Dubai Telegraph - ONU: fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance'

EUR -
AED 4.258072
AFN 74.204637
ALL 94.749231
AMD 426.8157
ANG 2.075878
AOA 1058.709781
ARS 1658.520389
AUD 1.639583
AWG 2.088773
AZN 1.984788
BAM 1.953277
BBD 2.335483
BDT 142.33796
BGN 1.960486
BHD 0.437341
BIF 3466.581435
BMD 1.159447
BND 1.486705
BOB 8.012752
BRL 5.888852
BSD 1.159602
BTN 109.768088
BWP 15.558169
BYN 3.210308
BYR 22725.164109
BZD 2.332127
CAD 1.622009
CDF 2660.931588
CHF 0.921062
CLF 0.026315
CLP 1035.699614
CNY 7.851199
CNH 7.836066
COP 4049.38076
CRC 527.527604
CUC 1.159447
CUP 30.725349
CVE 110.122262
CZK 24.152327
DJF 206.057226
DKK 7.474262
DOP 68.153131
DZD 154.320029
EGP 58.401687
ERN 17.391707
ETB 186.946509
FJD 2.565799
FKP 0.86512
GBP 0.864478
GEL 3.078366
GGP 0.86512
GHS 12.871538
GIP 0.86512
GMD 84.63942
GNF 10158.008619
GTQ 8.839695
GYD 242.598687
HKD 9.08366
HNL 31.008343
HRK 7.537334
HTG 151.556823
HUF 350.072049
IDR 20514.67812
ILS 3.365405
IMP 0.86512
INR 109.847472
IQD 1519.057232
IRR 1595257.246185
ISK 144.420444
JEP 0.86512
JMD 183.802552
JOD 0.822084
JPY 185.888342
KES 150.044066
KGS 101.393666
KHR 4660.060206
KMF 493.924682
KPW 1043.502839
KRW 1762.290106
KWD 0.357319
KYD 0.966368
KZT 567.614061
LAK 25533.344643
LBP 103843.391585
LKR 385.55856
LRD 211.041003
LSL 18.756393
LTL 3.423546
LVL 0.701338
LYD 7.373601
MAD 10.719959
MDL 20.170291
MGA 4817.859073
MKD 61.650166
MMK 2433.784095
MNT 4146.981884
MOP 9.357273
MRU 46.290997
MUR 54.632983
MVR 17.925275
MWK 2010.737079
MXN 19.967422
MYR 4.696112
MZN 74.088281
NAD 18.756312
NGN 1575.318214
NIO 42.675421
NOK 11.028406
NPR 175.62914
NZD 1.989785
OMR 0.446191
PAB 1.159517
PEN 3.943556
PGK 5.078396
PHP 69.971481
PKR 322.613544
PLN 4.251519
PYG 7099.766811
QAR 4.227412
RON 5.233976
RSD 117.324577
RUB 84.031746
RWF 1703.42878
SAR 4.350355
SBD 9.328417
SCR 15.288555
SDG 696.242347
SEK 10.91427
SGD 1.486916
SHP 0.865644
SLE 28.580029
SLL 24313.031227
SOS 662.655368
SRD 43.500118
STD 23998.215058
STN 24.46839
SVC 10.146024
SYP 128.156126
SZL 18.753097
THB 37.775076
TJS 10.749153
TMT 4.069659
TND 3.393587
TOP 2.791671
TRY 53.662812
TTD 7.870968
TWD 36.58137
TZS 3049.343651
UAH 51.986537
UGX 4307.509573
USD 1.159447
UYU 47.030055
UZS 13890.994778
VES 674.749358
VND 30481.865532
VUV 138.55514
WST 3.180935
XAF 655.12197
XAG 0.016565
XAU 0.000269
XCD 3.133464
XCG 2.089827
XDR 0.815527
XOF 655.12197
XPF 119.331742
YER 276.645031
ZAR 18.780146
ZMK 10436.413069
ZMW 20.38393
ZWL 373.341509
ONU: fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance'
ONU: fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance' / foto: Joaquín Sarmiento - AFP/Arquivos

ONU: fome se estabiliza no mundo, mas seu fim está 'fora de alcance'

O número de pessoas que passam fome no mundo se estabilizou em 2022 após sete anos de alta, um "avanço modesto" e insuficiente para cumprir a meta de eliminar este flagelo até 2030, advertiram cinco agências da ONU em um relatório divulgado nesta quarta-feira (12).

