 97.240487
RWF 1694.502377
SAR 4.262505
SBD 9.183216
SCR 15.833256
SDG 690.345852
SEK 11.271113
SGD 1.464118
SHP 0.857388
SLE 28.282759
SLL 24069.380767
SOS 656.310775
SRD 43.333396
STD 23757.732844
STN 24.511607
SVC 10.048758
SYP 14924.066669
SZL 18.700855
THB 38.235889
TJS 10.593916
TMT 4.0174
TND 3.378259
TOP 2.763695
TRY 55.871024
TTD 7.796692
TWD 36.608896
TZS 3048.549876
UAH 51.3177
UGX 4513.215726
USD 1.147829
UYU 46.171863
UZS 13522.638828
VES 970.437301
VND 29857.315383
VUV 135.796243
WST 3.148394
XAF 655.957
XAG 0.017719
XAU 0.000264
XCD 3.102064
XCG 2.069716
XDR 0.811574
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 271.634183
ZAR 18.661402
ZMK 10331.834704
ZMW 22.537672
ZWL 369.600314
SSP 6494.615471
MXV 2.237951
Suprema Corte de Israel invalida disposição-chave de reforma judicial de Netanyahu
Suprema Corte de Israel invalida disposição-chave de reforma judicial de Netanyahu / foto: Jack Guez - AFP/Arquivos

Suprema Corte de Israel invalida disposição-chave de reforma judicial de Netanyahu

A Suprema Corte israelense infligiu, nesta segunda-feira (1º), um duro revés ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, ao invalidar uma disposição-chave da polêmica reforma judicial impulsionada por seu governo, em plena guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza.

Tamanho do texto:

O projeto, anunciado em janeiro de 2023 depois que Netanyahu retornou ao poder, desencadeou um dos movimentos de protesto mais importantes da história de Israel. Mas a reforma ficou relegada ao segundo plano após o início da guerra contra o Hamas em 7 de outubro.

O conflito começou depois que comandos islamistas invadiram o sul de Israel e fizeram um ataque brutal que deixou cerca de 1.140 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado nos últimos números oficiais israelenses.

Em resposta, Israel lançou uma ofensiva devastadora em Gaza, que já deixou 21.978 mortos, a maioria mulheres, adolescentes e crianças, segundo o Hamas, que governa a Faixa.

A decisão da Suprema Corte voltou a colocar o tema em primeiro plano. A medida invalidada tinha como objetivo privar o Poder Judiciário do direito de decidir sobre a "razoabilidade" das decisões do governo ou do Knesset, o Parlamento de Israel.

Oito dos 15 juízes do tribunal votaram a favor de invalidar a disposição, indicou o Ministério da Justiça israelense em um comunicado.

Após a decisão da Suprema Corte, o ministro da Justiça, Yariv Levin, acusou o tribunal de "assumir todos os poderes" para si.

"Os juízes tomam para si todos os poderes, que em um sistema democrático são distribuídos de forma equilibrada entre os Três Poderes" do Estado, escreveu Levin, artífice da reforma, no Telegram.

- Contra a 'unidade' -

O partido de Netanyahu, o Likud, também criticou o momento desta decisão.

É "lamentável que a Suprema Corte tenha decidido publicar seu veredicto sobre um debate social em Israel no momento em que soldados de direita e esquerda estão em combate e arriscando suas vidas" em Gaza, disse.

Por outro lado, o líder da oposição e ex-primeiro-ministro, Yair Lapid, celebrou a decisão e considerou que o tribunal havia "cumprido fielmente a sua função de proteger os cidadãos de Israel".

A decisão "põe fim a um difícil ano de conflitos que nos rasgaram por dentro e causaram a pior catástrofe da nossa história", escreveu Lapid na rede social X, referindo-se ao ataque de 7 de outubro.

O tribunal também decidiu que tem a autoridade de invalidar uma lei fundamental "nos raros e excepcionais casos em que o Parlamento excede a sua autoridade".

As leis fundamentais cumprem o papel da Constituição em Israel.

A reforma judicial desencadeou um amplo movimento de protesto com dezenas de milhares de pessoas se manifestando quase todos os sábados em muitas cidades do país, incluindo Tel Aviv.

Segundo o governo de coalizão - que reúne partidos de direita, extrema direita e religiosos ultraortodoxos - a disposição busca corrigir um suposto desequilíbrio ao reforçar o poder dos parlamentares sobre o dos magistrados.

O governo de coalizão é o mais à direita na história de Israel.

Os opositores à reforma, por outro lado, acusam Netanyahu, que é réu por corrupção, de querer usar a medida para suavizar uma eventual condenação contra si, o que o político nega.

Israel não tem uma Constituição, nem o equivalente a uma Câmara alta do Parlamento, e a doutrina da "razoabilidade" tem sido utilizada precisamente para que os juízes possam determinar se um governo excede as suas prerrogativas.

R.Mehmood--DT