Dubai Telegraph - Países ricos oferecem US$ 250 bi/ano na COP29, valor insuficiente para nações em desenvolvimento

EUR -
AED 4.237919
AFN 75.006812
ALL 91.71831
AMD 418.460854
ANG 2.066012
AOA 1058.182593
ARS 1740.061341
AUD 1.618017
AWG 2.07713
AZN 1.962775
BAM 1.955124
BBD 2.323497
BDT 142.010318
BGN 1.942626
BHD 0.43495
BIF 3448.898007
BMD 1.153961
BND 1.466232
BOB 13.907195
BRL 5.929972
BSD 1.153601
BTN 110.171456
BWP 15.602609
BYN 3.509487
BYR 22617.641203
BZD 2.320198
CAD 1.605067
CDF 2665.650835
CHF 0.943854
CLF 0.027908
CLP 1101.952519
CNY 7.743661
CNH 7.743784
COP 3595.962619
CRC 519.620462
CUC 1.153961
CUP 30.579974
CVE 110.226915
CZK 24.287077
DJF 205.439017
DKK 7.475315
DOP 68.126461
DZD 154.17925
EGP 59.593561
ERN 17.309419
ETB 188.438391
FJD 2.551986
FKP 0.852932
GBP 0.855472
GEL 2.993769
GGP 0.852932
GHS 13.249422
GIP 0.852932
GMD 85.393575
GNF 10142.759182
GTQ 8.81007
GYD 241.356607
HKD 9.051153
HNL 30.963302
HRK 7.533636
HTG 150.782475
HUF 365.83977
IDR 20391.649883
ILS 3.522986
IMP 0.852932
INR 110.586403
IQD 1511.271281
IRR 1586206.334795
ISK 139.964147
JEP 0.852932
JMD 182.057096
JOD 0.818131
JPY 178.5917
KES 149.391902
KGS 100.913961
KHR 4677.525703
KMF 491.587847
KPW 1038.565524
KRW 1561.840356
KWD 0.356455
KYD 0.961368
KZT 516.44156
LAK 25810.082158
LBP 103761.742216
LKR 379.658821
LRD 201.309572
LSL 18.741425
LTL 3.407347
LVL 0.698019
LYD 7.320471
MAD 10.936821
MDL 20.08506
MGA 4977.280261
MKD 61.503749
MMK 2423.032499
MNT 4149.505232
MOP 9.320439
MRU 46.329992
MUR 54.340124
MVR 17.782886
MWK 2000.408823
MXN 19.783477
MYR 4.698809
MZN 73.73214
NAD 18.741425
NGN 1528.468029
NIO 42.456434
NOK 10.77044
NPR 176.275094
NZD 2.003979
OMR 0.44369
PAB 1.153601
PEN 3.877344
PGK 5.133315
PHP 72.549532
PKR 319.817597
PLN 4.340854
PYG 6938.60259
QAR 4.216743
RON 5.254452
RSD 117.364537
RUB 97.510151
RWF 1702.211856
SAR 4.32975
SBD 9.254191
SCR 15.85166
SDG 694.10459
SEK 11.276931
SGD 1.467579
SHP 0.854754
SLE 28.445229
SLL 24197.981815
SOS 659.27221
SRD 43.58165
STD 23884.668779
STN 24.491962
SVC 10.094512
SYP 15003.804932
SZL 18.727529
THB 38.352482
TJS 10.653773
TMT 4.038865
TND 3.376333
TOP 2.778462
TRY 56.128442
TTD 7.833293
TWD 36.677734
TZS 3052.952309
UAH 51.493908
UGX 4522.437418
USD 1.153961
UYU 46.463745
UZS 13578.24964
VES 970.693817
VND 30008.763239
VUV 135.303329
WST 3.157225
XAF 655.957
XAG 0.018151
XAU 0.000268
XCD 3.118638
XCG 2.079173
XDR 0.815911
XOF 655.957
XPF 119.331742
YER 272.94074
ZAR 18.771944
ZMK 10387.036768
ZMW 22.294297
ZWL 371.575063
SSP 6519.016235
MXV 2.243465
Países ricos oferecem US$ 250 bi/ano na COP29, valor insuficiente para nações em desenvolvimento
Países ricos oferecem US$ 250 bi/ano na COP29, valor insuficiente para nações em desenvolvimento / foto: STRINGER - AFP

Países ricos oferecem US$ 250 bi/ano na COP29, valor insuficiente para nações em desenvolvimento

A presidência azeri da COP29 sugeriu que os países desenvolvidos contribuam com 250 bilhões de dólares (1,4 trilhão de reais) anuais até 2035 para o financiamento climático dos países em desenvolvimento, em um novo projeto de acordo criticado por ONGs e rejeitado por vários países.