Tamanho do texto:

Cerca de 735 milhões de pessoas passaram fome este ano, o equivalente a 9,2% da população mundial, alerta o relatório, cujos autores incluem a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O número, que vinha aumentando desde 2015, estabilizou-se e até registrou uma leve queda, com menos 3,8 milhões de pessoas em relação a 2021.

A América Latina registrou avanços no combate à fome, com exceção da região do Caribe, onde a situação se agravou.

A desnutrição crônica também aumentou na Ásia Ocidental e na África, diz o relatório, que também leva o selo do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório anual sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo detalha que, na África, uma em cada cinco pessoas sofre de desnutrição crônica.

O documento é um "retrato de um mundo ainda se recuperando de uma pandemia mundial e que agora se debate com as consequências da guerra na Ucrânia, que agitou ainda mais os mercados de alimentos e de energia".

Desde 2019, essas duas crises acrescentaram 122 milhões de pessoas ao mapa da fome.

Embora a recuperação econômica pós-pandemia tenha melhorado a situação, “não cabe dúvida de que esse modesto progresso se viu minado pela alta dos preços dos alimentos e da energia, amplificada pela guerra na Ucrânia”.

O relatório adverte que, sem esforços mais bem direcionados, a meta de “acabar com a fome, a insegurança alimentar e a desnutrição em todas as suas formas até 2030 permanecerá fora do nosso alcance”.

- 'Novo normal' -

Na América Latina e no Caribe, a prevalência da desnutrição - o indicador que mede a fome - caiu de 7% em 2021 para 6,5% em 2022, o que representou uma redução de 2,4 milhões no número de pessoas que passam fome. Essa redução se explica pela evolução na América do Sul (de 7% para 6,1%), já que o Caribe registrou um aumento significativo de 14,7% em 2021 para 16,3% em 2022.

"Há raios de esperança (...). No entanto, em geral, precisamos de um intenso esforço mundial imediato para resgatar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável", defendeu o secretário-geral da ONU, António Guterres, citado no comunicado do relatório.

Se não se acelerar esse avanço, cerca de 600 milhões de pessoas ainda estarão passando fome em 2030, principalmente na África.

Os principais fatores de insegurança alimentar - conflitos, contração econômica e catástrofes climáticas - e as desigualdades recentes se tornaram um "novo normal", disseram.

O presidente do FIDA, Álvaro Lario, destacou a falta de investimento e de "vontade política para implementar soluções em larga escala".

A diretora-executiva do PMA, Cindy McCain, alertou, por sua vez, que a fome aumenta, “ao mesmo tempo que os recursos de que precisamos urgentemente para proteger os mais vulneráveis estão se reduzindo perigosamente”.

Para ela, “enfrentamos o maior desafio já visto”.

Como no ano anterior, 2,4 bilhões de pessoas sofriam de insegurança alimentar aguda, ou moderada, em 2022. Ou seja: três em cada dez pessoas não tinham acesso a uma alimentação adequada.

A possibilidade de as populações terem acesso a uma alimentação saudável se deteriorou em todo o mundo, devido ao impacto prolongado da pandemia nas economias e à disparada no preço dos alimentos, frisou a ONU.

Mais de 3,1 bilhões de pessoas não poderiam pagar por uma dieta balanceada em 2022, o que pode provocar desnutrição, carências nutricionais, ou obesidade.

U.Siddiqui--DT