Dubai Telegraph - Indígenas da América Latina pedem que seus protestos deixem de ser criminalizados

EUR -
AED 4.229429
AFN 72.554099
ALL 95.750385
AMD 433.579157
ANG 2.061548
AOA 1056.061981
ARS 1575.408069
AUD 1.67154
AWG 2.075848
AZN 1.953128
BAM 1.951537
BBD 2.31593
BDT 141.090548
BGN 1.968524
BHD 0.434187
BIF 3415.530825
BMD 1.151649
BND 1.477682
BOB 7.963603
BRL 6.031528
BSD 1.149833
BTN 108.365851
BWP 15.811038
BYN 3.453077
BYR 22572.322488
BZD 2.312637
CAD 1.595282
CDF 2632.098124
CHF 0.917732
CLF 0.027078
CLP 1069.178987
CNY 7.959565
CNH 7.968583
COP 4248.882697
CRC 533.098361
CUC 1.151649
CUP 30.518701
CVE 110.029407
CZK 24.528054
DJF 204.762896
DKK 7.47183
DOP 69.32374
DZD 153.273336
EGP 60.812715
ERN 17.274737
ETB 177.708377
FJD 2.599733
FKP 0.862658
GBP 0.865389
GEL 3.10365
GGP 0.862658
GHS 12.571863
GIP 0.862658
GMD 84.641115
GNF 10080.278384
GTQ 8.797316
GYD 240.572357
HKD 9.021524
HNL 30.532443
HRK 7.531328
HTG 150.582538
HUF 389.632783
IDR 19550.395232
ILS 3.63351
IMP 0.862658
INR 109.213761
IQD 1506.356892
IRR 1512460.771615
ISK 143.403571
JEP 0.862658
JMD 180.714227
JOD 0.816531
JPY 184.176325
KES 149.36272
KGS 100.712255
KHR 4604.680719
KMF 491.754112
KPW 1036.585888
KRW 1737.630963
KWD 0.354305
KYD 0.958273
KZT 553.941379
LAK 24836.233141
LBP 102969.388375
LKR 361.628007
LRD 211.021828
LSL 19.67133
LTL 3.40052
LVL 0.696621
LYD 7.342609
MAD 10.736146
MDL 20.196651
MGA 4792.260345
MKD 61.606169
MMK 2421.386578
MNT 4122.891314
MOP 9.265936
MRU 45.866614
MUR 53.862385
MVR 17.804188
MWK 1993.83174
MXN 20.726747
MYR 4.616985
MZN 73.601955
NAD 19.67116
NGN 1594.089847
NIO 42.314437
NOK 11.164197
NPR 173.363228
NZD 1.997921
OMR 0.442797
PAB 1.149888
PEN 3.979572
PGK 4.9688
PHP 69.61833
PKR 321.001394
PLN 4.286179
PYG 7527.1966
QAR 4.193095
RON 5.096969
RSD 117.435999
RUB 93.43119
RWF 1679.136984
SAR 4.320808
SBD 9.261533
SCR 15.509187
SDG 692.141255
SEK 10.865251
SGD 1.482109
SHP 0.864035
SLE 28.273184
SLL 24149.518406
SOS 657.124504
SRD 43.258264
STD 23836.811334
STN 24.4449
SVC 10.06167
SYP 127.287496
SZL 19.668995
THB 37.907651
TJS 11.005327
TMT 4.042288
TND 3.383714
TOP 2.772894
TRY 51.202141
TTD 7.804544
TWD 36.853114
TZS 2970.088034
UAH 50.455328
UGX 4277.766223
USD 1.151649
UYU 46.620985
UZS 14006.28025
VES 536.68938
VND 30320.041852
VUV 137.860671
WST 3.172602
XAF 654.49026
XAG 0.016752
XAU 0.00026
XCD 3.11239
XCG 2.072401
XDR 0.813976
XOF 654.495931
XPF 119.331742
YER 274.840667
ZAR 19.771284
ZMK 10366.224424
ZMW 21.588806
ZWL 370.830542
Indígenas da América Latina pedem que seus protestos deixem de ser criminalizados
Indígenas da América Latina pedem que seus protestos deixem de ser criminalizados / foto: Gabriela VAZ, Gustavo IZUS - AFP

Indígenas da América Latina pedem que seus protestos deixem de ser criminalizados

Líderes indígenas da América Latina pediram, nesta quinta-feira (28), que seus protestos contra projetos de extração deixem de ser criminalizados e perseguidos judicialmente, durante uma reunião de acompanhamento do Acordo de Escazú, realizada no Panamá.

Tamanho do texto:

Assinado em 2018 por 24 países, o acordo estabelece que os governos devem garantir que os defensores do meio ambiente "possam agir sem ameaças, restrições e insegurança", mas a América Latina é a região mais perigosa para quem atua na defesa do planeta.

"Os indígenas amazônicos estão sendo perseguidos" no Peru, disse à AFP a líder Elaine Shajian Shawit, da região amazônica de Loreto.

"As pessoas saem às ruas para protestar para que seus territórios, seus rios, sejam protegidos, mas estão sendo processadas criminalmente", acrescentou em um fórum regional sobre defensores dos direitos humanos em questões ambientais.

A líder maia guatemalteca Kelidy Sacbá Coc também reclamou que, em sua região natal, Alta Verapaz, os protestos contra usinas hidrelétricas são reprimidos.

"Há muito sofrimento com as hidrelétricas", disse à AFP.

Indígenas de diversos países expressaram queixas semelhantes neste fórum organizado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas (Cepal) para dar seguimento ao Acordo de Escazú, que foi ratificado até o momento por 15 países.

"Trouxemos as vozes indígenas do Peru, os indígenas geralmente sofrem com atividades ilegais, como cultivo de coca, mineração ilegal, desmatamento ilegal", disse Cussi Alegría, da ONG Derecho, Ambiente y Recursos Naturales (DAR).

"Em algumas áreas, há maior atividade de empresas de mineração e em outras de petróleo, que causam esses impactos no meio ambiente, e em alguns casos o protesto foi criminalizado", acrescentou Alegría à AFP.

Carlos de Miguel, da Secretaria do Acordo de Escazú na Cepal, destacou que em 2022 quase 90% dos assassinatos de defensores do meio ambiente no mundo ocorreram na América Latina, citando um relatório da ONG Global Witness.

"Se vocês olharem o mapa da América Latina, basicamente é um mapa de conflitos socioambientais, e se vocês analisarem os últimos relatórios sobre defensores de direitos humanos em questões ambientais, 88% dos assassinatos no planeta ocorrem na América Latina e no Caribe", afirmou.

A Colômbia é o país mais perigoso, com 60 assassinatos dos 177 registrados no mundo em 2022, de acordo com a Global Witness.

De Miguel afirmou que não apenas indígenas foram assassinados por defender o meio ambiente, mas também guardas florestais, funcionários públicos e empresários.

Participaram do fórum Chile, México, El Salvador, Colômbia, Peru, Guatemala, entre outros, assim como várias nações caribenhas.

A.Ansari--DT