Dubai Telegraph - Governos amazônicos debatem no Brasil postura comum para COP28

EUR -
AED 4.228057
AFN 74.832966
ALL 94.116967
AMD 419.396258
AOA 1056.871121
ARS 1714.164117
AUD 1.639071
AWG 2.073735
AZN 1.953699
BAM 1.954799
BBD 2.309418
BDT 141.597523
BHD 0.43236
BIF 3404.80585
BMD 1.151276
BND 1.477135
BOB 13.501854
BRL 5.847789
BSD 1.146663
BTN 109.658728
BWP 15.6683
BYN 3.355337
BYR 22565.003974
BZD 2.306119
CAD 1.613922
CDF 2619.152068
CHF 0.928739
CLF 0.027074
CLP 1065.562905
CNY 7.777155
CNH 7.766615
COP 3596.216919
CRC 521.310524
CUC 1.151276
CUP 30.508806
CVE 110.21146
CZK 24.226408
DJF 204.186618
DKK 7.475429
DOP 66.732944
DZD 152.795666
EGP 58.796453
ERN 17.269136
ETB 185.073431
FJD 2.551682
FKP 0.866484
GBP 0.85591
GEL 3.010591
GGP 0.866484
GHS 13.398909
GIP 0.866484
GMD 85.194628
GNF 10065.105
GTQ 8.749749
GYD 239.903037
HKD 9.029703
HNL 30.91213
HRK 7.535442
HTG 149.921542
HUF 362.564336
IDR 20804.703409
ILS 3.528614
IMP 0.866484
INR 109.868888
IQD 1508.171184
IRR 1583004.104973
ISK 142.608344
JEP 0.866484
JMD 181.349299
JOD 0.816278
JPY 184.867828
KES 148.940611
KGS 100.678756
KHR 4651.154164
KMF 495.62215
KRW 1654.325489
KWD 0.356723
KYD 0.955553
KZT 543.929066
LAK 26110.932968
LBP 102679.699667
LKR 385.144426
LRD 207.559168
LSL 19.123124
LTL 3.399418
LVL 0.696396
LYD 7.338925
MAD 10.804146
MDL 20.192261
MGA 4953.362803
MKD 61.493524
MMK 2417.498572
MNT 4140.245065
MOP 9.264655
MRU 46.177591
MUR 54.363099
MVR 17.798526
MWK 1998.61445
MXN 19.969574
MYR 4.70596
MZN 73.578298
NAD 19.123083
NGN 1563.904192
NIO 42.195287
NOK 10.986632
NPR 175.44158
NZD 1.961066
OMR 0.44266
PAB 1.146713
PEN 3.901767
PGK 5.059037
PHP 70.650909
PKR 318.450169
PLN 4.307954
PYG 6853.194519
QAR 4.195481
RON 5.244863
RSD 117.40941
RUB 91.784718
RWF 1687.862754
SAR 4.296176
SBD 9.30358
SCR 15.634547
SDG 690.76513
SEK 10.991747
SGD 1.478486
SLE 28.438232
SOS 655.336101
SRD 43.454895
STD 23829.082842
STN 24.485659
SVC 10.033254
SZL 19.018439
THB 38.483114
TJS 10.589955
TMT 4.040978
TND 3.395684
TRY 54.708854
TTD 7.782408
TWD 37.288207
TZS 3048.00018
UAH 51.156394
UGX 4294.727111
USD 1.151276
UYU 46.127591
UZS 13765.834309
VES 858.502152
VND 30237.105325
VUV 137.613459
WST 3.168914
XAF 655.592959
XAG 0.019704
XAU 0.000282
XCD 3.11138
XCG 2.066517
XDR 0.815347
XOF 659.68082
XPF 119.331742
YER 274.351945
ZAR 19.01394
ZMK 10362.859584
ZMW 21.41311
ZWL 370.71031
Governos amazônicos debatem no Brasil postura comum para COP28
Governos amazônicos debatem no Brasil postura comum para COP28 / foto: Evaristo Sa - AFP

Governos amazônicos debatem no Brasil postura comum para COP28

Os países amazônicos se reúnem nesta quarta-feira (9) em Belém com representantes de outras regiões, convidados para uma cúpula para debater a preservação das florestas do planeta com os olhos voltados para a COP28 contra a mudança climática.