Tamanho do texto:

Na tarde desta sexta-feira, por causa da falta de consenso, essa conferência da ONU sobre mudança climática foi postergada oficialmente e as negociações continuarão na manhã de sábado.

O valor é mais do que o dobro do compromisso atual de 100 bilhões de dólares (581 bilhões de reais) para o período de 2020-2025, mas fica aquém das exigências feitas durante as negociações.

O projeto inclui uma meta ambiciosa de levantar um total de 1,3 trilhão de dólares (7,5 trilhões de reais) por ano até 2035 para os países em desenvolvimento, o que incluiria contribuições dos países ricos e outras fontes de financiamento, como fundos privados ou novos impostos.

Qualquer acordo deve ser adotado pelo consenso dos 200 países.

"Os 250 bilhões de dólares oferecidos pelos países desenvolvidos são uma cusparada na cara de nações vulneráveis como a minha", reagiu o negociador do Panamá, Juan Carlos Monterrey.

A proposta "é totalmente inaceitável", declarou o negociador queniano, Ali Mohamed, presidente do grupo africano.

No dia anterior, o grupo de países G77+China havia exigido “pelo menos” 500 bilhões de dólares (2,9 trilhões de reais) por ano até 2030.

A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Marina Silva, admitiu que o valor é "insuficiente", mas considerou que constitui uma base para seguir conversando.

Marina propôs uma contribuição dos países desenvolvidos de 300 bilhões de dólares (R$ 1,74 trilhão) anuais até 2030 e de 390 bilhões (R$ 2,26 trilhões) para 2035; quantias que seriam uma "alavanca" para alcançar o objetivo de 1,3 trilhão de dólares.

"Esta é a COP do financiamento (...) trilhões são necessários, por mais que alguns também o considerem desafiador", cobrou Marina em um discurso na véspera.

- "Agora é a hora” -

Apesar disso, um alto funcionário dos EUA que pediu anonimato disse que alcançar uma contribuição de 250 bilhões de dólares exigiria um esforço “extraordinário”, citando a relutância de Washington em se comprometer com uma soma maior.

Nos corredores do estádio da capital azeri, ouvia-se críticas de negociadores e ONGs sobre a administração da conferência, que envolveu cerca de 200 países, após quase duas semanas de reuniões.

“Esta é a pior COP da história recente”, disse Mohamed Adow, da Climate Action Network.

O dilema reside em como financiar a ajuda climática para os países em desenvolvimento construírem usinas de energia solar, investirem em irrigação e protegerem as cidades contra enchentes.

Mas até que ponto os países ricos, historicamente os maiores poluidores e, portanto, responsáveis pela mudança climática, estão dispostos a se comprometer?

Para Diego Pacheco, negociador-chefe da Bolívia, a solução “tem que sair agora, essa é uma questão que vem sendo adiada há vários anos, agora é a hora”.

“O fluxo é de países desenvolvidos para países não desenvolvidos, no âmbito do Acordo de Paris”, disse Pacheco à AFP. “Essa é a opção: financiamento público, porque o outro, o privado, não sabemos o que é, onde está.”

- Dependência do Norte -

Eduardo Giesen, diretor para a América Latina da Campanha Global pela Justiça Climática (DCJ), considerou que “os países do Sul, e eu incluo nossos governos latino-americanos, também não estiveram à altura da tarefa”.

“Não apenas porque não concordam entre si, mas também porque continuam apegados a um modelo de dependência do Norte”, disse ele à AFP.

Ao mesmo tempo, os países ricos estão negociando medidas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, mas enfrentam a oposição dos produtores de petróleo, como a Arábia Saudita. O grupo de Estados árabes advertiu que rejeitará qualquer texto “que tenha como alvo os combustíveis fósseis”.

No ano passado, na COP28, em Dubai, foi assinado um acordo que prevê uma transição acelerada para um mundo livre de combustíveis fósseis.

“Lamentamos ver uma combinação de silêncio e bloqueio total para revisitar essa questão nas câmaras, como se ela não tivesse sido acordada na COP28”, disse Raquel Soto, vice-ministra do Peru para o Desenvolvimento Estratégico de Recursos Naturais.

Desde o início da COP29, em 11 de novembro, tempestades terríveis atingiram as Filipinas e Honduras, o Equador declarou emergência nacional devido à seca e aos incêndios florestais, e a Espanha continua se recuperando de uma enchente histórica.

“No final, estamos todos no mesmo barco, portanto, se o navio afundar, os passageiros da primeira e da terceira classe do Titanic afundarão juntos”, disse Jacobo Ocharan, da Climate Action Network (CAN).

I.Menon--DT