Dubai Telegraph - Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns

EUR -
AED 4.212081
AFN 72.244796
ALL 96.326254
AMD 432.939206
ANG 2.052753
AOA 1051.557417
ARS 1599.517618
AUD 1.640773
AWG 2.064125
AZN 1.954004
BAM 1.956365
BBD 2.310275
BDT 140.770644
BGN 1.960126
BHD 0.433925
BIF 3410.393136
BMD 1.146736
BND 1.468043
BOB 7.927289
BRL 6.112796
BSD 1.147086
BTN 105.893959
BWP 15.632718
BYN 3.394524
BYR 22476.027392
BZD 2.307196
CAD 1.583586
CDF 2588.183773
CHF 0.912745
CLF 0.026638
CLP 1051.798264
CNY 7.908585
CNH 7.921286
COP 4250.297051
CRC 539.68758
CUC 1.146736
CUP 30.388506
CVE 110.947169
CZK 24.575006
DJF 203.798389
DKK 7.505507
DOP 70.811404
DZD 152.098534
EGP 59.873831
ERN 17.201041
ETB 180.095353
FJD 2.555735
FKP 0.858942
GBP 0.866311
GEL 3.131037
GGP 0.858942
GHS 12.482268
GIP 0.858942
GMD 84.289519
GNF 10068.34329
GTQ 8.796427
GYD 240.009297
HKD 8.980033
HNL 30.469223
HRK 7.568004
HTG 150.425399
HUF 394.179508
IDR 19448.701448
ILS 3.605729
IMP 0.858942
INR 106.193324
IQD 1501.650912
IRR 1515669.760861
ISK 144.837141
JEP 0.858942
JMD 180.001186
JOD 0.813081
JPY 183.185402
KES 148.250483
KGS 100.281732
KHR 4609.879489
KMF 494.243657
KPW 1031.923687
KRW 1723.372775
KWD 0.352542
KYD 0.955984
KZT 561.629503
LAK 24580.28852
LBP 102690.217388
LKR 356.987932
LRD 210.139826
LSL 19.36881
LTL 3.386014
LVL 0.69365
LYD 7.316613
MAD 10.822326
MDL 20.012953
MGA 4764.688857
MKD 61.623505
MMK 2407.22186
MNT 4094.133909
MOP 9.248091
MRU 45.989896
MUR 53.33513
MVR 17.717506
MWK 1991.880986
MXN 20.584147
MYR 4.516425
MZN 73.288336
NAD 19.368805
NGN 1588.807126
NIO 42.108581
NOK 11.176343
NPR 169.430135
NZD 1.985003
OMR 0.44189
PAB 1.147146
PEN 3.95667
PGK 4.950747
PHP 68.334433
PKR 320.226483
PLN 4.298483
PYG 7401.233734
QAR 4.17842
RON 5.117429
RSD 116.646423
RUB 91.632507
RWF 1673.087957
SAR 4.303407
SBD 9.233195
SCR 17.42629
SDG 689.18878
SEK 10.871865
SGD 1.469661
SHP 0.860349
SLE 28.152796
SLL 24046.494883
SOS 655.363876
SRD 43.05769
STD 23735.121842
STN 24.826836
SVC 10.037898
SYP 128.017476
SZL 19.368796
THB 37.131738
TJS 10.995775
TMT 4.013576
TND 3.384062
TOP 2.761065
TRY 50.670488
TTD 7.780348
TWD 36.918714
TZS 2992.804645
UAH 50.591272
UGX 4313.245342
USD 1.146736
UYU 46.083908
UZS 13892.708131
VES 507.665371
VND 30152.278788
VUV 136.416071
WST 3.197489
XAF 656.155031
XAG 0.014239
XAU 0.000228
XCD 3.099112
XCG 2.067524
XDR 0.812234
XOF 655.363797
XPF 119.331742
YER 273.554311
ZAR 19.360235
ZMK 10322.005017
ZMW 22.329447
ZWL 369.248554
Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns
Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns / foto: Fernando MACHADO - AFP

Presos no Equador libertam 57 guardas e policiais mantidos reféns

Prisioneiros de seis penitenciárias no Equador libertaram quase 60 guardas e policiais que haviam sido mantidos reféns após uma ação de gangues de narcotráfico que usam as prisões como centros de operações em um país cada vez mais violento.

