Dubai Telegraph - Os vigias solitários do Nevado del Ruiz, o vulcão mais temido da Colômbia

EUR -
AED 4.206719
AFN 75.027215
ALL 93.593389
AMD 416.279822
AOA 1051.536512
ARS 1712.98873
AUD 1.64473
AWG 2.063268
AZN 1.948839
BAM 1.955244
BBD 2.292448
BDT 140.510049
BHD 0.429278
BIF 3400.433154
BMD 1.145464
BND 1.470882
BOB 12.947319
BRL 5.864322
BSD 1.138176
BTN 108.809587
BWP 15.658548
BYN 3.321756
BYR 22451.100474
BZD 2.289149
CAD 1.610173
CDF 2617.386022
CHF 0.934435
CLF 0.027224
CLP 1071.479088
CNY 7.750558
CNH 7.738866
COP 3667.696538
CRC 517.95273
CUC 1.145464
CUP 30.354804
CVE 110.233657
CZK 24.166778
DJF 202.692368
DKK 7.474504
DOP 66.031225
DZD 152.434963
EGP 58.556597
ERN 17.181965
ETB 183.713765
FJD 2.552321
FKP 0.860717
GBP 0.857157
GEL 3.000906
GGP 0.860717
GHS 13.311215
GIP 0.860717
GMD 84.763865
GNF 9992.158928
GTQ 8.684493
GYD 238.092303
HKD 8.985967
HNL 30.495329
HRK 7.536579
HTG 148.817687
HUF 361.76455
IDR 20720.303902
ILS 3.536335
IMP 0.860717
INR 109.586743
IQD 1491.076042
IRR 1575299.792092
ISK 142.610187
JEP 0.860717
JMD 179.908846
JOD 0.812188
JPY 187.356747
KES 148.220052
KGS 100.171106
KHR 4601.6916
KMF 492.549857
KRW 1646.628259
KWD 0.355483
KYD 0.94853
KZT 543.055593
LAK 25809.661534
LBP 101927.019072
LKR 382.381277
LRD 206.020523
LSL 19.085673
LTL 3.382258
LVL 0.69288
LYD 7.297925
MAD 10.678964
MDL 20.140274
MGA 4919.601209
MKD 61.507512
MMK 2404.746118
MNT 4120.044241
MOP 9.194986
MRU 45.506061
MUR 54.077206
MVR 17.708883
MWK 1973.638835
MXN 19.953484
MYR 4.689076
MZN 73.206646
NAD 19.085673
NGN 1557.022565
NIO 41.88809
NOK 10.9673
NPR 174.096499
NZD 1.966888
OMR 0.440417
PAB 1.138176
PEN 3.864201
PGK 5.094529
PHP 70.471265
PKR 316.11042
PLN 4.304294
PYG 6836.056303
QAR 4.14992
RON 5.243592
RSD 117.404254
RUB 91.413218
RWF 1675.423626
SAR 4.333138
SBD 9.245673
SCR 15.502088
SDG 687.84641
SEK 11.04416
SGD 1.47821
SLE 27.634341
SOS 650.515039
SRD 43.237846
STD 23708.798532
STN 24.493036
SVC 9.959168
SZL 19.080575
THB 38.518561
TJS 10.505667
TMT 4.02058
TND 3.373926
TRY 54.300964
TTD 7.731802
TWD 37.292881
TZS 3032.614434
UAH 51.03099
UGX 4250.791372
USD 1.145464
UYU 45.776784
UZS 13701.104362
VES 851.419155
VND 30105.665725
VUV 136.563146
WST 3.154706
XAF 655.770545
XAG 0.019815
XAU 0.000282
XCD 3.095675
XCG 2.051317
XDR 0.815568
XOF 655.770545
XPF 119.331742
YER 272.992769
ZAR 19.027937
ZMK 10310.553212
ZMW 21.255956
ZWL 368.83904
Os vigias solitários do Nevado del Ruiz, o vulcão mais temido da Colômbia
Os vigias solitários do Nevado del Ruiz, o vulcão mais temido da Colômbia / foto: JOAQUIN SARMIENTO - AFP

Os vigias solitários do Nevado del Ruiz, o vulcão mais temido da Colômbia

Atento às antenas de televisão, Fernando Arias, de 61 anos, é uma das pessoas que moram mais perto da cratera em plena efervescência. Assim como ele, alguns poucos trabalhadores solitários vigiam o vulcão Nevado del Ruiz, na Colômbia, em alerta por uma possível erupção devastadora.