Tamanho do texto:

Os oito membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que anunciaram uma aliança contra o desmatamento após uma reunião na terça, mas não alcançaram consenso para objetivos comuns, receberão os presidentes do Congo e da República Democrática do Congo (RDC).

Como na Indonésia, que também enviou um representante à capital do Pará, estes países africanos abrigam florestas tropicais em seus territórios.

Também participam delegações da Noruega e Alemanha, principais doadores do Fundo Amazônia, criado para financiar projetos ambientais, e a embaixadora francesa em Brasília, cujo território ultramarino da Guiana compartilha uma porção da Amazônia.

O objetivo será alcançar posições comuns antes da COP28 da ONU sobre a mudança climática, celebrada no fim do ano em Dubai, Emirados Árabes Unidos.

A COP30, em 2025, acontecerá em Belém.

"É urgente acabar com o desmatamento", declarou na terça-feira na rede social X (ex-Twitter) o presidente francês, Emmanuel Macron, que pediu para "proteger as reservas vitais, de carbono e biodiversidade, no interesse dos países com florestas, sua população e o mundo inteiro".

- Sem metas comuns contra o desmatamento -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silvia recebeu na terça-feira os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro; da Bolívia, Luis Arce; do Peru, Dina Boluarte; além do primeiro-ministro da Guiana, Mark Phillips, e a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.

Equador e Suriname foram representados por seus chanceleres.

Os oito membros da OCTA, reunidos na capital paraense, acordaram em uma declaração conjunta "estabelecer a Aliança Amazônica de Combate ao Desmatamento", além de reforçar a cooperação contra o crime organizado na região e fomentar o desenvolvimento sustentável.

O objetivo é "evitar que a Amazônia chegue ao ponto de não retorno", a partir do qual, segundo cientistas, passará a emitir mais carbono do que absorve, agravando a mudança climática.

A aliança regional trabalhará para atingir as metas nacionais de desmatamento de cada país, como no caso do Brasil, que pretende eliminar essa prática até 2030, segundo a OTCA.

"Nunca foi tão urgente retomar e ampliar a cooperação", afirmou Lula. O Brasil abriga 60% da Amazônia.

Especialistas em meio ambiente lamentaram, no entanto, que a "Declaração de Belém" apresente poucas medidas concretas.

Trata-se de "um primeiro passo, mas não tem decisões concretas, é uma lista de promessas", criticou Marcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, com sede no Brasil.

"O planeta está derretendo, batendo recordes de temperatura todos os dias, não é possível que, em um cenário como esse, oito presidentes amazônicos não consigam colocar em uma declaração em letras garrafais que o desmatamento precisa ser zero, que não vai mais ser tolerado", acrescentou.

- Consensos e divergências -

Entre os compromissos acordados pelos presidentes, também destaca-se uma "participação ativa" dos povos indígenas nos planos de preservação. Os territórios indígenas são considerados por especialistas uma importante barreira contra o desmatamento, pela forma sustentável como estas comunidades exploram seus recursos.

Também estão na Declaração de Belém a criação de um painel científico, inspirado no Painel Intergovernamental de Especialistas sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) das Nações Unidas, e um Centro de Cooperação Policial Internacional na cidade de Manaus.

No momento dos discursos, o presidente colombiano, Gustavo Petro, defendeu o fim do uso dos combustíveis fósseis na Amazônia.

"Não é uma contradição total? [...] Uma floresta que extrai petróleo? É possível manter uma linha política desse nível, apostar na morte e destruir a vida?", disse.

O debate surge enquanto o Brasil tem como foco uma nova e polêmica fronteira exploratória da Petrobras em frente ao delta do rio Amazonas e os equatorianos decidem em um referendo o futuro da exploração de petróleo na reserva Yasuní, de onde o país extrai 12% de sua produção.

Entre 1985 e 2021, a floresta amazônica perdeu 17% de sua cobertura vegetal, devido a atividades como a pecuária, mas também o desmatamento e o garimpo ilegal, segundo dados do projeto de pesquisa MapBiomas Amazônia.

R.El-Zarouni--DT