Tamanho do texto:

Os 50 agentes e sete policiais "já foram libertados, passaram por avaliações médicas para verificar seu estado de saúde e estão em segurança", disse o órgão estatal responsável pelas prisões (Snai).

As autoridades relataram as retenções dos uniformizados na quinta-feira, mas não se sabe por quanto tempo eles estiveram sob o controle dos detentos e em quais prisões.

A violência do narcotráfico prevalece dentro e fora das grades. Entre quarta e quinta-feira, dois carros-bomba explodiram em Quito, visando o Snai.

Ambos os incidentes são retaliações pelas contínuas transferências de prisioneiros realizadas pelas autoridades e as intervenções em busca de armas e drogas, de acordo com o governo.

"As medidas que tomamos, especialmente no sistema penitenciário, geraram reações violentas das organizações criminosas que tentam intimidar o Estado", afirmou o presidente Guillermo Lasso na rede X, antigo Twitter.

Localizado entre a Colômbia e o Peru, os maiores produtores mundiais de cocaína, o Equador havia conseguido evitar a violência das máfias. Mas nos últimos anos, gangues aliadas a cartéis mexicanos e colombianos têm imposto o terror. Desde 2018, a taxa nacional de homicídios quadruplicou.

As autoridades mantêm sigilo sobre o que está acontecendo nas prisões e ainda não determinaram se foi ou não uma ação coordenada.

A libertação ocorreu por meio de uma ação coordenada com soldados e policiais, segundo o Snai.

- Magnicídio -

A um mês do segundo turno que escolherá o futuro presidente do Equador, a violência recrudesce. A campanha presidencial foi marcada pelo assassinato a tiros de um dos candidatos favoritos, o jornalista Fernando Villavicencio, em 9 de agosto, em Quito.

As autoridades tentam freá-la exercendo pressão nas prisões: transferências de presos a penitenciárias de segurança máxima, separação de grupos rivais para evitar brigas, inspeção de celas e divisão das facções criminosas.

Os seis presos pelo magnicídio foram transferidos de presídio na última quarta-feira. Segundo o governo, isso pode ter sido um dos detonadores dos atentados com carros-bomba e dos ataques com granadas que se seguiram à explosão.

"Mas estamos firmes e não vamos retroceder no objetivo de capturar criminosos perigosos, desarticular facções criminosas e pacificar as prisões do país", assegurou Lasso.

Vários agentes penitenciários estavam retidos no presídio da cidade andina de Cuenca (sul).

Durante a manhã desta sexta-feira, militares e policiais cercavam a prisão, enquanto no telhado três presos pediam aos gritos que os militares recuassem se quisessem a libertação dos reféns, constatou um jornalista da AFP nesta sexta-feira.

Um deles, vestindo um pijama branco com desenhos infantis, falava por um walkie-talkie.

- Militarização das prisões -

Os repetidos massacres carcerários levaram Lasso a decretar em 24 de julho estado de exceção em todo o sistema penitenciário por 60 dias, a fim de enviar militares às prisões. Mas a presença de soldados esticou ainda mais a corda, concordam especialistas.

Horas antes dos atentados com carro-bomba, centenas de militares realizaram uma operação de busca de armas, munições e explosivos em um presídio na cidade andina de Latacunga (sul), uma das principais do país e cenário de confrontos mortais entre os reclusos.

Uma segunda hipótese do governo é que essa intervenção enfureceu as facções.

A crise carcerária está no centro da campanha presidencial para o segundo turno, que será disputado em 15 de outubro entre a esquerdista Luisa González e o direitista Daniel Noboa.

Filho de um milionário, Noboa propõe criar um sistema de navios-prisões em alto-mar para isolar os presos e desligá-los de suas facções criminosas.

- Massacres de presos -

Transformadas em centros de operações do narcotráfico, as prisões equatorianas têm sido cenário de massacres que já deixaram mais de 430 detentos mortos desde 2021, dezenas deles esquartejados e carbonizados.

Um comitê de pacificação criado por Lasso classificou as prisões de "armazéns de seres humanos e centros de tortura".

No Equador, há 36 prisões para 32.200 reclusos e a população carcerária está em torno de 31.300 presos. A metade cumpre pena por tráfico de drogas, estopim da violência.

Em 2021, o número de presos subiu para 39.000, mas os massacres levaram o governo a conceder indultos e benefícios para descongestionar os presídios.

Atualmente, mais da metade dos presos compartilham as celas com até cinco pessoas e há celas com mais de 15 detentos.

K.Al-Zaabi--DT