Tamanho do texto:

O eletricista garante há 15 anos o funcionamento do sistema público de mídia RTVC em um morro a 6,3 quilômetros da boca do vulcão e a temperaturas abaixo de zero.

A cada 15 dias, ele vive em um apartamento cercado por antenas gigantescas, longe de sua esposa e filha e tendo como única companhia telas de televisão e um rádio. Fernando confessa que se acostumou às condições de seu ofício na colina, onde vivem apenas soldados.

"A solidão e o clima afetam, sim. Com o passar dos anos, a gente se acostuma", disse ele à AFP, aos pés do vulcão localizado na divisa dos departamentos de Tolima e Caldas (centro).

A autoridade geológica declarou o vulcão em alerta laranja ante uma "provável" erupção em "dias ou semanas", devido ao aumento da temperatura da cratera (até 700°C) e aos terremotos (quase dois por segundo em 30 de março).

Desde então, Arias tem uma nova tarefa: todas as manhãs, tira uma fotografia do Ruiz para a mídia estatal.

“O vulcão é a única preocupação neste momento”, afirma, mas o cheiro de enxofre e a fumarola da cratera não o assustam: “a televisão e a rádio não podem perder um minuto”.

- Da guerra ao vulcão -

Se o vulcão entrar em erupção, o soldado Héctor Trejos terá no máximo sete minutos para alertar milhares de pessoas por rádio e depois fugir para um bunker equipado com capacetes, máscaras de gás e óculos de proteção.

De uniforme camuflado, a bordo de um caminhão adaptado pelo Exército para funcionar como uma estação de rádio, ele informa dia e noite sobre os movimentos do chamado "Leão Adormecido". Sua última grande erupção, há mais de três décadas, deixou cerca de 25.000 mortos.

Em caso de erupção, o soldado de 35 anos e locutor amador terá de notificar mais de 57.000 camponeses vizinhos de Ruiz que se recusaram a abandonar suas casas, terras, animais e colheitas.

“Estarei lá 24 horas por dia (...) A menos que haja uma tempestade elétrica, uma queda de energia, a estação estará sempre ligada”, diz ele, em sua pequena sala de trabalho.

Trejos sabe que o destino de um punhado de municípios que o ouvem na montanha depende de sua velocidade de resposta. Perto dos 5.400 metros de altitude do vulcão, as comunicações de rádio e a tecnologia serão cruciais para ganhar minutos em meio à lava, rochas vulcânicas e avalanches de lama.

Em outro ponto da cordilheira, o sargento Miguel Rodríguez acomodou alguns binóculos especializados antes usados para calcular a posição de guerrilheiros e outros inimigos em meio ao conflito armado.

Outros jovens soldados com as mãos inchadas pelo frio monitoram o movimento do vento em computadores para antecipar o caminho de possíveis cinzas.

- "Um amigo" -

As ruínas de Armero recordam o horror da avalanche que se seguiu à erupção do Ruiz em 1985: o esqueleto de um hospital, os destroços de casas devoradas pela natureza e o túmulo de Omaira Sánchez, uma menina de 13 anos que agonizou por três dias diante das câmeras do mundo no meio da lama.

Nessa noite de novembro, Leonel Ortiz, que viveu 55 de seus 77 anos perto do vulcão, ouviu um estrondo, sentiu como "se a terra se movesse" e viu rochas incandescentes caindo por toda parte.

Hoje, comunica por rádio informações sobre o vulcão aos seus vizinhos para que não se repita o pior desastre natural da história da Colômbia.

Enquanto cozinha no fogão a lenha, Rubiela Muñoz, de 57 anos, e sua família ouvem os relatos de Ortiz e as instruções do soldado Trejos, que recomenda manter os animais dentro de casa, devido à emissão de cinzas.

O Exército prevê que eventuais avalanches chegarão a 10 km ao redor da cratera, as cinzas quentes se estenderão até 15 km, e o ar poluído afetará moradores em 100 quilômetros quadrados.

Apesar do risco, Rubiela se recusa a deixar a fazenda de vacas leiteiras sob seus cuidados.

Com os 13 filhos longe, ela resume o sentimento dos camponeses: “temos muito respeito (pelo vulcão) (...) é como se fosse um amigo”.

W.Darwish--DT